view e review: Co-viewing e conexão emocional no streaming da Disney

bizi | 30.05.25

Ainda na pauta streaming, todos os anos, a Disney Advertising faz um estudo sobre o comportamento dos espectadores nesse meio, chamado sugestivamente de Generation Stream.

Essa análise é feita há cinco anos e, nesta edição, o Meio & Mensagem trouxe insights, juntamente da Diretora de Ad Sales & Partnerships na The Walt Disney Company Brasil, Giselle Ghinsberg, sobre especificamente o consumo dos brasileiros na plataforma.

Segundo a diretora, existem três descobertas principais, que derrubam mitos sobre o consumo do streaming:

1. O consumo não é individual e solitário

O streaming ocupa espaços de socialização, seja na hora de assistir os conteúdos junto de familiares e amigos, ou depois, nas conversas e redes sociais.

“Estamos nos aprofundando em como as famílias estão assistindo juntas. As pessoas estão recorrendo à nostalgia, que é uma tendência muito legal! Com o streaming, temos acesso a uma enorme biblioteca de conteúdo do nosso passado. É possível acessar conteúdo nostálgico junto com sua família (…) e compartilhar esse momento é muito especial.”
— Danielle Hydro, Consumer & Advertising Insights, Disney Advertising

Três em cada quatro entrevistados (76%) disseram que gostariam que as sugestões da plataforma incluíssem conteúdos que seus amigos e familiares assistem.

2. Os consumidores não buscam só novidades ou quantidade

Segundo Giselle, “o público valoriza experiências que tenham profundidade, conexão emocional e relevância cultural, independentemente de serem lançamentos ou títulos clássicos”.

Se pensarmos que o catálogo do Disney+ conta com fortes conectores emocionais (como filmes clássicos da infância ou esportes ao vivo com a ESPN), isso faz muito sentido.

3. O brasileiro transita com naturalidade entre conteúdos locais e globais

Para a executiva, isso é reflexo de uma característica marcante nos brasileiros: somos extremamente receptivos e abertos a conteúdos internacionais, mas gostamos de adaptar ao nosso jeitinho.

De acordo com o estudo, 98% do público assiste a conteúdos internacionais, mas 92% consome esses conteúdos dublados ou legendados (sempre ou às vezes).

O estudo também separou e classificou o público em quatro grandes segmentos, de acordo com suas motivações e comportamentos:

  • Buscadores de Fuga Empática (26%): assistem conteúdos sozinhos para se desconectar da realidade e conectar com as histórias e personagens;
  • Conectados Sociais (26%): usam o streaming como fonte de inspiração, para acompanhar a cultura pop e suprir sua necessidade de conexão no dia a dia;
  • Exploradores Reflexivos (18%): buscam narrativas que provoquem emoções, nostalgia e reflexão;
  • Conectores do Conforto (30%): recorrem ao streaming como forma de relaxar, encontram alegria, acolhimento e leveza nos conteúdos.

(Fonte: Meio & Mensagem)

Para Giselle, todos esses segmentos reforçam a experiência compartilhada na plataforma, principalmente em eventos ao vivo, lançamentos simultâneos e estreias. Segundo ela, a Disney possui um índice de co-viewing 2x maior que a média da indústria.

E, então, já imaginava esses comportamentos? Com você também é assim? 

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