data nossa de cada dia: A delicada relação dos CMOs com o ESG

bizi | 09.07.24

Você entende o modelo de gestão do ESG? Porque grande parte dos CMOs, não. Pelo menos é isso que indica a pesquisa do Data-Makers.

O mais recente recorte da pesquisa Data-Marketing Leaders, desenvolvida pelo instituto Data-Makers, identificou que o ESG ainda se mostra um verdadeiro desafio cotidiano nos negócios., principalmente para os CMOs.

Desenvolvido com parceria com a CDN, o levantamento entrevistou 106 CMOs brasileiros e trouxe alguns insights interessantíssimos, como a diferença gigante entre reconhecer a importância do tema e de fato conhecê-lo:

  • 90% dos líderes reconhecem a relevância da temática;
  • Entretanto, apenas 20% conhecem o tema com profundidade.

Então, por que aplicar práticas de ESG sem conhecer o tema profundamente? Bom, para ter uma imagem de marca positiva no mercado. Pelo menos é isso que indica a pesquisa. 

Entre os principais motivadores para a aplicação do ESG, estão:
  • Imagem da marca (76%);
  • Impacto positivo para a sociedade (74%);
  • Reputação corporativa (63%);
  • Atração e retenção de talentos (37%);
  • Pressão de stakeholders (31%).

Para Fabricio Fudissaku, CEO do Data-Makers, esse “É um dado revelador sobre a maturidade do tema no Brasil”. Ou falta de maturidade, não é mesmo?

Telhado de vidro do ESG

Já ouviu falar sobre greenwashing? Basicamente, ele diz respeito à divulgação de benefícios ambientais que não condizem com a realidade — e isso é mais real do que imaginávamos.

Para se ter ideia, cerca de um terço dos entrevistados (31%) já deixou de comunicar ou apoiar ações de ESG por medo de acusação de tentar maquiar a realidade.

Vale destacar que apenas 32% dos entrevistados qualificaram a atuação de suas empresas como positiva. 

“Naturalmente, os executivos de marketing não têm segurança em comunicar ou desenvolver ações ESG. Como agravante, a reação negativa dos consumidores acaba sendo um tiro no pé para a imagem da marca. Ou seja, é um problema com o qual os próprios CMOs terão que lidar”, segundo Fudissaku.

Para finalizar, temos uma esperança no fim do caminho: cerca de 44% dos executivos visam aumentar investimentos em ESG e sua comunicação em marketing nos próximos 12 meses. Outros 32% afirmam que os aportes devem se manter estáveis e apenas 6% indicam retração.

Bom, por aqui, esperamos abordar esse tema de forma mais positiva daqui a um ano.

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