bizi | 02.10.26

Por décadas, a fórmula parecia simples: encontrar uma mensagem que funcionasse e espalhá-la para o máximo de gente possível.
Só que os consumidores resolveram não colaborar com a planilha.
Hoje, duas pessoas podem estar no mesmo Instagram, assistir à mesma Netflix e comprar no mesmo marketplace e, ainda assim, acompanhar creators diferentes, consumir referências opostas e tomar decisões por razões que não têm quase nada em comum.
É esse o ponto de partida do artigo “O marketing de massa morreu. Sua estratégia já percebeu isso?”, de Patricia Vital, diretora de marketing da Cruzeiro do Sul Educacional.
A questão é simples: o desafio atual talvez não seja conseguir mais dados. É transformar informação em compreensão.
Ferramentas como o Marketing Mix Modeling (MMM) ajudam a entender a contribuição dos canais e a otimizar investimentos. O relatório conta muito bem o que aconteceu. Só não necessariamente explica por que aquela pessoa fez aquilo.
E contexto, infelizmente para quem ama automatizar tudo, ainda importa.
Na educação, exemplo usado no artigo, quem procura a primeira graduação tem motivações diferentes de quem busca recolocação ou atualização profissional. Jogar todo mundo na caixinha “pessoas interessadas em estudar” facilita o slide. Já aA comunicação, nem tanto.
E dá para levar essa lógica para praticamente qualquer mercado.
Hipersegmentar não deveria ser só fatiar uma base em 27 públicos e disparar 27 anúncios diferentes. O ganho aparece quando os dados ajudam a entender necessidades reais e transformar isso em produto, mensagem e experiência mais relevantes.
No fim, tem uma ironia bonita aqui: quanto mais tecnologia temos para conhecer pessoas em escala, mais importante fica lembrar que elas continuam sendo… pessoas.
Dashboard ajuda muito, mas ele ainda não toma café com seu consumidor, entende?
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