previsão do mercado: Mais inteligência artificial = mais habilidades humanas e empresas centradas nas pessoas 

bizi | 30.01.24

Vamos conversar sobre habilidades humanas na era pós-IA?

Minority Report. Eu, Robô. Blade Runner. Wall-E. Pode escolher seu filme futurista preferido; uma coisa que todos eles têm em comum é projetar um cenário completamente automatizado, onde pessoas são substituídas pela tecnologia.

Mas será que o nosso futuro real ao lado da inteligência artificial também será assim?

Para Peter Cardon, professor na USC Marshall School of Business e pesquisador sobre o papel da tecnologia na comunicação em ambientes de trabalho, esse boom da IA representa o oposto disso.

Candon fala que, com a chegada da inteligência artificial, muitos profissionais correram para reforçar suas habilidades técnicas — grande parte deles fez isso em relação à IA, inclusive. 

Mas em sua pesquisa mais recente, ele sugere que o que deve aumentar mesmo é o desenvolvimento das habilidades pessoais.

“Prevejo que a integração da IA exigirá que os ambientes profissionais se tornem ainda mais centrados no ser humano.”
— Peter Candon, Fast Company

Parece contraditório? Sim, e realmente é, perto de tantas previsões contrárias que ouvimos todos os dias.

Mas a pesquisa “Competências necessárias aos profissionais de negócios na era da IA: caráter e comunicação lideram o caminho” (em inglês), feita a partir de entrevistas com quase 700 líderes corporativos e de autoria de mais 5 pesquisadoras, trouxe 3 caminhos não tão comuns para a era da IA.

Ética

Para os entrevistados, as virtudes mais valorizadas na era da IA são: ética, integridade e caráter. E, logo de cara, “ética” foi a palavra que mais se destacou entre elas.

Outros atributos bastante citados na pesquisa foram a visão estratégica, capacidade de inspirar outras pessoas e motivação. Para Candon, isso reflete a necessidade da governança se envolver mais nesse processo.

Com a IA no ambiente de trabalho, será crucial ter uma supervisão cuidadosa por parte da gestão e isso precisa se basear em valores morais elevados e na confiança interpessoal.

“Os líderes também precisam ser transparentes sobre as complexidades éticas envolvidas na introdução da IA no local de trabalho.”
— Peter Candon, Fast Company

Para os entrevistados, é responsabilidade das empresas a criação de políticas e diretrizes para que todos possam explorar a IA do jeito certo.

Comunicação

Essa habilidade não é novidade para ninguém, mas a diferença agora é como vamos analisá-la. E existe uma certa dualidade quando se trata dela.

Como a IA lida melhor com a escrita, o foco humano deve ser a comunicação oral que, de acordo com Candon, é a melhor maneira de expressar sentimentos, conexão, inspiração e outras características tão humanas.

“As pessoas devem se concentrar em aumentar sua capacidade de manter conversas profundas e significativas, facilitar discussões sobre solução de problemas e fazer apresentações mais interativas.”
— Peter Candon, Fast Company

Para o pesquisador, as organizações devem priorizar interações cara a cara e experiências positivas em que a tecnologia tenha um papel limitado. Um verdadeiro desafio no mundo híbrido de hoje.

Soft skills centradas no ser humano

Ao contrário de incentivar ambientes assépticos e sem emoção, a pesquisa sugere que a IA, na verdade, vai incentivar o desenvolvimento das nossas habilidades sociais.

Aqui vale aquela máxima: a IA vai absorver tarefas que não precisam de tanta dedicação humana, para que os profissionais possam se concentrar em atividades que precisam justamente deles.

Nesse caso, o que precisa de dedicação são nossas habilidades interpessoais, nossos valores, nossa capacidade de inovar, criar, nos conectar e assim por diante. 

Para Candon, as possibilidades de sucesso junto à IA são infinitas, se soubermos lidar com cuidado com a tecnologia. De acordo com ele, cabe a nós decidir que ela aprimore ou diminua as habilidades e conexões tão valiosas que, afinal, é o que nos torna humanos.

Ele tem um bom ponto, não é?

+ Sobre o futuro:

Como não é só de inteligência artificial que se faz o amanhã, Gigi Casimiro, doutora em tecnologias imersivas, apontou 4 tecnologias que prometem virar hype este ano.

não é cinema, mas é hype:
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