última news: Tudo o que vimos no CMO Summit 2026

bizi | 27.03.26

Hoje é dia de cobertura especial do CMO Summit 2026, o maior evento para líderes de marketing do Brasil, que encerrou sua segunda edição presencial ontem, dia 26. A redação esteve lá nos dois dias de evento, acompanhamos diversas palestras e painéis e, hoje, trouxemos os insights mais quentinhos para você. Confira um resumo do que você vai encontrar aqui:

Nesta edição, você vai conferir:

  • Inteligência artificial na prática com quem está liderando a tecnologia, com dicas para você também testar.
  • Regionalização e adaptação de grandes marcas globais, com aprendizados que até quem é 100% BR poderia implementar.
  • A volta do branding como força principal do marketing — e por que ele nunca deveria ter saído desse posto.
  • O papel dos CMOs no novo marketing e o que a gente tem a ver com tudo isso.

Antes da news, um disclaimer.

É a segunda vez que vamos ao evento e confirmamos: o objetivo dos conteúdos do CMO Summit é realmente trazer insights práticos e compartilhar conhecimentos que farão a diferença no dia a dia da operação de marketing.

Diferente de outros eventos do setor, em que os assuntos são mais hypados, giram bastante em torno de tendências e até conteúdos mais inspiracionais, o CMO Summit 2026 provou, mais uma vez, fazer a curadoria mão na massa do setor.

Então, seguindo nesta linha, é isso que trouxemos na edição de hoje: insights acionáveis e aprendizados realmente relevantes, no estilo Bizi, é claro.


Inteligência artificial na prática

Vamos começar tirando o elefante branco e tecnológico da sala: é claro que a inteligência artificial pautou muitas conversas no evento.

Mas, ao invés de um discurso futurista e aspiracional, quem falou sobre IA no CMO Summit trouxe hacks, demonstrativos e até resultados do uso prático de IA no presente.

Em diversos painéis, muitas marcas compartilharam como têm utilizado agentes de IA para auxiliar desde o conversacional até o processo de compras.

No caso da Panvel, por exemplo, a IA envia lembretes aos usuários que utilizam remédios com recorrência, lembrando de garantir a próxima cartela. Já para o Mercado Livre, a IA traz agilidade na construção de uma proposta de valor única para cada usuário.

Segundo o Diretor de Estratégias de Marca do ML, Iuri Maia, o melhor jeito de implementar IA com estratégia é errar. Só testando, errando, aprendendo e otimizando é possível dominar a tecnologia. Você já está nessa fase?

O que ouvimos de Maia Mau, Diretora de Marketing do Google no Brasil complementa essa ideia.

No ano passado, Maia já havia falado sobre como o uso da IA passou dos times técnicos para times criativos. Este ano, em sua palestra lotada sobre “Hacks de IA para o Marketing”, ela trouxe ainda mais exemplos didáticos de ferramentas (do Google, claro), que continuam esse movimento.

Como o Notebook LM, que funciona como um bloco de notas inteligente, gerando de anotações a podcasts; o Whisk, de edição de imagem; e o Flow, de criação de vídeos.

“A IA pode ser útil para todo mundo. Experimente.”
— Maia Mau, Diretora de Marketing do Google no Brasil

E, por falar em indicações, os executivos da Human, maior comunidade de criativos de IA do Brasil, não deixaram ninguém sem saber por onde começar. Aqui vai a lista que Nando Blum, CEO e cofounder, e Marioo, cofounder e diretor criativo, compartilharam:

  • Gamma para criação de slides
  • Lovable para criação de landing pages e apps
  • Suno para criar trilhas sonoras
  • Recraft para criar imagens e design
  • Freepik para banco de imagens

E para quem quer ir além:

  • Nano Banana para geração e edição de imagens
  • Claude para auditoria de conteúdo e SEO
  • Heygen para vídeos e dublagens

Regionalização e adaptação: diretamente das globais para quem é BR

Em muitos painéis e conversas sobre a regionalização e adaptação de marcas internacionais ao mercado brasileiro, o ingrediente principal não é técnico, mas cultural.

Um dos principais cases apresentados na plenária do evento foi o da H&M, que chegou ao Brasil em 2025, depois de 10 anos de estudo sobre o país.

“Ser CMO é ler o contexto e transformar em resultado.”
— Louise Rossetti, Diretora de Marketing e Comunicação da H&M no Brasil

Não por acaso, essa estreia foi um sucesso. Inclusive, recentemente, a H&M aumentou para 11 o número de lojas previstas para o país. Atualmente, 4 unidades já estão em funcionamento.

Mas ela não é a única. Em um painel sobre como conquistar o público brasileiro, executivos da CNN, Starbucks, L’Occitane e Uber falaram sobre o impacto da autonomia, leitura cultural, inclusão de ingredientes locais e criatividade para conseguir esse feito.

No caso do Starbucks, o Brasil já era um dos maiores consumidores de café do mundo, mas de um jeito totalmente diferente do que os gringos fazem. A marca soube não só entender essa diferença, mas mudar a própria forma de fazer café para ter aderência aqui. 

A L’Occitane não abriu mão da qualidade e sustentabilidade em nenhum momento, mas abraçou a riqueza natural do Brasil para criar uma marca exclusiva com esse sobrenome: a L’Occitane au Brésil.

Esse tipo de interpretação do novo mercado é essencial, não só para marcas gringas, mas para marcas locais que ainda não aprenderam a ouvir seu público.

O Brasil é um país de proporções continentais, sempre ouvimos isso. Mas ele não é tão grande assim que uma marca não consiga abraçá-lo — e elas são a prova disso.

Essas e outras marcas internacionais, tão enraizadas no cotidiano do brasileiro, provam que não é só o tamanho do Brasil ou seu potencial de consumo que fazem a diferença, mas a sua riqueza cultural.

Nós, que nascemos e crescemos aqui, precisamos aprender com elas (e com os brasileiros) a adaptar o tom, entrar nas conversas existentes e investir na conexão emocional, o grande diferencial do nosso mercado.


A volta do branding

Desde a primeira edição, o CMO Summit fez questão de mostrar que o branding não é complemento, mas peça-chave do marketing hoje. Não à toa, diversos conteúdos trouxeram o tema, sempre associado a outros assuntos pertinentes.

Isso acompanha um movimento do mercado que, depois de focar em performance por tantos anos, agora vem resgatando a importância do branding, o único que pode realmente manter uma marca a longo prazo.

E, para nós, foi ainda mais especial acompanhar uma palestra sobre o tema apresentada pela CEO da Layer Up, Samira Cardoso.

No conteúdo “O novo mapa do crescimento: branding, aquisição e pontos de contato que realmente movem receita”, Samira detalhou o desenvolvimento da “Constelação de Marketing”, sua metodologia proprietária.

Tudo começa com uma jornada de consumo muito diferente do que estávamos acostumados: ao invés de linear e previsível, agora temos um meio confuso (o messy middle, apresentado pelo Google). O playbook que funcionava há 5 ou 10 anos atrás se tornou obsoleto, e você já deve saber disso.

De acordo com Samira, agora vivemos a Era da Presença Inteligente, um ponto na história do marketing em que não basta aparecer, é preciso ser relevante o tempo todo.

Essa nova era mantém a importância da performance, mas resgata o storytelling e narrativas vivas que, eventualmente, se perderam.

A Constelação de Marketing é um guia para entender o novo consumo. Não é composta por etapas, mas pontos de contato em que o consumidor orbita a marca.

Nesse novo cenário, as campanhas de branding precisam acontecer o tempo todo. É o resgate do branding de que falamos, mas ele não voltou da mesma forma.

O que Samira apresentou, e que reflete a necessidade do mercado hoje, é a junção do branding com potencializadores: investimentos em aquisição, tecnologia e dados.

São eles que vão tornar a marca forte em um novo mercado hipercompetitivo.

“A Constelação de Marketing funciona muito bem como bússola universal da jornada de conexão entre pessoas e marcas.”
— Samira Cardoso, CEO da Layer Up

Em um mercado saturado até das próprias fórmulas, uma reinterpretação é um respiro!

E você pode continuar se aprofundando nesse assunto com a apresentação utilizada pela Sami nessa palestra. É só clicar aqui.


O papel dos CMOs no novo marketing 

Falar que o marketing mudou/está mudando já virou clichê.

O que as lideranças estão realmente discutindo hoje é como fazer parte da mudança, já que essa é uma característica intrínseca desse setor — e isso, sim, não promete mudar.

Assim como o marketing tem ganhado mais peso nas decisões estratégicas da empresa, o CMO, que conduz tudo isso, também está em foco.

Nos últimos anos, a cadeira saiu de um perfil operacional, mais executor, para um mais estratégico, que observa o macro e conecta o marketing ao produto, às vendas e finanças da empresa e ao cotidiano do consumidor. 

Resumindo, a disciplina (que já não era tão fácil explicar para quem é de fora) ficou mais complexa:

  • Mais científico e analista; ao mesmo tempo, mais humano. 
  • Mais conectado com outras áreas, como dados e tecnologia; ao mesmo tempo, mais focado no cliente do que nunca.

Acompanhar um comportamento que muda o tempo todo exige competências que a gente nem tinha até então, como ser data driven, entender de inteligência artificial e até acompanhar os memes da internet.

Sim, a gente sabe que não é fácil. Mas essa também não é a palavra que você usaria para a missão de convencer alguém de algo novo, não é mesmo?

Seja qual for a demanda da vez ou sua nova atribuição, o compromisso do Bizi é estar sempre aqui com insights quentinhos para te ajudar a entender o mercado e as novidades, assim como o que nunca muda.

E se for rapidinho, tipo resumir as falas de mais de 400 speakers em 4 blocos de texto, melhor ainda. (;


🗣️ Mais uma cobertura de eventos chegando ao fim aqui, mas a conversa continua. Na semana que vem, tem mais insights quentinhos a caminho — e, até lá, você tem um tempo pra absorver tudo o que viu aqui hoje. Te esperamos no próximo Bizi!

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