bizi | 07.08.26

Com a IA participando cada vez mais das nossas decisões, queremos saber: na próxima vez que você for fazer uma compra, escolher um investimento, criar algo novo ou simplesmente fazer uma pesquisa, você vai assumir essa tarefa ou delegar para a tecnologia? O Bizi de hoje está cheio de notícias sobre IA, o que ela pode fazer e o que ainda é responsabilidade nossa.

Nesta semana, finalmente chegaram os anúncios do ChatGPT para usuários brasileiros — para a alegria de alguns e a tristeza de muitos. Diferente de qualquer outra plataforma, não é só quem usa o plano gratuito que terá esse privilégio: usuários do plano Go, que pagam R$ 39,99/mês, também vão ver anúncios. O chat sem publicidade é exclusividade de quem assina a partir do plano Plus (R$ 99,99).
No comunicado oficial, a OpenAI garante que os anúncios serão “claramente identificados como patrocinados”, ficarão separados das respostas e não haverá espaço publicitário em política e saúde. Confira mais detalhes aqui.
Segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras, depois de oito meses de expansão, o setor de serviços voltou a contrair no Brasil. O declínio foi impulsionado pelo enfraquecimento das vendas, adiamento de projetos devido a restrições orçamentárias e à cautela do mercado em relação às eleições presidenciais.
Nesta semana, uma parte do foguete Falcon 9, da SpaceX, caiu na Lua, a uma velocidade de 8.700km/h, gerando uma energia equivalente a mais de 2 toneladas de TNT e uma cratera de cerca de 18 metros de largura. No entanto, isso é mais comum do que parece.
A Anthropic, dona do Claude, iniciou a montagem de uma equipe interna para projetar seus próprios chips de IA voltados para servidores. O objetivo é contornar os gargalos de capacidade computacional e atender à crescente demanda de seus clientes, mantendo o ecossistema em escala. Mas isso não é um rompimento; a empresa disse que continuará com parceiros como Nvidia, AMD, Google e AWS.
Um estudo da agência INFLR mostrou que Casimiro Miguel (CazéTV) foi o influenciador que mais monetizou e gerou impacto na Copa do Mundo de 2026, com 2,8 bilhões de visualizações e cerca de R$ 2 bilhões em cotas de patrocínio negociadas. A pesquisa ainda apontou que 37% de todo o conteúdo sobre o mundial aqui no Brasil partiu da creator economy.
Depois de executivos-chave saíram para fundar a própria startup, o Google anunciou uma reestruturação nas lideranças de sua divisão de inteligência artificial, especificamente no Google DeepMind e na área estratégica de IAG. Na última divulgação de resultados, a big tech atribuiu o bom desempenho à IA, portanto, não é a hora de desacelerar.
Em paralelo, a diretora de operações em IA do Google DeepMind, Lila Ibrahim, declarou que o risco da inteligência artificial provocar a extinção humana “não é zero”, mas qualquer coisa além disso é apenas um palpite. A visão, ao mesmo tempo, contesta as previsões mais pessimistas sobre a IA, mas reconhece que seria irresponsabilidade “não falar sobre o risco existencial”. Em vez de focar em cenários distantes, hipotéticos e catastróficos, a diretora disse que prefere “concentrar nossa atenção em como usar a tecnologia como ferramenta para maximizar o potencial humano”.
A Oppo, uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo, anunciou nesta semana a linha OPPO Reno 16, com seus novos lançamentos para o Brasil. A nova linha conta com dois modelos de smartphone e acessórios, cujos principais diferenciais são o design tridimensional e recursos de imagem e criatividade baseados em IA que ampliam a conectividade.
]Não, não é um novo filme. Nesta semana, o ator Leonardo DiCaprio e Jeff Bezos, fundador da Amazon, lançaram juntos o Phoenix Species Project, um fundo de US$ 200 milhões voltado à preservação de 100 espécies ameaçadas de extinção. Esse é o maior aporte filantrópico global desse perfil e vai cuidar de espécies em 30 países, tanto fauna quanto flora, entendendo que a preservação começa pela restauração do habitat.
A Meta lançou a versão beta do Muse Code, um novo agente de inteligência artificial voltado para automação de tarefas de programação em grandes bases de código. O sistema opera criando subagentes para planejar, escrever e validar alterações sem conflitar com os arquivos originais. A iniciativa posiciona a big tech contra rivais como OpenAI e Anthropic, apostando em maior competitividade em custos.

Nesta semana, a Walt Disney Company e o TikTok anunciaram uma parceria de distribuição inédita no mundo dos streamings: vídeos da rede social vão ser exibidos dentro do Disney+, expandindo alcance, público e consumo da plataforma.
Na prática, os conteúdos nativos do TikTok ficarão dentro da aba Verts, com foco, é claro, em atrair o público jovem.
É um ganha-ganha: enquanto o aplicativo de streaming passa a contar com mais um formato de conteúdo — muito apreciado, por sinal —, criadores do TikTok passam a ter acesso autorizado a trechos e materiais de centenas de filmes e séries de franquias como Pixar, Marvel e Star Wars para compor suas produções.
Dentro da parceria também está previsto o Programa de Embaixadores de Criadores da Disney, em que os criadores terão acesso a benefícios especiais, como eventos exclusivos, oportunidades de desenvolvimento profissional e maior visibilidade.
O acordo tem impacto global e vai começar com um programa piloto nos Estados Unidos antes de ser expandido para outros mercados internacionais.
Responsável pelos anúncios do intervalo comercial mais disputado do mundo, a Disney já vendeu todos os espaços publicitários para o Super Bowl 61, que acontecerá só em fevereiro de 2027. Sold out!

Neste Dia dos Pais, você: 1) já escolheu o presente, 2) ainda vai fazer isso ou 3) vai deixar essa tarefa com a inteligência artificial?
Além disso, segundo a pesquisa, um dos principais motivos para não usar (88%) é o medo de golpes feitos com a IA. E 64% ainda disseram que têm “muito medo” de fraudes digitais criadas ou aperfeiçoadas por IA.
Depois que a Meta admitiu estar usando IA para otimizar seus algoritmos e fazer com que nosso feed fique mais cheio do que queremos ver, é difícil dizer que a IA não impacta nossas decisões, mesmo que não saibamos.
O que achou desses dados?
A agência global TBWA lançou sua nova identidade visual 100% humana: com respingo de tinta, serifa e caligrafia. Segundo a agência, “as marcas mais fortes são lembradas, porque possuem uma linguagem visual inconfundivelmente sua” — e isso a IA ainda não consegue fazer. Saiba mais aqui.
O Bradesco lançou, nesta semana, o “Meu Bradesco”, novo ecossistema que reúne estratégia de tecnologia, inteligência artificial e inovação, com uma campanha que foca no pioneirismo do banco: o primeiro cartão de crédito do Brasil, o primeiro banco a estar na internet e também o primeiro banco a criar uma IA. Mas a marca reforça que, apesar do avanço, o banco continua focado no humano.

Uma pesquisa da Pangram Labs apontou que o LinkedIn é a que mais tem conteúdos gerados por IA — e se você costuma passar um tempinho por lá, provavelmente já sabia disso.
A empresa é especializada em detectar textos gerados pela inteligência artificial. Na pesquisa, a Pangram analisou mais de um milhão de postagens entre abril e junho deste ano no LinkedIn, X, Medium, Substack e Reddit.
E o veredito foi impressionante:
Em contrapartida, os menores índices de texto feitos por IA estavam no Reddit, o que surpreendeu os pesquisadores, que esperavam “mais autenticidade em ambientes profissionais e mais ‘spam’ em espaços sem identificação” (GKPB).
O LinkedIn, que já estava bem ciente do problema, começou a liberar globalmente um recurso que tem tudo a ver com o momento: o botão “Seems like AI slop” (“Parece lixo de IA”), disponível no menu de todas as publicações.
Dessa forma, a rede vai usar a IA para combater a IA. A ideia não é denunciar os usuários, mas usar esses feedbacks para treinar seus próprios robôs de moderação para distinguir conteúdos genéricos de ideias originais.
Segundo a pesquisa “Maturidade da IA no Marketing”, da ActiveCampaign e AnaMid, usar IA já pesa na contratação de agências e fornecedores para 54% das empresas.
O YouTube não monetiza todos os conteúdos feitos por IA que estão na plataforma e existem 3 motivos principais para isso: vídeos genéricos e repetitivos, o chamado “content farming”, conteúdos perturbadores ou angustiantes, e o uso de personas de IA para discutir temas sensíveis, como finanças ou saúde.
✅ E aí, já decidiu quem vai dar check na próxima tarefa da sua lista? A avaliação para o Bizi de hoje é rapidinho e não precisa de inspiração, só sinceridade humana. Nos vemos na próxima news!
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