bizi | 03.07.26

Um lance, uma propaganda de bet. Um gol, uma odd do artilheiro da partida. Um intervalo e mais várias propagandas de apostas e ganhos.
É assim que o consumo de milhões de espectadores da Copa do Mundo vinha acontecendo nesta edição. E estava tudo bem (ou quase), até o Conar ser acionado.
Por meio de uma liminar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária determinou a suspensão imediata de três ações publicitárias específicas nas transmissões da CazéTV.
O alvo principal foram as plataformas Betnacional, Bet365 e KTO, por veicularem peças com odds (probabilidades de ganho) associadas a lances ao vivo do jogo, induzindo o público a apostar em caráter de urgência.
Para o Conar, os anúncios geraram dados incorretos sobre as reais chances de ganho, infringindo as regras de autorregulamentação. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) também investiga o caso.
De um dia para o outro, as propagandas de casas de apostas não só diminuíram, como as peças suspensas foram substituídas por outras que focam na atitude responsável, limite de gastos e apostas equilibradas com a vida fora das bets. Ao invés de falarem as odds ao vivo, os membros da bancada passaram a repetir slogans prontos e reforçar o jogo consciente, a proibição para menores de 18 anos e a responsabilidade social.
Antes mesmo da decisão do Conar sair, o canal se pronunciou dizendo que adotaria “um tom mais conservador”, o que provavelmente também foi motivado pela reação do público com a intensidade de referências às bets.
Você que acompanhava o conteúdo, sentiu a diferença? O que achou da decisão?
E mais importante: será que a mudança no tom da comunicação agora realmente ajuda a conter os problemas relacionados às bets? Conta pra gente depois.
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