data nossa de cada dia: Dia Mundial do Second Hand e os números da economia de moda circular no Brasil

bizi | 26.08.25

O dia 25 de agosto, vulgo ontem, também é conhecido como Dia Mundial do Second Hand (segunda mão, no nosso PT-BR).

Como o nome já diz, a data é celebrada para incentivar o consumo circular, que nada mais é do que passar peças usadas para a frente e priorizar o mesmo modelo na hora de adquirir novas peças.

Mas nem precisaríamos explicar tanto porque, de acordo com dados do Sebrae, no Brasil já estamos bem acostumados com a economia de moda circular:

  • Nosso país conta com 118 mil brechós ativos. Nos últimos 5 anos, esse número cresceu 31%;
  • Na última década, o setor teve um crescimento de 210%;
  • A projeção de mercado para este ano é de R$ 24 bilhões.
Para o Sebrae, esses números são símbolo de uma transformação estrutural na forma como as pessoas consomem a moda.

Ainda segundo o ThredUp Report, no mundo todo, o second hand promete atingir US$ 367 bilhões até 2030 — isso é 5x mais que a moda tradicional!

Essa inversão aparece porque, cada vez mais, os consumidores estão mais conscientes sobre o impacto de suas escolhas de moda no planeta.

Vale lembrar que essa indústria é uma das mais poluentes do mundo. Desde a escolha e manufatura de matérias-primas à produção e até o descarte incorreto, esse setor consome recursos naturais e aumenta as emissões de CO2.

Todo esse ciclo deixa um déficit dificílimo de compensar: de acordo com a BBC, são 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano.

“Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.”
— BBC

O impacto é tamanho que até as grandes marcas de fast fashion já estão mudando seu posicionamento nesse sentido, como é o caso da H&M, que falamos na última edição.

Voltando ao ThredUp Report:

  • 40% da geração Z no mundo todo já recorre ao second hand como principal opção de compra;
  • 59% dos consumidores ainda disseram que trocariam para esse modelo se os preços das fast fashion subissem mais.

O segredo para expandir ainda mais esse público, segundo a Exame, é apostar na transparência dos processos. Já a gente acredita que tornar esses dados conhecidos também pode fazer uma grande diferença na percepção sobre o mercado.

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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