data nossa de cada dia: Social commerce e IA: o novo combo do consumo digital no Brasil

bizi | 11.07.25

Segundo o Relatório do Varejo 2025, divulgado pela Adyen ao Meio & Mensagem, 55% dos brasileiros já realizam compras diretamente pelas redes sociais, e 35% contam com ferramentas de inteligência artificial para tomar essas decisões.

O fenômeno conhecido como social commerce se consolidou com a chegada de ferramentas como o Instagram Shopping, em 2018, e o TikTok Shop, que estreou neste ano. Agora, não basta ter um e-commerce bonito: é preciso estar onde o consumidor descobre, deseja e compra, tudo num clique.

A influência das trends e dos criadores de conteúdo é um dos principais motores dessa mudança. Mais da metade dos entrevistados (51%) afirmou que se sente mais propensa a comprar após ver amigos, influenciadores ou celebridades usando ou recomendando um produto. Não à toa, 37% dos consumidores se dizem mais inclinados a adquirir algo se estiver em alta nas redes.

Apesar da percepção de que o social commerce seria dominado pela geração Z, os dados mostram um cenário mais amplo: Millennials e geração X representam 65% dos consumidores via redes, enquanto os boomers, embora em menor número (10%), são os que mais compram com frequência, sendo que 82% fazem até cinco compras por mês.

E o fator IA não pode ser ignorado

Segundo o mesmo relatório, 35% dos consumidores já usam inteligência artificial para apoiar suas decisões de compra, um crescimento de 45% em relação ao ano passado.

A geração Z lidera a adesão, com 66% utilizando a tecnologia nesse contexto, mas a adesão entre boomers e geração X também deu um salto: aumentou 64% e 48%, respectivamente, nos últimos 12 meses.

A IA entra em cena com diversas aplicações — de sugestões personalizadas à gestão de estoque e atendimento automatizado. Um bom exemplo é a Cronoshare, plataforma de serviços que criou uma métrica de interesse do cliente (Índice CS), usando IA para indicar a chance de conversão de cada contato.

Apesar do cenário promissor, só 23% das empresas brasileiras afirmam que vão investir em social commerce neste ano. Os principais entraves são dificuldade em mensurar retorno, preocupações com segurança de dados e a alta concorrência nas redes.

Na prática, o consumidor já mudou e está mais conectado, guiado por algoritmos e movido por influência. Cabe às marcas decidirem se querem acompanhar o movimento ou assistir, ou não.

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