bizi | 09.10.26

Durante um bom tempo, a pergunta era: “quais tarefas a IA consegue fazer?”. Agora talvez seja mais interessante perguntar: “quais tarefas a IA NÃO consegue fazer?”.
Um levantamento da Gartner mostra que a automação já levou 18% dos líderes de marketing a eliminar determinadas funções, enquanto 16% criaram novos cargos e quase um terço redesenhou funções existentes.
Ou seja, a IA não está mexendo só na lista de tarefas. Ela já começou a aparecer no organograma.
E, conforme parte da execução vira automação, algumas habilidades bem humanas ficam ainda mais importantes: julgamento, pensamento crítico, criatividade, curiosidade e capacidade de entender contexto.
A Gartner, inclusive, recomenda que profissionais mais novos avancem para atividades de maior valor, como geração de insights e compreensão do negócio.
Só que existe uma pegadinha:
Se a tecnologia faz boa parte das tarefas de entrada, como alguém aprende o raciocínio que existia por trás delas?
Por isso, treinamento e desenvolvimento continuam no centro da conversa. Automatizar o trabalho mais básico não pode significar automatizar também a formação de quem está começando.
A IA pode até cortar etapas, mas repertório, contexto e bom senso ainda não vêm com botão de gerar.
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