bizi | 17.08.26

Em um mundo que busca correr cada vez mais para alcançar a velocidade da IA, mas também tenta resgatar sua humanidade no analógico, o Bizi propõe o equilíbrio — pelo menos nas notícias da semana. Vem conferir os destaques desta edição:

Abrindo esta news com uma notícia que deixou todas as crianças dos anos 2000 animadas da mesma forma que na primeira manhã das férias: a TV Globinho vai voltar! Uma edição especial do programa vai ao ar no dia 10 de outubro como parte da Maratona da Esperança, um especial do Criança Esperança, projeto de mobilização social da Globo em parceria com a UNESCO. Em 2026, o tema da campanha é “Protegendo o Futuro das Crianças”, com a nostalgia como base.
O Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, inaugurou nesta semana um canal de denúncias no WhatsApp para facilitar a comunicação com o público e a regulamentação das campanhas. A partir de agora será mais fácil do que preencher o formulário no site, mas ainda vai exigir formalização, pois o Conar não aceita denúncias anônimas.
A DeepSeek lançou seu novo modelo V4-Pro, mirando a concorrência. Nos testes de benchmark, a novidade teve desempenho similar ao de modelos como o Claude Fable 5 (Anthropic) e o Kimi K3 (Moonshot AI), que é o maior modelo open source do mundo. Vale lembrar que a DeepSeek acaba de se tornar a segunda desenvolvedora de IA com maior volume de tokens em todo o mundo, atrás apenas da Anthropic. E, pelo jeito, está em busca do topo.
Já estamos familiarizados com o conceito de imagens com marca d’água para demonstrar propriedade e autoria, mas o que a Anthropic fez é inserir o recurso em textos gerados com o Claude. Segundo o Tecmundo, “a medida é uma forma da empresa atender ao Code of Practice on Transparency of AI-generated Content, parte do AI Act da Europa, que exige que provedores de IA identifiquem conteúdos gerados pela tecnologia”.
Essa marca d’água, na verdade, é como uma tag invisível, imperceptível para humanos, mas identificável por sistemas criados para isso, mesmo que o usuário faça pequenas adaptações e correções no conteúdo. A medida dividiu opiniões: tem gente que achou razoável e gente que achou problemático. E você, o que acha?
Em parceria com o TSE, o Kwai vai contar com uma página exclusiva para reunir informações e orientações sobre as eleições. A ideia é atualizar o conteúdo conforme o calendário eleitoral, focando em serviços, regras e identificação de desinformação. Saiba mais aqui.
Depois de um processo de fiscalização iniciado no dia 7 de agosto, a Agência Nacional de Proteção de Dados suspendeu as transmissões ao vivo do Discord no Brasil para “prevenir e reduzir riscos envolvendo crianças e adolescentes”. A decisão aconteceu na quarta-feira (12), com prazo de três dias úteis para execução.
Tudo isso acontece em um período sensível: uma semana atrás, uma operação policial apreendeu um grupo criado no Discord suspeito de induzir uma adolescente de 13 anos a tirar a própria vida e transmitir o ato ao vivo. Em nota oficial, o Discord disse que mantém um diálogo ativo com a ANPD e também não tolera grupos ou indivíduos que incentivam a violência, mas considerou a decisão prematura. Segundo a plataforma, o servidor privado onde o caso aconteceu foi removido logo após sua criação e a atividade criminosa começou antes mesmo de chegar ali.
Enquanto o Discord reitera que continuará trabalhando para combater esse tipo de movimento, a medida preventiva também continua até que a plataforma comprove a efetividade dessa ação.
A Amazon anunciou que vai começar a treinar seus modelos de IA generativa com conteúdos da Twitch. Na prática, a IA tem acesso a tudo: conteúdos de streams, VODs, clipes e chats, incluindo imagens e até textos. O recurso já começou ativado por padrão para os streamers, o que significa que, se você não quiser, tem que desativá-lo manualmente. Sim, é polêmico, é controverso e gerou discussões. E o que não ajudou nem um pouco foi a “justificativa” do diretor de produtos, Mike Minton: “Se fosse opt-in, ninguém faria o opt-in. Então, vai ficar ativado por padrão”.
Os funcionários da OpenAI têm um canal direto com a liderança para falar de problemas internos, é o friction@openai.com. O recurso permite que os casos mais variados sejam avaliados pela liderança e, se relevantes, cheguem até o CEO, Sam Altman, ou ao presidente, Greg Brockman. Pode ser uma mudança na distribuição de créditos de API ou uma nova forma de organizar as vagas de estacionamento. O canal existe desde 2025, mas foi revelado pela Fortune nesta semana e o Tecmundo traduziu.

Nesta semana, aconteceu a primeira edição do B2B Summit, realizado pela Transformação Digital em parceria com a Zoho. Talvez você já tenha visto pelo nosso perfil no Instagram, mas a Layer Up foi uma das patrocinadoras do evento, com uma cobertura especial dos conteúdos e conversas que rolaram por lá.
Para quem não participou ou acompanhou esses dias, a redação trouxe um resumo do melhor: a participação da Layer e da nossa CEO, Samira Cardoso, apresentando a Constelação de Marketing aplicada às vendas complexas do B2B.
O tema da palestra foi “A Constelação B2B: o novo mapa da venda complexa na era da presença inteligente” — aliás, a apresentação está disponível gratuitamente aqui para melhorar sua experiência.
Como Samira já trouxe em outras apresentações, o funil como conhecemos morreu. Mas a verdade é que, no B2B, ele nunca funcionou realmente.
Segundo a executiva, olhar para a estratégia de marca como um funil linear cria muitos pontos cegos. Precisamos estar presentes de forma muito mais estratégica para estar, de fato, na jornada do cliente.
Além dos pontos de contato que já conhecemos, hoje as vendas B2B também envolvem a IA generativa. E se você não está aparecendo nesses resultados, isso precisa mudar.
Na Constelação, todas as estrelas (Projeção, Exploração, Ressonância, Conquista e Conexão) têm o propósito de atrair, mas só 5% do mercado está pronto para comprar. Precisamos falar com esse público antes disso, em uma jornada real, e não na que achamos que ele percorre.
O papel da marca aqui é encurtar o tempo de pesquisa e facilitar o momento de escolha. A sua já está fazendo isso?
Além da palestra, nossa CEO também apresentou o Diagnóstico da Constelação, uma análise gratuita dos pontos fracos e fortes do negócio, para descobrir onde a sua empresa está na Constelação.
A boa notícia é que o diagnóstico é gratuito e ainda está disponível para que você também identifique qual é o nível de presença inteligente da sua marca. Faça e depois conte pra gente o que achou.

Um estudo do Carrefour em parceria com a FutureBrand mostrou que, quando se trata de varejo alimentar, os brasileiros gostam de mesclar opções.
A pesquisa revelou que as pressões econômicas transformaram a rotina. A regra é: quando há mais tempo, o preço é prioridade; porém, quanto mais emergencial a compra, mais a conveniência prevalece.
A pesquisa ainda dividiu os consumidores em 3 perfis:
A Nielsen se tornou a primeira empresa a medir os anúncios em streaming no Brasil. Segundo o propmark, “a solução combina captura passiva de dados em CTV, painel com cerca de 300 mil participantes e recortes por dia, tipo de compra, canal e formato”.
Um levantamento da Gamers Club apontou que as marcas preferidas do público gamer são Apple, Nubank, iFood, Netflix, Toyota, Volkswagen, Nike e Adidas, cada uma em seu segmento.

Depois de mais de dez anos, o Instagram atualizou seu logo, deixando de lado a antiga fonte cursiva.
O anúncio oficial foi feito no perfil do CEO da rede, Adam Mosseri, dizendo que agora o logo é “mais limpo e moderno, com referências à simplicidade original da rede”. Por enquanto, o ícone colorido do app continua igual.
O CEO também postou sobre a atualização no Threads, segundo ele mesmo, para ver as reações da comunidade. E foi o que ele recebeu:
O site It’s Nice That entrevistou a diretora criativa, Christy Silva, e a diretora de design de marca, Cynthia Pratomo, para entender o processo criativo por trás da atualização. E fica claro: esta “não é apenas uma mudança pela mudança”.
Segundo elas, o Instagram tem muitas facetas hoje e precisava de uma grafia que representasse tudo isso. Para Cynthia, a mudança significa que a plataforma está “amadurecendo”, não necessariamente mais séria, mas mais diversa.
A equipe criativa aproveitou o momento para refinar a tipografia existente, a Instagram Sans, e trazer uma fonte totalmente nova, a Instagram Sans Mono. Ambas contam com proporções mais largas, curvas suavizadas e terminações mais planas.
Para conferir a entrevista completa, acesse aqui.
E aí, o que você achou da atualização?
💭 Não importa se é sobre algo novo ou algo que precisamos relembrar, os insights do Bizi estarão sempre aqui para complementar sua semana. Até a próxima edição!
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