bizi | 17.07.26

Até pouco tempo atrás, a inteligência artificial era assunto do time de tecnologia. Mas, agora, ela virou pauta do conselho de administração.
Prova disso é a pesquisa global da Deloitte, feita com 739 conselheiros e executivos de 59 países (64 brasileiros), que mostra que as prioridades das empresas estão mudando rapidamente.
Em 2025, as maiores preocupações das lideranças ainda eram volatilidade econômica, segurança cibernética e transformação digital. Mas, olhando para 2026, os rápidos avanços tecnológicos passam a liderar as discussões globais, enquanto, no Brasil, ficam atrás apenas do capital humano.
Não por acaso, 79% dos líderes brasileiros afirmam que seus conselhos passaram a dedicar mais tempo à estratégia e ao planejamento de cenários neste ano.
Outro dado chama atenção: 53% das empresas brasileiras pretendem aumentar as reuniões de estratégia entre conselho e alta gestão, e 20% planejam capacitar seus conselhos em temas como inteligência artificial generativa.
A pesquisa também mostra que tecnologia sozinha não resolve tudo.
Para 63% dos executivos brasileiros, o principal fator para construir organizações mais resilientes continua sendo uma comunicação aberta e transparente entre conselho e CEO.
No fim das contas, a IA pode até acelerar decisões, mas quem define a direção do negócio continua sendo a liderança.
E, ao que tudo indica, ela está começando a discutir tecnologia com muito mais frequência do que discutia há poucos anos.
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