framework: Silent firing, a nova trend corporativa 

bizi | 22.11.24

Por falar em decisões estrangeiras que impactam o nosso trabalho por aqui, uma nova trend corporativa parece ter chegado para fazer companhia ao quiet quitting e outros movimentos do mercado de trabalho: o silent firing.

Como se fosse o outro lado da moeda, essa trend é mais como uma resposta das empresas para lidar com a crise — não de seus funcionários, mas da economia, no geral.

O que é silent firing?

Em tradução literal, a nova expressão significa “demissão silenciosa”. De acordo com a Fast Company, é quando as empresas tornam o trabalho mais difícil de propósito, para que os funcionários peçam demissão e isso equilibre os custos da organização.

Por isso, ela é como se fosse o oposto do quiet quitting — em que os funcionários fazem o mínimo, de propósito, para, entre outros objetivos e motivos, serem demitidos.

Como isso é diferente de uma demissão comum?

Apesar de parecer um movimento normal, dessa vez, existe uma razão bem específica: a inteligência artificial.

Sim, presente em 99,99% das nossas conversas corporativas ultimamente, a tecnologia também deu as caras aqui. Acontece que, aparentemente, as empresas só podem contar com um custo no momento e têm que decidir: investir em pessoas ou substituí-las pela IA.

Para George Kailas, CEO da plataforma de investimentos Prospero.AI, o investimento na tecnologia-não-tão-novidade-mais, tem todas as características de uma despesa de capital, como altos custos iniciais e cálculo de ROI. Inevitavelmente, esses fatores levam à redução de funcionários.

Já está rolando no mercado

Um exemplo citado por Kailas é o da Amazon. Como uma grande empresa de tecnologia, ela costumava ter um daqueles “escritórios legais”, onde as pessoas gostam de ir.

Mas, ao que tudo indica, nos últimos tempos, ela tem tornado esse espaço menos atraente de propósito, enquanto cria todo um movimento de volta ao presencial.

“Talvez a empresa esteja silenciosamente demitindo funcionários ao tornar o ambiente de trabalho desagradável. Porque a melhor maneira de reduzir a retenção enquanto economiza em indenizações seria remover o trabalho remoto.”
— George Kailas, para a Fast Company

Mas a empresa de Jeff Bezos não é a única. 

De acordo com o CEO, mesmo fora do mercado de IA e startups, as contratações em tech estão mais lentas.

Para ele, o cenário é claro: enquanto a inteligência artificial está em ascensão, o restante do mercado está estagnado e/ou em queda.

De fato, de acordo com pesquisas recentes, 73% dos funcionários estão pensando em pedir demissão. A justificativa principal é a conduta das empresas — extremamente parecida com a da Amazon. Aliás, eles parecem bem cientes sobre isso.

Mais uma vez, as redes sociais são o palco dos desabafos e opiniões sobre o assunto. Segundo o M9 News, um dos usuários comentou: “Eu entendo por que eles estão fazendo isso, mas demitir silenciosamente parece apenas uma maneira de evitar responsabilização.”.

Por pior que seja o cenário agora, de acordo com uma projeção do MIT, só 5% dos profissionais serão substituídos pela IA na próxima década. Então, ainda temos uma certa margem a considerar, antes da transição de carreira.

E por aí, o que você acha dessa nova trend corporativa?

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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