bizi | 24.07.26

Até hoje, o trabalho da publicidade era influenciar pessoas. Mas e quando quem escolhe o produto for um agente de IA?
Um novo relatório da WARC estima que, até 2030, os consumidores gastarão US$3,35 trilhões em compras facilitadas por agentes de inteligência artificial — mais que o triplo do previsto para 2026.
Para se ter ideia da dimensão, só no setor de mídia e publicações, os gastos devem crescer 401%, chegando a US$367,8 bilhões.
A mudança deve impactar praticamente todos os setores, mas alguns sairão na frente. Segundo o estudo, Telecomunicações e Utilidades Públicas devem movimentar US$410,3 bilhões em compras mediadas por IA até 2030, um crescimento de 611% em relação a 2026. Em seguida aparecem Serviços Financeiros, com alta de 235% e um mercado de US$237,8 bilhões, e Viagens e Transportes, que devem crescer 252,8%, alcançando US$275,6 bilhões.
Para essas empresas, convencer apenas o consumidor pode não ser mais suficiente, uma vez que também será preciso ser encontrado, compreendido e recomendado pelos agentes de IA.
A lógica por trás disso é relativamente simples: em vez de pesquisar, comparar e decidir sozinho, o consumidor poderá delegar essas tarefas para um agente de IA, que fará recomendações, filtrará opções e executará compras com base nas preferências do usuário.
No fim das contas, a decisão final continua sendo humana, mas o caminho até ela passa, cada vez mais, pela inteligência artificial.
A disputa pela atenção, então, está mudando de endereço: antes, as marcas brigavam por um clique. Agora, começam a disputar a preferência de um algoritmo.
E a sua marca? Ela está preparada para convencer clientes… ou também os agentes que vão decidir por eles?
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