bizi | 03.07.26

Certamente você já ouviu essa expressão: somos o país do futebol. E é verdade: como já dizia o coro “único penta é o Brasilzão”. Mas tem outro componente importante por aqui: as marcas. No Bizi de hoje, falamos sobre essas paixões e muito mais. Vem ver:
Nesta edição, você vai conferir:
💘 Um resumo da semana com um feed mais conversacional no Instagram, IA no Prime Day, Serena em Wimbledon, Joachim Klement na campanha da Brahma pelo Brasil, o fim das mídias físicas na Sony e muito mais.
💘 Propagandas expulsas da Copa e tudo o que rolou com as publicidades de bets na CazéTV.
💘 O “sequestro de anúncios” no ChatGPT e como isso impacta nas estratégias de GEO da sua marca.
💘 O que os brasileiros mais valorizam na relação entre marcas e futebol, com dados de várias pesquisas para você ficar por dentro desse universo.

Você escolhe
O Instagram está testando recursos para dar mais controle ao usuário sobre o algoritmo do feed, simulando uma experiência conversacional — em outras palavras, deixar o feed mais cheio do que o usuário realmente quer consumir. Os protótipos incluem acesso rápido às configurações na tela inicial, ajustes de tópicos em tempo real e uso de chatbot com IA para personalizar preferências.
Segundo dados da Adobe, consumidores que usaram IA no Prime Day (23 a 26 de junho) tiveram conversão 40% maior do que em canais tradicionais. Na última edição, o evento faturou US$ 26 bi só nos EUA. O relatório confirma o que todo mundo já suspeitava: as marcas precisam otimizar seus sites para serem legíveis por essas IAs.
Mais de 60% dos jovens estudantes dos EUA e da Noruega desejam ser influenciadores digitais, e as principais motivações são fama e dinheiro. No entanto, de acordo com o estudo da Universidade de Wisconsin-Stout, a expectativa não corresponde à realidade do mercado de creators: quase metade desses profissionais ganha menos de US$ 15 mil anuais, um valor baixo para os padrões americanos, e a maioria não atinge a estabilidade financeira esperada.
O aguardado retorno de Serena Williams às quadras terminou ainda na primeira rodada em uma derrota para a australiana Maya Joint. Após quatro anos de pausa, a tenista foi convidada por Wimbledon a voltar, e a expectativa era de que ela se tornasse a mulher mais velha a vencer uma partida de simples no clube desde 2004.
Provavelmente, você já ouviu falar do economista alemão Joachim Klement, que previu os últimos 3 campeões da Copa, baseado em dados estatísticos. Bom, nesta edição ele previu graficamente a eliminação do Brasil na fase 16 avos, mas, como você já sabe, a seleção brasileira venceu o Japão e segue para a próxima etapa da competição. Depois disso, a Brahma recrutou o economista para a campanha “Tá Liberado Acreditar”, em um vídeo em que ele admite que o futebol supera as estatísticas, dizendo que o Brasil venceu as estatísticas mais uma vez.
A Quem Disse, Berenice? lançou a primeira collab de maquiagem de Friends cocriada com fãs no mundo, com a participação ativa da comunidade na fábrica, definindo cores, embalagens e texturas. “Friends exigia uma collab construída com fãs”, explica diretora de branding da QDB – propmark coroar a campanha com muita nostalgia e conexão, a marca trouxe ao Brasil a atriz Maggie Wheeler (a Janice), criando ações integradas no TikTok e streaming.
Depois do Mercado Ads expandir sua operação com creators no TikTok, Shopee e Meta expandiram seu programa de afiliados para o Instagram. A parceria permite que criadores de conteúdo qualificados conectem suas contas do marketplace diretamente à rede social para marcar produtos em publicações do Feed e Reels, guiando a jornada de compra até a conversão final.
Se você conferiu as últimas edições do Bizi, viu que a Levi’s teve que cobrir temporariamente o nome da marca em um estádio pelas regras da FIFA — o que gerou um buzz muito maior que o naming rights. Aproveitando ainda mais a oportunidade, a empresa lançou a camiseta “Nobody’s Gonna Know”, de edição limitada, que também traz o logo parcialmente coberto. Para o lançamento, lojas no mundo todo, inclusive no Brasil, também cobriram suas fachadas.
As gigantes Coca-Cola, PepsiCo e Keurig Dr Pepper vão inserir QR codes em suas embalagens para disponibilizar informações detalhadas sobre ingredientes e avaliações de órgãos reguladores de saúde para tentar reconquistar a confiança do consumidor sobre a segurança e transparência das bebidas.
Nesta semana, a Sony anunciou que vai encerrar a produção de mídias físicas para consoles do PlayStation a partir de janeiro de 2028. A motivação é a forte migração dos consumidores para o mercado digital, principalmente depois que o GTA 6 anunciou que não terá versão em disco. A novidade gerou muito buzz nas redes sociais, inclusive por parte das marcas, que brincaram com a mudança, dizendo que passariam a criar “controles digitais” (GameSir), “pizzas digitais” (Domino’s) e frango frito em “formato falso PNG” (KFC). Confira aqui.

Um lance, uma propaganda de bet. Um gol, uma odd do artilheiro da partida. Um intervalo e mais várias propagandas de apostas e ganhos.
É assim que o consumo de milhões de espectadores da Copa do Mundo vinha acontecendo nesta edição. E estava tudo bem (ou quase), até o Conar ser acionado.
Por meio de uma liminar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária determinou a suspensão imediata de três ações publicitárias específicas nas transmissões da CazéTV.
O alvo principal foram as plataformas Betnacional, Bet365 e KTO, por veicularem peças com odds (probabilidades de ganho) associadas a lances ao vivo do jogo, induzindo o público a apostar em caráter de urgência.
Para o Conar, os anúncios geraram dados incorretos sobre as reais chances de ganho, infringindo as regras de autorregulamentação. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) também investiga o caso.
E se você está acompanhando a competição pelo canal de Casimiro Miguel, provavelmente percebeu a mudança.
De um dia para o outro, as propagandas de casas de apostas não só diminuíram, como as peças suspensas foram substituídas por outras que focam na atitude responsável, limite de gastos e apostas equilibradas com a vida fora das bets. Ao invés de falarem as odds ao vivo, os membros da bancada passaram a repetir slogans prontos e reforçar o jogo consciente, a proibição para menores de 18 anos e a responsabilidade social.
Antes mesmo da decisão do Conar sair, o canal se pronunciou dizendo que adotaria “um tom mais conservador”, o que provavelmente também foi motivado pela reação do público com a intensidade de referências às bets.
Você que acompanhava o conteúdo, sentiu a diferença? O que achou da decisão?
E mais importante: será que a mudança no tom da comunicação agora realmente ajuda a conter os problemas relacionados às bets? Conta pra gente depois.

Você monta sua estratégia de GEO, desenha todo o percurso que um lead vai percorrer, mas um anúncio do concorrente na resposta de IA vem e leva seu potencial consumidor embora. Esse é o conquesting avançado e pode se tornar mais comum do que você imagina daqui para frente.
Com a chegada dos anúncios pagos nas ferramentas de IA (falamos mais sobre isso nessa edição), o conquesting acontece quando anúncios de concorrentes interceptam os usuários no exato momento em que realizam buscas orgânicas ou comparativas sobre marcas específicas.
Diferente da busca tradicional no Google, o ChatGPT permite detalhar a audiência pretendida em linguagem natural. Então, ao invés de selecionar um perfil demográfico e comportamental — que pode ser bastante limitado —, no chat você pode pedir que seu anúncio seja exibido para quem está “procurando alternativa barata à marca X”.
Aliás, os anúncios até permitem citar os concorrentes, como nesses casos:
Como as sessões no chat são altamente contextuais e cada vez mais próximas à decisão de compra, as marcas ficam 86% mais expostas a anúncios de terceiros quando o usuário pede uma comparação direta (Adthena).
“Você precisa estar preparado para o fato de que fez todo esse trabalho, entrou na conversa e na resposta orgânica, e agora, de repente, há um anúncio tentando sequestrar a jornada e levá-la embora.”
— Phillip Thune, CEO da empresa de inteligência de busca Adthena
De acordo com a Adthena, “o sequestro de marca é real e está crescendo”. Como não tem como garantir como ou quando seus anúncios serão exibidos pelo chat, especialistas da Adthena sugerem comprar e criar anúncios que complementem as consultas orgânicas dos usuários, para não quebrar a jornada.
E aí, sua marca está preparada para competir nesse cenário?

Com certeza, você já ouviu a expressão “o Brasil é o país do futebol”.
Seja pelo pentacampeonato ou pela dedicação aos times locais entre uma Copa e outra, não tem como: os brasileiros são realmente apaixonados pelo esporte.
A pesquisa “Eu Vi o Brasil: País do Futebol?”, da IMO Insights, mostrou que o futebol é parte da rotina para 9 em cada 10 brasileiros. E a forma como as marcas interagem nesse cenário pode transformar o jeito como os torcedores vivem essa experiência.
Outro ponto importante nessa relação é a descentralização das transmissões, algo que tem sido bastante falado nessa Copa, por exemplo.
Com isso, as marcas também precisam disputar pelas conversas digitais mais relevantes e prezar pela adaptação da linguagem em cada meio.
Tanto é que outra pesquisa, da Valometry, aponta que marcas consistentes e criativas têm mais impacto para os brasileiros do que patrocinadores oficiais da Copa.
O top 5 da relevância fica com:
Segundo a pesquisa, 67% dos brasileiros prestam mais atenção às marcas durante o torneio e 46% entendem que a presença delas contribui para uma Copa mais interessante.
Mas atenção: 7 em cada 10 percebem quando uma marca tenta se aproveitar da situação.
Para a Valometry, o segredo está na constância das ações, em dialogar com a cultura do futebol de forma genuína e desenvolver campanhas criativas. Isso tende a gerar mais valor do que marcas que só fazem ações pontuais ou com celebridades.
E você, o que acha da presença das marcas nesse jogo?
+ Dados interessantes sobre o assunto:
Segundo levantamento da Samsung Ads, 85% dos usuários de SmartTVs permaneceram conectados até uma hora depois dos jogos do Brasil e 66% já estavam lá até uma hora antes das partidas.
Dados do Profiles, da YouGov, apontam que a Nike é a marca preferida dos brasileiros apaixonados por futebol em requisitos como qualidade, imagem positiva e recomendação de marca. Menos de 5 pontos percentuais a separam da segunda colocada, Adidas.
🥰 Seja você do time dos apaixonados por futebol ou dos apaixonados por marcas, no Bizi sempre tem espaço para todo mundo. Até a próxima edição!
Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de
forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor
Confira nossos outros conteúdos
Estudo “Next Gen Small Business Owners” — a Geração Z e Millennials à frente dos negócios
Canceladas! 47% dos consumidores deixam de escolher marcas por desrespeito e discriminação
Warren Buffett: “a IA tem um enorme potencial para o bem e um enorme potencial para o mal”
O Bizi é uma curadoria de tudo que está rolando no universo das tendências, inovações, dados, insights, tecnologia, novas metodologias, atualizações de plataformas e, claro, notícias quentinhas do mercado de marketing e vendas.