framework: Você stalkeia seus funcionários?

bizi | 23.05.23

Se o conceito de stalkear os funcionários é estranho para você, imagina para os colaboradores da sua empresa? Mas isso é mais comum do que parece.

Uma pesquisa da CareerBuilder, plataforma de carreiras dos EUA, divulgada pela Revista Trip, mostrou que 70% das empresas usam as redes sociais para avaliar candidatos. 48% fazem o mesmo com quem já está no quadro de funcionários.

O levantamento ouviu mais de 1.000 profissionais de RH de empresas privadas dos EUA. A pesquisa revelou também que um terço dos chefes já demitiram ou repreenderam um funcionário com base no que viram em suas redes sociais.

E isso não se restringe aos EUA, não. A saber, dar uma espiadinha nas redes também é um hábito por aqui e não se restringe ao LinkedIn.

Segundo a Trip, muitos gestores defendem que essa é uma avaliação para garantir que os valores compartilhados por seus funcionários estejam de acordo com a cultura da empresa. 

Em tempos de polarização de pensamentos, isso é cada vez mais raro de acontecer.

“Uma pesquisa feita em 2014 pelo instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) indicou que declarações de colaboradores relacionadas à religião, política e futebol na internet estão entre os comportamentos que as empresas mais reparam”.
— @revistatrip

Assim, um dos principais alvos da caça aos perfis é prevenir discursos de ódio e condutas discriminatórias.

As empresas acabam adotando esse método, visando o bem dos funcionários e a imagem da empresa, é claro.

O fato é que, apesar de não ser uma prática proibida, o chamado “stalking corporativo” é invasivo — e pode até ser considerado crime em vista dos direitos à privacidade.

Por isso, antes de sair dando uma conferida nos perfis e tomando atitudes baseadas nisso, é interessante desenvolver outras formas de prevenir ruídos e disparidades de cultura e, assim, encontrar um jeito melhor de avaliar seus funcionários e futuros colaboradores.

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