bizi | 15.05.26

Enquanto a gente discute se o valor das marcas está no investimento ou em sua posição na corrida da IA, o Bizi de hoje aponta para algo mais importante: a conexão com o público sempre será o bem mais valioso.

Estamos na segunda semana de maio, mas o Spotify fez parecer que já era dezembro ao lançar o “Spotify 20: Your Party of the Year(s)”, para comemorar seus 20 anos. Esse quase-Wrapped nada mais é do que uma retrospectiva musical individual que não reúne só o que tocou no ano, mas todas as músicas desde o primeiro play na plataforma. Inclusive, a experiência conta com uma playlist com as 120 músicas mais ouvidas da história do usuário.
Mais uma vez, o Spotify entrega mais do que uma campanha, mas um momento cultural e compartilhável que gera mídia espontânea e memória de marca — um presentão para comemorar seus 20 anos.
Enquanto o projeto sobre o fim da escala 6×1 avança no Congresso, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), junto da Nacional Comunicação, criou uma campanha com o conceito “Tempo com a Família” para mostrar o lado emocional da decisão. Segundo Maurício Passarinho, diretor de criação da Nacional Comunicação, “a campanha nasce da ideia de que tempo também é dignidade”.
Depois de um hiato de 6 anos, as famosas toalhinhas de bandeja do McDonald’s, aquela folha com curiosidades e ilustrações temáticas, voltaram. Quem conta mais detalhes é o próprio ilustrador, Hiro Kawahara, responsável por criar, escrever, pesquisar e ilustrar cerca de 350 toalhinhas entre 1996 e 2019. E o tema da reestreia já está pronto: as curiosidades sobre as Copas do Mundo da FIFA de 1930 a 2026.
Em um relatório divulgado nesta semana, a Netflix investiu US$ 664 bilhões ao longo dos últimos 10 anos, no período de expansão global do streaming. De acordo com o documento, chamado de “Efeito Netflix”, foram mais de US$ 135 bilhões de investimento em filmes e séries, mais de US$ 325 bilhões de contribuição à economia global e mais de 425 mil empregos gerados. Só na produção de Stranger Things, por exemplo, uma das maiores da história da Netflix, foram mais de 8.000 empregos e mais de 3.800 fornecedores.
E a influência não é só nos empregos diretos, mas também cultural. Depois do enorme sucesso de Guerreiras do K-Pop, o filme original mais popular da Netflix, “o Duolingo registrou um aumento de 22% no número de pessoas nos EUA que estudam coreano, e as reservas de voos para a Coreia do Sul cresceram 25%”. E o co-CEO, Ted Sarandos, garante: esse é só o começo.
E essa não foi a única novidade do streaming na semana: a Netflix Ads anunciou que vai expandir sua operação para 15 novos países em 2027, reforçando sua presença na América Latina. Só para ter uma noção, só no Brasil, a base do plano com anúncios passa de 35 milhões de usuários mensais. A plataforma também integrará a Amazon Audiences no Brasil e no México, permitindo campanhas programáticas com dados de intenção de compra, em novos formatos, como podcasts e vídeos verticais, além de IA para planejamento e adaptação criativa.
Nesta semana, o TikTok lançou o TikTok Go, recurso que permite descobrir e reservar hotéis, atrações e experiências direto do app. Por enquanto, a novidade está disponível apenas nos EUA e tem parcerias com Booking, Expedia, Viator, GetYourGuide, Tiqets e Trip.com, conectando vídeos, buscas e páginas de localização à reserva. O novo recurso abre todo um leque de novas possibilidades para creators, marcas e usuários. Você usaria?
Segundo relatório do Reuters Institute analisado pelo UOL, jovens de 18 a 24 anos estão passando de online-firstpara social-firstno consumo de notícias. Há dez anos, as redes sociais eram a principal fonte para 21% desse público, mas, hoje, já são 39% que encaram dessa forma, enquanto sites e apps jornalísticos caíram de 36% para 24% no mesmo período.
O consumo diário é menor nessa faixa: 64%, contra 87% entre o público 55+, mas ainda assim, a leitura segue como formato preferido por 42% dos jovens. E, claro, a IA já faz parte desse processo: 15% utilizam a tecnologia semanalmente para acessar notícias.
Uma pesquisa da Veriff com a Kantar mostra que 8 em cada 10 brasileiros já viram deepfakes online — o maior índice entre os países analisados, acima de EUA e Reino Unido, ambos com 60%. Porém, a capacidade de detecção não segue a alta da exposição: brasileiros marcaram 0,08 em escala até 1,0. O estudo também aponta que 87% temem golpes de identidade e 81% receiam impacto no debate político, reforçando o alerta para marcas sobre confiança, verificação digital e segurança em campanhas.
Enquanto os deepfakes assustam por um lado, foi exatamente essa tecnologia que o Rolling Stones usou para gerar imagens da banda rejuvenescida, no novo clipe “In The Stars”, single do álbum “Foreign Tongues”, que estreia em 10 de julho. O clipe, dirigido por François Rousselet, transita entre várias épocas da banda e usou o deepfake para recriar o RS de 1970. Curiosidade aleatória, porém muito interessante: a tecnologia ficou a cargo da empresa Deep Voodoo, de Matt Stone e Trey Parker, os criadores de South Park.

Na última edição, falamos sobre como a Alphabet, detentora do Google, estava quase superando a NVIDIA como empresa mais valiosa do mundo. Em termos práticos: US$ 4,69 trilhões de capitalização.
Hoje, viemos te contar sobre como a marca Google já alcançou essa posição em outro ranking: o Kantar Brandz 2026, que combina análise financeira com extensas métricas de valor da marca para apontar um valor muito mais profundo.
Um fato interessante é que esta é a primeira vez que três marcas ultrapassaram simultaneamente o valor de US$ 1 trilhão:
Não à toa, todas as marcas estão ligadas à inteligência artificial e ao avanço tecnológico do mercado. De acordo com o estudo, muitas marcas saíram do ranking por não conseguirem acompanhar as mudanças de comportamento e consumo.
Para Martin Cena, CEO da Kantar Brasil, “a IA está acelerando o crescimento das marcas, mas também elevando a complexidade do marketing”.
O ranking das 10 marcas mais valiosas ficou assim:
E o que fez elas chegarem até aí é o mesmo princípio de sempre: conexão com o público.
Juntas, o valor das 100 marcas do Kantar Brandz 2026 soma US$ 13,1 trilhões — 22% a mais que no ano anterior. Confira mais detalhes aqui.

Se você é fã de fast foods ou acompanha o mercado de marketing, viu que o Burger King anunciou o fim de sua parceria de 20 anos com a Pepsi na operação Brasil. Tudo isso porque a Coca-Cola, principal concorrente, entrou oficialmente no cardápio da rede.
A mudança é gradual, mas vale para todos os 982 restaurantes do Burger King no Brasil. A expectativa da empresa é que todas as máquinas estejam cheias de Coca-Cola e outras bebidas da marca, como Sprite e Fanta já nos próximos meses.
Durante essa fase, a rede lançou um site em que os consumidores podem acompanhar onde a troca já aconteceu.
Longe de ser uma decisão ideológica, é uma escolha baseada no comportamento do público.
Cada operação do BK tem autonomia para escolher seus fornecedores e, aqui, essa é a que mais faz sentido. De acordo com a Exame, o estudo Brand Footprint Brasil 2025, da Kantar, mostrou que a Coca-Cola lidera o ranking de marcas mais escolhidas pelos brasileiros.
E o CMO do BK, Pedro Barbosa, confirma: “o consumidor brasileiro já fez essa escolha e, agora, o Burger King acompanha esse movimento”.
Nessa história toda, o Burger King acabou saindo quase de coadjuvante em uma clássica provocação entre concorrências. O filme oficial para contar a novidade, criado pela AlmapBBDO, usa o famoso bordão “Pode ser?” que ficou eternizado nas campanhas da Pepsi.
Aqui, a gente prefere ver uma boa campanha, para comunicar um posicionamento que pode até ser radical, mas tem tudo a ver com o público.
💖 Com esse resumo da semana cheio de novidades e também reforço do que realmente importa, a gente se despede de mais uma edição. Nos vemos no próximo Bizi!
Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de
forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor
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