deu ruim: Meu trabalho está me matando… de tédio!

bizi | 29.08.25

Vamos de mais uma trend corporativa? 

Não que a gente goste de compartilhar sentimentos ruins ligados ao trabalho, mas o esgotamento em decorrência das nossas profissões está se tornando tão comum, que essa é quase uma editoria independente aqui no Bizi.

O termo da vez é o “rust out”, que em tradução significa enferrujado. Segundo a BBC, o novo movimento corporativo parece em nome, mas é o oposto do burnout: ele representa um esgotamento pelo excesso de tarefas repetitivas e monótonas e pela estagnação profissional contínua.

“Essa condição pode ser agravada quando um ambiente de trabalho valoriza mais a eficiência e cumprimento de metas do que o engajamento profissional, levando as pessoas a se sentirem invisíveis ou substituíveis.”
— BBC

Sim, parece que alguma coisa mexeu tanto com a gente, que não conseguimos mais encontrar um equilíbrio. Se por um lado o trabalho adoece quando ele é demais, há muita cobrança e pouco espaço para descanso, o outro extremo também não traz resultados positivos.

Quem já desempenhou uma função assim, sabe: a gente até reclama quando tem coisas demais para fazer, mas não ter nada desafiador, que provoque nossa imaginação e alimente nossa criatividade também desgasta.

Em uma pesquisa com professores universitários que formam outros professores, a BBC descobriu que a maioria deles enxerga a profissão como uma vocação, se orgulham da carreira e não estão se afastando do trabalho. No entanto… 

“Pilhas cada vez maiores de documentos de trabalho os obrigaram a desviar o foco daquilo que eles amavam. E, de forma crucial, havia a sensação de que eles não faziam mais o trabalho para o qual haviam se candidatado.”
— BBC

De acordo com o portal, é comum que as pessoas que sofrem com o rust out não falem sobre ele — porque, claro, é mais fácil evitar mais desgaste.

Então, esse comportamento, que pode soar como estabilidade para as empresas no curto-prazo, pode se tornar um grande problema no longo-prazo, também conhecido como turnover, clima organizacional negativo e redução da inovação. Por isso, eles recomendam que o rust out também entre na agenda de saúde mental das empresas.

Trazendo o tema para a nossa realidade, segundo a Revista Trip (de quem emprestamos a referência do título), “a questão soa quase como privilégio no país”, onde ainda estamos insistindo em pautas muito mais básicas que “não ter empolgação para trabalhar”. Mesmo assim, o rust out merece a atenção dos empregadores. 

“As empresas devem cuidar para criar uma cultura profissional com reconhecimento frequente e oportunidades de desenvolvimento, como treinamentos que reativem o interesse do trabalhador. É importante permitir que eles utilizem suas diferentes habilidades e assumam novas responsabilidades no decorrer da jornada.”
— Revista Trip

E então, o que acha desse assunto?

Se identificou com esse sentimento? Considere conversar com sua equipe e, se você for a pessoa acima de alguma equipe, considere olhar para esse tema com mais atenção.

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