bizi | 16.10.26

Se você piscou, perdeu: o Spotify mostrou que dá pra ouvir música boa, mas sem acabar com o pacote de dados, o WhatsApp começou a testar mensagens agendadas, enquanto o Alibaba ultrapassou a Amazon entre os maiores anunciantes do mundo. Por fim, o Google resolveu ajudar você a investigar se aquele conteúdo foi ou não feito por inteligência artificial.
No meio disso tudo, tivemos marcas transformando lançamentos em minidramas no TikTok, e-commerce gastando bilhões para disputar a sua atenção (a mais importante de todas) e tecnologia entrando cada vez mais na nossa rotina.
No Bizi de hoje, tem algoritmo, consumo e criatividade para você conferir.
💚 Porque o Brasil não precisa importar criatividade, só precisa reconhecer melhor aquilo que já produz.
📺 Como o YouTube ultrapassou 90 milhões de espectadores na TV conectada e está cada vez mais confortável na sua sala.
🛡️ 5 prompts no Claude que ajudam a identificar possíveis golpes na internet sem precisar virar detetive particular.
🛍️ O que a Geração Z não suporta na hora das compras e por que a experiência no checkout também entra nessa conta.
🤖 Como chatbots podem recomendar produtos mais caros para quem parece ter mais dinheiro.

🎧 O Spotify também é amigo do seu pacote de dados! Se o plano contratado anda acabando rápido demais, talvez a culpa seja daquela playlist no modo “Altíssima”. Mas calma: o app permite ajustar a qualidade do áudio no Wi-Fi e nos dados móveis, além de ativar o modo de economia. Música boa é ótimo, mas não dá para torrar o pacote de internet, né?
💬 O “te mando depois” pode finalmente virar realidade. O WhatsApp começou a testar no Android uma função para agendar mensagens com até duas semanas de antecedência! Por enquanto, está só na versão beta e ainda não tem previsão de lançamento geral. Se chegar para todo mundo, o “te mando depois” vai ficar hype demais.
🛒 Na corrida dos e-commerces, o Alibaba ultrapassou a Amazon… pelo menos na hora de comprar mídia. O grupo chinês virou o maior anunciante do MUNDO, com US$ 30,2 bilhões investidos em publicidade em 2025, contra US$ 23,5 bilhões da Amazon. Assim como nós, o e-commerce também está querendo chamar a sua atenção.
🌸 Cheirinho de sucesso. O Bom Ar decidiu lançar novas fragrâncias de um jeito diferente: um minidrama interativo no TikTok, em que o público participa da história e ajuda a orientar os produtos. São creators, cocriação e TikTok Shop no mesmo pacote. Criativo, interativo e com cheiro de trend nova no ar.
🤖 “Quem fez isso? Foi a IA?” Agora dá para investigar. O Google liberou uma ferramenta baseada no SynthID para identificar marcas d’água em conteúdos gerados por suas ferramentas de inteligência artificial. Só tem um porém: não encontrar uma marca d’água não prova que o conteúdo seja humano. A tecnologia ajuda, mas aquele double check continua valendo.

A criatividade brasileira ganhou espaço na décima edição do Latin American Design Awards, premiação dedicada ao design latino-americano e que funciona como vitrine para talentos, projetos e diferentes perspectivas criativas da região.
Realizado em 2026, o evento coloca trabalhos e profissionais latino-americanos em circulação numa indústria cada vez mais globalizada. E a presença brasileira nessa conversa ajuda a levantar uma questão que vai além de troféus: o que fazemos com toda a potência criativa que já produzimos por aqui?
O Brasil tem uma produção visual marcada por referências próprias, que passa pelos grandes estúdios, mas também pelas ruas, periferias, feiras, mercados populares, arte e cultura urbana.
E, com ferramentas de IA tornando a execução cada vez mais acessível, essa bagagem pode ganhar ainda mais peso. Afinal, produzir ficou mais fácil, mas construir significado, contexto e identidade continua sendo outra história.
Porém, reconhecimento internacional não resolve tudo. O texto também aponta para a necessidade de fortalecer mercado interno, formação, oportunidades para novos profissionais e conexões entre empresas, universidades e outros países latino-americanos.
É justamente essa a provocação do artigo da AdNews sobre a presença brasileira no LAD Awards: mais do que celebrar o reconhecimento de fora, talvez seja hora de tratar a criatividade produzida aqui como ativo estratégico, econômico e cultural.
Vale ler o artigo completo para entender por que o desafio pode estar menos em importar referências e mais em reconhecer melhor as que já nascem por aqui.

Talvez ainda tenha gente tratando o YouTube como aquela plataforma para ouvir música ou assistir a um vídeo. Mas os números parecem ter entendido outra coisa sobre essa definição.
A plataforma já alcança mais de 130 milhões de brasileiros adultos e ultrapassou 90 milhões de espectadores na TV conectada no país. Sim, TV.
Durante o Brandcast 2026, a plataforma também destacou futebol ao vivo, creators, comunidades, microdramas e IA aplicada à publicidade como parte dessa expansão.
Uma pesquisa da Kantar, apresentada no evento, ainda colocou o YouTube como a principal plataforma de streaming de vídeo entre os serviços avaliados pelos brasileiros participantes.
Perceba que a mudança não é só de tamanho. O YouTube deixou de disputar apenas o scroll e passou a concorrer por tempo de tela, orçamento de mídia e espaço publicitário.
A TV continua na sala, só mudou bastante quem ocupa a tela.

Os golpes digitais estão cada vez mais convincentes. Às vezes, fica até difícil saber se uma mensagem é real ou se tem algo estranho ali. É aí que a IA pode dar uma mão.
Justamente por isso, a Fast Company reuniu cinco formas de usar o Claude para identificar possíveis golpes online. Confira:
1. Mensagem suspeita: cobrança estranha, prêmio milagroso ou ameaça de bloqueio? A IA pode procurar sinais de urgência, pedido de dados e remetente duvidoso.
2. Loja desconhecida: preço bom demais, Pix como única opção e nenhum contato? Dá para pedir um checklist antes de pagar.
3. Emprego, investimento ou prêmio: o Claude pode comparar a proposta com padrões comuns de fraude e indicar quais provas exigir.
4. Compra ou venda entre pessoas: comprovante suspeito, pedido de código e link externo também entram na investigação.
5. “Acho que caí num golpe. E agora?”: a IA pode ajudar a organizar os próximos passos e as provas que precisam ser guardadas.
+ Um dado para ficar de olho:
Mas atenção: antes de colar uma conversa no chatbot, retire CPF, senhas, números de cartão, endereços e códigos de verificação. E, se houver dinheiro envolvido, confirme tudo pelos canais oficiais.
A IA ajuda a investigar, mas ainda não ganhou crachá de perita oficial.

Sua marca faz campanha, investe em tráfego, convence o consumidor e coloca o produto no carrinho. Mas, se na hora de pagar a experiência trava… talvez a venda também siga por esse caminho.
Um levantamento da Adyen, citado pela Exame, mostra que 46% dos brasileiros da Geração Z abandonam uma compra quando o checkout demora mais do que esperavam.
E 57% deixam a loja ou o carrinho quando não encontram seu meio de pagamento preferido.
E o Pix ajuda a explicar essa impaciência: segundo dados citados no artigo, ele respondeu por 50,9% das transações de pagamento no país no primeiro semestre de 2025.
Já uma pesquisa da CNDL apontou que 80% dos consumidores usam o Pix como principal meio de pagamento no dia a dia, e ele aparece em 41% das compras feitas em lojas físicas.
Ou seja, rapidez deixou de ser mimo faz tempo. Hoje, é uma referência de boas práticas em vendas.
Depois de pagar, transferir dinheiro e resolver boa parte da vida em poucos segundos pelo celular, encontrar fila, etapas desnecessárias ou um meio de pagamento indisponível pesa na percepção da compra.
Pelo que podemos perceber, tudo o que a nova geração deseja é fazer comprinhas em paz.
E por aí, o que faz você abandonar o carrinho?

Já pensou em pedir à IA o produto mais barato e ela decidir que você pode pagar mais caro? Pois é, dependendo de como funciona, ela pode levar seu perfil em conta na hora de recomendar uma opção.
Um estudo publicado no arXiv testou 13 modelos de inteligência artificial em cerca de 325 mil experimentos. Os pesquisadores criaram perfis fictícios com informações sobre emprego, saúde e finanças e fizeram as mesmas perguntas sobre passagens aéreas, seguros de saúde e programas de pós-graduação.
O resultado? Oito dos 13 modelos recomendavam regularmente opções mais caras para perfis que pareciam ter renda maior.
Em alguns testes, Claude, Gemini e GPT chegaram a sugerir produtos mais de US$ 100 mais caros para esses usuários.
Mas como a IA sabia quem parecia rico?
Mesmo quando os dados financeiros eram retirados, os modelos conseguiam inferir o poder aquisitivo a partir de informações presentes nos e-mails dos perfis e continuavam apresentando diferenças nas recomendações.
Os pesquisadores chamaram o fenômeno de “delegação adversarial”: quanto mais informação o assistente recebe para personalizar a ajuda, mais espaço também existe para usar esses dados de um jeito que não necessariamente favorece o usuário.
Esses resultados destacam a necessidade de políticas e soluções de design que vão além da minimização individual de dados para restringir seu uso e reformular o debate: em vez de se concentrar na acessibilidade das informações pessoais, é preciso discutir a função “objetivo” aplicada a essas informações, conclui o estudo.
Por hoje, é isso. A sua dose semanal de infos, tendências e novidades já está em dia. 💚
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