bizi | 22.07.25

Não é exatamente uma surpresa dizer que estamos diante dos primeiros anúncios nas plataformas de IA, mas com certeza é surpreendente o que pode acontecer a partir daqui! No Bizi de hoje, trouxemos insights quentinhos sobre como isso já está funcionando na Perplexity AI, as plataformas e formatos preferidos do público no The State of Social Media 2025, a denúncia dos bolinhos Ana Maria, IA para crianças e muito mais. Vem conferir.

O momento chegou: a partir de agora será possível pagar para aparecer nas respostas da inteligência artificial.
Já demos dicas aqui no Bizi de como fazer isso organicamente, com esse artigo da Search Engine Land. Mas nada mais fácil do que pagar um anúncio, não é mesmo?
A Perplexity AI (que, inclusive, aparece nesse artigo do SEL), por enquanto lidera essa corrida dentro da corrida da IA. A empresa começou a testar anúncios em sua plataforma já no ano passado, mas agora esse assunto está ainda mais quente.
Portanto, já temos dois ou três pontos principais sobre o modelo:
Ao Business Insider, o VP de business development do Perplexity, Ryan Foutty, disse que eles ainda estão entendendo qual modelo de publicidade vai funcionar melhor. Mas o executivo já descreveu as perguntas patrocinadas como “um publieditorial de marca realmente incrível”. Segundo ele, 40% dos seus usuários já clicam nesses conteúdos.
Ainda de acordo com o portal, o modo de pagamento do novo modelo é o famoso CPM (custo por mil). Com as atualizações constantes na ferramenta, Foutty prevê que haverá mais maneiras de monetizar os recursos de compras do Perplexity em breve.
E aí, o que você acha dessa novidade? Por enquanto, as sponsored follow-up questions estão disponíveis somente para os EUA, mas quando chegarem por aqui, você investiria na ferramenta?
Segundo o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, estamos a 10 anos da superinteligência artificial. Em uma entrevista para o podcast Moonshots, apresentado por Peter Diamandis, Schmidt disse que não sabe o que ela trará, mas que ela chegará em breve.
No mesmo podcast, o ex-CEO aconselhou a desligar o celular para focar no trabalho e esse artigo da Exame resume essa ideia.

A Comscore lançou seu relatório The State of Social Media 2025, com insights importantes sobre plataformas, formatos e o comportamento do público nas nossas queridinhas redes sociais.
Alguns dados interessantes para mostrar o potencial desse meio:

Vamos entender melhor cada um desses pontos.
O relatório comprovou o que a maioria já sabia: o vídeo é o formato que mais gera engajamento e interações na América Latina.
As principais redes para o formato são YouTube, é claro, Facebook, WhatsApp e Kwai com destaque para visitantes únicos e intensidade de acessos, e o TikTok, como principal rede para descobertas em tempo real.
O The State of Social Media 2025 relevou que, em abril deste ano, perfis de influenciadores, marcas e veículos de mídia foram responsáveis por 36% de todas as interações, em todas as plataformas.
Para a Comscore, isso mostra que os influenciadores estão se tornando cada vez mais profissionais e, até por isso, as estratégias das marcas que envolvem esses personagens também precisam ser.
Segmentação ainda importa
Desde o conteúdo que você posta até a rede escolhida e o horário influenciam no sucesso da sua mensagem. E os dados comprovam:
Essa é uma média, mas é claro que cada rede tem suas particularidades. No Facebook, por exemplo, o horário nobre começa um pouco mais cedo, às 10h, e no Instagram, ele se estende até 22h.
O relatório também trouxe as redes sociais preferidas de cada geração:
O que achou desses dados? Sua estratégia já está dentro dessas descobertas?
Se quiser conferir mais insights do relatório The State of Social Media 2025, a Comscore também preparou uma apresentação gratuita, disponível aqui.

O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) denunciou a empresa alimentícia Bimbo e sete influenciadores digitais por um delito muito comum: fazer publicidade para crianças.
Segundo o instituto, a propaganda é abusiva e enganosa por alguns motivos:
A denúncia foi protocolada junto à Senacon e ao Procon-RJ e também envolveu a Meta, por permitir que as mensagens fossem veiculadas no Instagram. Saiba mais aqui.

Enquanto a IA evolui para os anúncios de um lado, Elon Musk também quer fazer com que a tecnologia ganhe novos públicos. A ideia do bilionário agora é criar o Baby Grok, uma IA para crianças.
O modelo seria uma versão mais simples do Grok, adequada para menores de 13 anos — até agora, a faixa etária limite para uso da ferramenta da xAI.
O anúncio veio do próprio Elon no último sábado (19), através de sua conta no X, mas o nome é o único detalhe revelado até o momento. Se der certo, essa seria a primeira versão de um dos grandes chatbots atuais, exclusivamente para crianças.
Além das implicações que essa informação sozinha traz, o Baby Grok já nasce polêmico por características do próprio Grok, atualmente no modelo Grok 4. Fizemos uma pequena lista:
Recentemente, o Grok lançou dois avatares 3D que conversam com o usuário em tempo real: a personagem inspirada em animes, Ani, e o panda-vermelho, Rudy.
Até aí, tudo bem, certo? Mas os avatares contam com skins no mínimo controversas: Ani é considerada uma personagem sexualizada, com linguagem sugestiva e uma versão onde usa somente roupas íntimas; enquanto o panda pode virar o Bad Rudy, uma versão com linguagem provocativa e até ofensiva.
Ambos estão disponíveis até mesmo no modo infantil do modelo de IA.
Por falar em modo infantil, assim como outras redes, o Grok também tem regras de limitação de idade: a partir dos 17 anos, ou até antes disso, com supervisão dos pais. Mas, como também acontece em outras redes, esse é o discurso, a prática é diferente.
“A xAI admite que, ainda que tome medidas para limitar dados e resultados indesejados, os recursos escolhidos podem resultar em respostas que não sejam apropriadas a todas as idades. Nas configurações do Grok, é possível optar que o chatbot empregue uma linguagem sugestiva e grosseira, o que pode se refletir nas respostas fornecidas ao usuário. ‘Recomendamos que os pais tenham cuidado ao monitorar o uso do Grok por seus filhos adolescentes’, indica a página.”
— Meio & Mensagem
Por último, mas não menos importante, no início deste mês, o Grok fez posts no X com conteúdo antissemita, discursos de ódio, preconceito político e até elogios a Adolf Hitler.
Depois que alguns usuários e até a Liga Judaica alertaram a plataforma, os conteúdos foram removidos.
Resta saber se a plataforma estaria preparada para conter esses casos com o agravante de serem crianças consumindo esse tipo de conteúdo.
O que acha da ideia? Inovador ou perigoso?
🚨 Chegamos ao final de mais uma news com muitos insights e um pouco de polêmica — afinal, algumas coisas não mudam. Te aguardamos na próxima edição!
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