view e review: Diferentes gerações, diferentes sociedades

bizi | 26.08.25

Você sabia que a sua idade tem influência direta na sua visão sobre a sociedade?

Recentemente, a Ipsos lançou o estudo “Dos Boomers à Gen Z: Desafios para as Marcas Entenderem as Gerações no Brasil”, com uma análise sobre como diferentes gerações percebem a sociedade, o consumo e as marcas.

De acordo com Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil, existem dois componentes que raramente combinamos quando estudamos as gerações:

  1. A idade, de fato
  2. O tempo histórico, tão importante quanto.
“É preciso olhar gerações como a colisão entre o tempo biográfico — quer dizer, a vida de um ser humano e de um indivíduo — e o tempo histórico. É esse entrelaçamento entre a história social do que estamos vivendo como sociedade e como tendência, com a história individual e o que se passa, principalmente nos anos formativos dos indivíduos, que define a identidade.”
— Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil

Trazendo para as descobertas do estudo, isso significa que o que é primordial para algumas gerações, pode ser secundário ou até dispensável para outras.

Quer um exemplo? 

  • De acordo com a Ipsos, questões sociais não são tão importantes para a Geração Z. Esse grupo se preocupa mais com diversidade e questões ESG;
  • 46% da geração acredita que mudanças na sociedade só acontecerão de fato com uma revolução;
  • Do outro lado, a pauta faz todo o sentido para os Baby Boomers, que se dizem preocupados com crime, violência e corrupção;
  • 88% deles defendem a democracia como sistema ideal de governo.
Na apresentação do estudo, Calliari começa falando que, em breve, vamos encarar uma inversão da pirâmide etária, fenômeno identificado também em outros países.

Até 2035, o número de pessoas com idades entre 60 a 80 anos crescerá 30% no Brasil, enquanto o número de jovens (13 a 29 anos) cairá 7%.

Apesar da chamada “geração prateada” estar ganhando cada vez mais destaque e o incentivo das marcas por parte das consultorias, a Geração Z promete estar no centro dessa narrativa nos próximos anos — lugar ocupado hoje pelos millennials.

“Os 60+ serão responsáveis por uma fatia significativa do consumo, enquanto a Geração Z, mais aberta e sensível ao mercado, definirá as tendências de engajamento e relacionamento das marcas.”
— Dos Boomers à Gen Z, Ipsos

Ou seja, como o próprio nome do estudo diz, o mercado deve ficar dividindo constantemente suas atenções entre esses dois grupos.

De um lado, será relativamente mais fácil. Do outro, um pouco mais desafiador:

  • 68% dos jovens da Geração Z estão dispostos a pagar mais por marcas de que gostam;
  • Em meio aos Boomers, essa porcentagem fica em 51%.

Segundo a Ipsos, o segredo é equilibrar e alternar as mensagens de marca:

  • Para a Geração Z, o foco não é só diversidade e experiências digitais, mas também a necessidade de lidar com o estresse e a sobrecarga de escolhas;
  • Já para os Boomers, o foco permanece na estabilidade, segurança e tradição.

Um pouco estereotipado, mas vale a pena reforçar.

E aí, o que achou desses dados? Já imagina essas prioridades para cada geração?

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Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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