bizi | 05.06.26

Junho mal começou e, neste ano, o assunto não é só as festas juninas, mas a Copa do Mundo.
Na verdade, no nosso país do futebol, a gente sabe que essa conversa começou já há alguns meses. Durante esse tempo, nossa redação ficou de olho em tudo sobre a Copa e, hoje, trouxemos os principais pontos sobre marketing para quem é bizi.
Para compartilhar do clima de comemoração desta emenda de feriado, preparamos uma news especial: um DOSSIÊ BIZI, uma edição totalmente dedicada a um assunto só, mas igualmente cheia de insights quentinhos para te manter atualizado.
Vem desenrolar essa edição com a gente.

Para quem é fã do esporte e/ou do evento, o clima de antecipação começou faz tempo. Mas o dia 18 de maio cravou o apito inicial da Copa para a seleção brasileira: um megaevento para divulgar a lista de convocados.
Muito mais do que revelar os 26 nomes, a convocação foi um espetáculo: um evento presencial realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro-RJ, para convidados, imprensa e influenciadores, além de transmissão ao vivo pelas principais emissoras da TV aberta e canais digitais.
A cerimônia durou pouco mais de uma hora e contou com apresentações musicais, encenações, homenagens, anúncios da CBF, a tão aguardada convocação — o pico de audiência — seguido por uma coletiva de imprensa com o técnico Carlo Ancelotti e, claro, várias marcas presentes.

Não só por ser televisionada, mas pelas conversas que o evento gerou, podemos dizer tranquilamente: a convocação se tornou um grande evento midiático.
Aliás, a ideia de fazer um evento para divulgar os jogadores já é em si uma grande ação de marketing: no momento mais esperado dessa fase, foram elas que ganharam espaço.
E não só as patrocinadoras oficiais — as que podem usar “Copa do Mundo FIFA 2026” de todos os jeitos e variações, rs —, mas as patrocinadoras de cada transmissão.
Assim que o anúncio oficial acabou, por exemplo, a CazéTV exibiu um vídeo do Mercado Livre, com Neymar Jr. confirmando que ele vai entregar tudo nessa Copa. Que timing (e que aposta acertada)!
Segundo o próprio Samir Xaud, presidente da CBF, esse foi “o maior evento de convocação de todos os tempos”.
E, é lógico, as marcas aproveitaram o momento para fazer parte da conversa e engajar o público nas redes sociais, a “segunda sala” do evento. A tendência é que esse movimento siga até o final do campeonato, mas, para quem souber conectar de verdade nesse período, esse é só o começo.
De acordo com dados da Aurasight, divulgados pela CBF, quase 100 milhões de pessoas foram impactadas.

Em contraste com o nosso megaevento, outras confederações optaram por vídeos bem elaborados e igualmente cheios de signos culturais para divulgar suas seleções. Será que o hexa virá na base do buzz?
Os melhores anúncios, na opinião da redação, foram esses:
De qualquer forma, segundo um levantamento da Human Data, encomendado pelo Resenha Digital Clube, 74% dos brasileiros aprovaram a escalação. Você foi um deles?
E, nesse post da Layer Up, trouxemos mais detalhes sobre o estudo da YOUPIX que analisa o impacto da Copa do Mundo 2026 na creator economy.
O estudo “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”, da Creditas com o Opinion Box, apontou que só assistir aos jogos não é suficiente. Torcer também é um ato de consumo.

De acordo com o relatório, as marcas não se concentram mais na TV linear, mas em múltiplos pontos de contato antes, durante e depois dos jogos.
Para Alex Brownsell, head de conteúdo da Warc Media, esse é o momento das marcas se conectarem com os fãs “em diferentes momentos e plataformas, incluindo creators, podcasts e redes sociais”.
Segundo a Fifa, a expectativa para a edição de 2026 é uma arrecadação recorde que pode gerar US$ 10,9 bilhões em receitas diretas.
Esse total é impulsionado principalmente por 3 frentes:
Só nas primeiras fases de venda de ingressos, a Fifa registrou mais de 500 milhões de solicitações.
Outro dado citado pela Fifa aponta uma projeção de US$ 40,9 bilhões de impacto em produto econômico global e cerca de 824 mil empregos ao redor do mundo.

Para fechar essa edição do jeitinho que a gente gosta, também trouxemos algumas campanhas que se destacaram no nosso radar.
O filme começa com um dado impactante: 70% dos brasileiros não acreditam na conquista do hexa (estudo da Quaest). Mas a campanha usa todo o gingado brasileiro para driblar as estatísticas e convidar o povo a torcer de novo — e a gente sabe que, eventualmente, é exatamente isso que vai acontecer com a maioria.
Para Felipe Cerchiari, diretor de marcas Core da Ambev, “o hexa pode ser um sonho distante para alguns, mas é justamente isso que torna o futebol tão poderoso”.
E a marca acredita tanto que prometeu distribuir cervejas grátis em bares, supermercados e parceiros em todo o país, caso o hexa venha.
A campanha da Volkswagen já é mais emocional e conta sobre o sonho de conquistar o hexa. Com o samba-enredo “O Amanhã”, de 1978, da União da Ilha, o filme criado pela AlmapBBDO apresenta o mote “A gente sonha porque confia”.
Como a VW é patrocinadora oficial da CBF, a campanha até ganhou uma versão ao vivo no evento da convocação.
24 anos sem títulos geraram uma “dívida emocional” na população brasileira, e alguém tem que cobrar. Foi exatamente o que a Serasa fez.
Segundo Renan Maximiano, gerente de Criação da Serasa, o filme em formato de recall foi uma forma divertida de conectar a Serasa com o público apaixonado por futebol. De acordo com a empresa, “a cobrança é de todos os brasileiros, a gente só emitiu o boleto”.
Não com o mesmo impacto, mas também vale destacar as campanhas da Keeta, que resgatou Iurii Torskii, o “Feiticeiro do Hexa”, para falar dos diferenciais da plataforma, e o Bradesco, que resgatou o hit do penta, a música “Festa”, de Ivete Sangalo, para trazer o clima de festa de volta.
Será que, depois de tudo isso, a torcida também volta? Depois conta pra gente o que achou dessas campanhas.
PS: Vale lembrar que, para as marcas que querem fazer suas campanhas da Copa do Mundo 2026, existe toda uma regulamentação e diretrizes impostas pela Fifa. Para conferir o que pode e o que não pode, acesse os guidelines aqui.
⚽ O DOSSIÊ BIZI se encerra por aqui, mas a conversa continua. Queremos muito saber sua opinião sobre esse novo formato e os insights de hoje. Então deixe sua avaliação aqui embaixo, responda a esse e-mail, interaja com a redação em nossas redes sociais ou todas as alternativas anteriores. Estamos na torcida pela sua resposta!
Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de
forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor
Confira nossos outros conteúdos
Estudo “Next Gen Small Business Owners” — a Geração Z e Millennials à frente dos negócios
Canceladas! 47% dos consumidores deixam de escolher marcas por desrespeito e discriminação
Warren Buffett: “a IA tem um enorme potencial para o bem e um enorme potencial para o mal”
O Bizi é uma curadoria de tudo que está rolando no universo das tendências, inovações, dados, insights, tecnologia, novas metodologias, atualizações de plataformas e, claro, notícias quentinhas do mercado de marketing e vendas.