view e review: Estudo aponta semelhança entre humanos e agentes de IA 

bizi | 23.05.25

Para fechar essa edição, trouxemos um estudo sobre semelhanças entre humanos e os famosos agentes de IA.

O projeto é uma realização de pesquisadores da City St George’s, University of London, em parceria com a IT University of Copenhagen, com o propósito de entender como e se as máquinas também formam convenções sociais. 

“Convenções sociais são a espinha dorsal da coordenação social, moldando como os indivíduos formam um grupo. À medida que populações crescentes de agentes de inteligência artificial (IA) se comunicam por meio de linguagem natural, uma questão fundamental é se eles podem impulsionar os fundamentos de uma sociedade.”
— Emergent social conventions and collective bias in LLM populations

E a resposta foi “sim”!

Os pesquisadores identificaram que a IA pode criar convenções sociais espontâneas, imitando padrões de comunicação típicos de seres humanos. Nada que Eu, Robô ou Blade Runner não tenham previsto antes, não é mesmo?

No teste, os pesquisadores organizaram os agentes de IA em grupos de 24 a 100 integrantes. Cada par precisava escolher um nome a partir de algumas opções e, ao final, ganhavam recompensas quando escolhiam igual, incentivando o surgimento das tais convenções.

De acordo com os resultados, os agentes de IA foram bem-sucedidos em criar normas de comunicação semelhantes às nossas, mesmo sem memória de grupo maior.

“Na prática, essa descoberta sugere que a Inteligência Artificial está avançando para além da simples imitação, passando a inovar em padrões de comunicação, abrindo novas perspectivas para sua integração em ambientes colaborativos.”
— Fast Company Brasil

O sentimento em relação aos resultados é tanto positivo quanto negativo. Ambos podem ser resumidos em uma só frase: admiração pela evolução da tecnologia e ansiedade por já imaginar no que isso pode dar no futuro.

Isso porque, ao mesmo tempo que esse comportamento representa um potencial enorme para a eficiência desses agentes, também representa a possibilidade de desenvolver preconceitos e outros comportamentos indesejados.

Por isso, os pesquisadores alertam para a necessidade primordial de ter padrões de ética e segurança, além de um monitoramento rigoroso no desenvolvimento desses agentes.

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