deu ruim: A IA do Google não será mais proibida para usos nocivos

bizi | 07.02.25

Por falar em decisões arbitrárias, o Google entrou em outra polêmica nesta semana. Enquanto autoridades e governos caminham para regularizar a inteligência artificial e minimizar seus riscos, a big tech alterou seus princípios originais sobre a IA. Agora, não existe mais a proibição de usar sua tecnologia na construção de armas.

A atualização foi feita no mesmo documento de 2018, assinado por Sundar Pichai, CEO do Google. O contraditório é que, segundo a Wired, esse texto serviu justamente para acalmar as expectativas do mercado em relação ao uso de IA no programa militar dos EUA.

E se você está se perguntando o que mudou, de fato, é que, antes, os princípios de IA da empresa incluíam uma seção chamada “Aplicações de IA que não buscaremos”.

Nessa seção, havia termos específicos que preveniam o uso da IA do Google para fins nocivos, como “armas ou outras tecnologias cujo objetivo principal é para machucar pessoas” ou “tecnologias cujo propósito se contrapõe aos princípios aceitáveis de leis internacionais e direitos humanos”. Mas, agora, esses trechos não existem mais.

Em declaração, os executivos James Manyika, vice-presidente do Google, e Demis Hassabis, líder do laboratório de IA Google DeepMind, afirmaram que os princípios precisavam de uma atualização.

“Acreditamos que as democracias devem liderar o desenvolvimento da IA, guiadas por valores fundamentais como liberdade, igualdade e respeito pelos direitos humanos. E acreditamos que empresas, governos e organizações que compartilham esses valores devem trabalhar juntos para criar uma IA que proteja as pessoas, promova o crescimento global e apoie a segurança nacional.”
— James Manyika e Demis Hassabis, G1

Não que o Bizi queira ser repetitivo, mas esse “afrouxamento de regras” também tem a ver com a posse do novo presidente dos Estados Unidos.

Quem também mudou suas regras recentemente — e para pior — foi a Meta, ao encerrar o sistema de verificação de fatos de suas plataformas. Falamos sobre essa polêmica aqui.

O Google ainda diz que “não é sobre desenvolver uma IA poderosa: é sobre construir a tecnologia mais transformadora da história da humanidade”. Mas será mesmo que esse tipo de atualização nos termos contribui para essa construção?

O que achou dos novos termos da empresa?

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