bizi | 29.05.26
Você conhece o princípio: toda ação tem uma reação.
Nesta semana, a ação foram os anúncios do Google I/O, envolvendo IA em praticamente todas as novidades. Já a reação foi a alta de downloads do DuckDuckGo, um buscador sem IA.
Em um post no LinkedIn, o DuckDuckGo relatou que o número de instalações da plataforma nos EUA havia crescido 30% em uma semana. Essa é exatamente a semana após o Google anunciar uma nova “caixa de busca inteligente movida por IA”, a maior atualização do recurso nos últimos 25 anos.
E não parece ser coincidência mesmo. Segundo a Fast Company, o buscador manteve uma média entre 1,74% e 2,53% do mercado de mecanismos de busca dos EUA nos últimos 12 meses.
Em produtos específicos, o buscador até oferece acesso a modelos de IA, como o Claude 4.5 Haiku da Anthropic, o Llama 4 Scout da Meta e o GPT-5 mini da OpenAI. Mas um de seus principais diferenciais é a opção “No AI”, uma busca privada, sem rastreio de usuários e sem respostas assistidas por IA ou imagens geradas pela tecnologia — como era na nossa época.
De acordo com Gabriel Weinberg, CEO do DuckDuckGo, os resultados do Google estão piorando porque a empresa “está impondo a IA à força, sem nenhuma opção para recusar”, mas eles querem fazer diferente.
Inclusive, caso você use o pacote Google por aí, deve ter notado que recentemente os ícones receberam uma atualização visual, também logo depois do Google I/O. Em nota oficial, a empresa explicou que quis “dar uma identidade mais distinta a cada aplicativo”, associando o ícone com sua função principal e deixando a padronização em segundo plano.
Mas a escolha do gradiente nas novas versões é que chama a atenção. Presente também em outras marcas, como Apple e Microsoft, segundo o Canaltech, ele está lá para “destacar uma sensação de movimento e fluidez” que representa a inteligência artificial.
E você, sente que o Google também está colocando IA em tudo? Isso faz sentido ou é desnecessário?
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