wow!: Plastic Blood 

bizi | 25.04.25

Já pensou na quantidade de plástico que você consome ao longo da semana? E não estamos falando de somente usar e descartar um produto feito com o material.

Se você acompanha notícias que rolam não só no Bizi, provavelmente você viu que a ciência comprovou que existem microplásticos no organismo humano.

É bizarro? Sim. Mas também é verdadeiro e um tema que precisa da nossa atenção. 

De acordo com o relatório “No plastic in nature: assessing plastic ingestion from nature to people”, da University of Newcastle, na Austrália, uma pessoa pode ingerir até 5g de microplástico por semana, seja pela água, alimentos ou até embalagens. A quantidade é equivalente a um cartão de crédito! Ao longo da vida, essa quantidade pode chegar a 25kg e a ciência já começa a relacionar esse fato com doenças como câncer e condições neurodegenerativas.

Essa conversa não é recente. A primeira vez que cientistas comprovaram esse fato foi lá em 2022. Mas, desde então, o assunto volta ao hype a cada nova descoberta, ou, nesse caso, a cada vez que uma campanha traz essa realidade à tona.

Foi isso que a OKA Biotecnologia, em parceria com a agência DM9, fez.

O projeto Plastic Blood consistiu em literalmente tirar esses microplásticos do sangue humano e transformá-los em produtos figurativos, como copos, canudos, sacolas e garrafas.

Foram utilizadas 1.000 bolsas descartadas (o que dá cerca de 450 litros), para extrair microplásticos através de um processo de diálise adaptada e isolamento enzimático. A OKA Biotecnologia transformou o resultado em objetos com uma impressora 3D.

“Nosso desafio criativo era transformar uma questão microscópica e invisível em uma experiência física, emocional e midiática. Plastic Blood reimagina a poluição plástica não como uma questão ambiental, mas como uma crise de saúde humana. Essa transformação chocante cativa e perturba, forçando as pessoas a confrontar o que vive dentro delas devido ao uso diário do plástico.”
— Laura Esteves, VP de criação da DM9

A OKA Biotecnologia é uma produtora de bioembalagens que são uma alternativa real e resistente ao plástico tradicional

De acordo com Érika Cezarini Cardoso, fundadora da OKA, todo o processo de produção da empresa é limpo, com zero resíduos, pouca água e energia renovável.

Uma curiosidade muito interessante é que a empresa usa a mandioca como matéria-prima para criar, isso mesmo, plásticos — só que uma versão viável e eco-friendly que você pode até comer.

Portanto, a campanha não é só um alerta, mas um redirecionamento para empresas que trabalham a favor da natureza — não contra ela. Será que todas as empresas conseguiriam virar essa chave?

Conta pra gente o que achou dessa campanha.

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Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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