bizi | 31.07.26

No Bizi de hoje, a gente propõe um brinde diferente: à desaceleração do avanço da IA, à tecnologia com mais humanização e às versões zero álcool das bebidas alcoólicas. Vem com a gente.

No último dia de julho, a gente abre essa edição com o assunto que marcou o mês: futebol. Enquanto a seleção francesa anunciou a contratação de Zinédine Zidane (que passou a Copa assistindo ao filho na seleção da Argélia) como novo técnico, a Itália cancelou o contrato com Andrea Pirlo por seu polêmico envolvimento com uma casa de bets da Rússia. Por aqui, o já renovado Carlo Ancelotti garantiu que a seleção canarinho passará por uma renovação que, provavelmente, não incluirá Neymar Jr., já que ele mesmo disse que seu momento já passou.
As casas de aposta também são maioria entre os patrocinadores do Campeonato Brasileirão. Doze das vinte camisas dos times da série A carregam alguma bet, consolidando o setor como um dos principais patrocinadores do esporte hoje. Confira mais detalhes aqui.
Segundo o Taboola, o termo “O Último Voo da Nave”, nome da turnê de despedida da Xuxa, teve um crescimento de 47.995% nas buscas, com 96 mil visualizações de páginas. O primeiro show foi no sábado (25), o próximo será hoje à noite em São Paulo e depois a turnê parte para outras capitais.
A HBO Max anunciou o Shorts, um novo feed de vídeos verticais integrado diretamente ao seu aplicativo móvel. A proposta é resolver uma das maiores dores de experiência do usuário nas plataformas de streaming: a indecisão na hora de escolher o que assistir. As recomendações são feitas por algoritmos de IA que analisam histórico de buscas, hábitos de consumo e títulos do catálogo com maior probabilidade de conversão de clique.
A Perplexity expandiu para o ecossistema Windows a sua ferramenta Personal Computer, um agente de inteligência artificial autônomo projetado para atuar diretamente no sistema operacional, gerenciando arquivos locais, aplicativos e rotinas corporativas. Com estreia no Mac e integração com o Teams, a ferramenta agora está disponível para mais de 1 bilhão de dispositivos ativos no mundo.
A Meta revelou estar usando IA para manter os usuários por mais tempo nos feeds do Instagram e Facebook. A habilidade do algoritmo em aprender e recomendar o que o usuário mais gosta é inquestionável, mas o momento é delicado: nos EUA, a big tech responde a processos por incentivar o uso excessivo das redes, principalmente entre os adolescentes.
Ontem, dia 30 de julho, foi o Dia da Sobrecarga da Terra, data que marca o momento em que passamos a consumir recursos além do que o planeta é capaz de regenerar durante um ano. A medição, feita pelo Global Footprint Network, mostra que vivemos nesse déficit desde 1970. Ao longo dos anos, nossa dívida hoje equivale a 20,6 anos de toda a produtividade biológica da Terra.

Na última edição, falamos brevemente sobre o primeiro caso de hacker executado por uma IA, e hoje viemos falar dos desdobramentos com mais detalhes.
Para quem não viu o que rolou: durante testes habituais, dois modelos experimentais de inteligência artificial avançada da OpenAI burlaram o sistema, escaparam de um ambiente controlado, acessaram a internet e invadiram o Hugging Face, um fórum de códigos utilizado por desenvolvedores.
Segundo o G1, todo esse processo levou mais de dez dias. Quando veio a público, no dia 21 de julho, a OpenAI explicou que a missão era encontrar formas de explorar sistemas vulneráveis e, bom, eles conseguiram. Os modelos invadiram quatro contas em diferentes serviços e a falha só foi descoberta dias depois, quando a ameaça já havia sido contida e o FBI alertado.
A partir disso, a OpenAI e o Hugging Face iniciaram uma investigação em conjunto para entender o caso e fortalecer suas defesas. Ao podcast “Invest Like the Best”, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que “este é o primeiro incidente de segurança que senti de forma muito visceral”.
O acontecimento impactou todo mundo envolvido de alguma forma com o avanço da tecnologia. Nesta semana, mais de mil e trezentos funcionários das principais empresas de IA assinaram a petição “Pacing the Frontier”, que reconhece o rápido avanço e seus potenciais riscos, e pede ajuda ao governo dos EUA “para desenvolver as ferramentas técnicas e de governança necessárias para deliberadamente cadenciar a fronteira do desenvolvimento automatizado de IA”.
Aliás, para Altman, já estamos no ponto da “singularidade”, termo usado para descrever o momento hipotético em que a tecnologia supera a inteligência e o controle humanos.
Apesar de não ter assinado a petição, o CEO também reconheceu a necessidade de cadenciar e até desacelerar o progresso da inteligência artificial até que a sociedade consiga se adaptar.
As perguntas são: será que ainda dá tempo de tomar esse rumo? O governo dos EUA conseguiria controlar essa cadência? Com a aproximação entre a Casa Branca e algumas dessas empresas, existe garantia de que esse processo será justo e imparcial? As respostas a gente descobre nos próximos dias.
Em meio ao caos, um alerta do CEO da Microsoft, Satya Nadella: não confie toda a sua operação de inteligência artificial a um só fornecedor.
Depois de reunir 272 especialistas para analisar os riscos da IA, o MIT Future Tech chegou ao estudo “Prioritization of Risks from Artificial Intelligence”, com os perigos mais urgentes da tecnologia. Para quem gosta de resumos de paper, a Exame providenciou aqui.

De acordo com o estudo “Da Compra à Confiança”, realizado pela Confi, Neotrust, Aftersale e E-commerce Brasil, o faturamento do e-commerce em 2026 chegou a R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre, com 756,7 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 275,50.
Já uma pesquisa da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce) aponta que o Dia dos Pais deve movimentar R$ 10,56 bilhões no mesmo ambiente, gerando um crescimento de 10,81% nas vendas em comparação com o ano passado.
Um levantamento da Nuvemshop com o Opinion Box revelou que praticamente 6 em cada 10 consumidores querem participar de programas de benefício depois de uma compra satisfatória — e esse movimento ganha força em datas comemorativas.
A pesquisa de mestrado do Head de Planejamento e Conteúdo na Agência Pullse (Grupo Dreamers), Antônio Netto, mostrou que o número de visualizações não é a métrica mais importante para uma campanha no TikTok. Segundo a matéria do GKPB sobre o assunto, “tamanho da audiência, carisma do creator e exposição do produto ajudam, (…) mas o que faz diferença é o encaixe entre a história contada, a credibilidade do criador e a forma como a marca participa daquela conversa”.
Apps de microdramas cresceram 913% na América Latina no primeiro trimestre deste ano. A região foi a que mais consumiu esse formato globalmente, segundo relatório “Short Drama Apps Report 2026” da Adjust.

Há alguns dias, o Itaú atualizou seu logo — de novo.
Caso você não tenha visto, a ação foi uma interferência em fachadas de agências em São Paulo e Rio de Janeiro, substituindo o “itaú” por apenas “i a”. O banco até tentou manter o clima de mistério, mas todo mundo percebeu na hora: esse era o jeito de contar que a IA chegou.
Nesta semana, o anúncio finalmente chegou com o lançamento da ia.i, inteligência artificial itaú, um novo recurso para organizar as finanças e auxiliar em decisões, sem perder de vista a humanização — inclusive, o nome soando como o cumprimento informal “e aí?” é totalmente proposital.
Segundo a própria marca, essa nova fase é “mais humana, mais tecnológica, mais próxima”. E para apoiar essa ideia, o Itaú chamou alguns artistas, como Diego Pollon, Lucas Affonso e Fernanda Massotti para reinterpretarem o novo logo utilizando técnicas artesanais.
O ia.i já foi disponibilizado para 300 mil clientes nesta semana e estará liberado para todos os 3 milhões de usuários até setembro.
E aí, o que você achou da novidade?
Vozinha foi o rosto escolhido pela Sony para divulgar o novo filme “Homem-Aranha: Um Novo Dia”. Na campanha, o goleiro de Cabo Verde que conquistou milhões de fãs durante a Copa do Mundo 2026 fala sobre ressignificar a jornada e o status dos herois.
Você já ouviu falar do reality show “A Casa do Patrão”? Depois do fim do programa no último dia 16, sem muita repercussão, provavelmente, a resposta é não. A nova aposta do diretor Boninho não atingiu o sucesso esperado, mas isso não foi problema para o Burger King, que chamou ex-participantes para fazer sua primeira publi — e talvez a última — no tom sarcástico que só a rede tem.

Lembra de quando a única opção de cerveja sem álcool do mercado era uma marca desconhecida — e nem era totalmente zero? Essa época definitivamente ficou para trás.
Hoje, o portfólio de bebidas tradicionalmente alcoólicas, mas com zero teor alcoólico, aumentou exponencialmente. Isso não é coincidência, mas uma forma de acompanhar o consumidor que, cada vez mais — seja por saúde e estilo de vida, para encaixar um hábito na dieta ou só para experimentar —, busca por essas opções.
Em 2025, a revista Time já havia apontado estudos que indicam que o consumo de álcool não só diminuiu entre as gerações mais jovens, mas que elas também se tornaram mais propensas a considerá-lo arriscado para a saúde.
Durante a Copa do Mundo 2026, por exemplo, uma edição especial do MELI Trends, do Mercado Livre, apontou um crescimento de 985% nas buscas por cerveja zero, impulsionado por um torcedor mais jovem, focado em estética, moda e bem-estar.
Foi seguindo essa tendência que algumas marcas anunciaram lançamentos interessantes nesta semana.
O Grupo Heineken lançou a plataforma +Equilíbrio, que reúne as “marcas de escolhas equilibradas” do portfólio. São 9 marcas que apresentam teor reduzido ou zero álcool, opções sem glúten, com menos calorias e atributos funcionais, como mais proteínas.
Já a Skol lançou uma campanha para expandir sua nova “Zero Zero” (sem álcool e sem açúcar) no Brasil. E adivinha o cenário de um dos filmes? A academia. Segundo o diretor de marketing de Skol, Fernando Gama, a intenção é falar do que a cerveja passa a permitir, ao invés do que ela não tem.
A Beefeater resgatou o icônico clipe de Virtual Insanity, do Jamiroquai, exatos 30 anos depois, para anunciar seu gin sem álcool. O novo clipe é uma releitura da primeira versão e comunica o que a Beefeater mais queria: a nova bebida 0.0% é fundamental para a diversão.
Independentemente do momento em que você estiver lendo essa news, a boa notícia é que esse drink está liberado para acompanhar o Bizi.
🍻 Um brinde 0.0 para comemorar o fechamento desta edição e do mês de julho. Na semana que vem, voltamos com mais notícias e insights quentinhos por aqui.
Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de
forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor
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