bizi | 17.07.26

Durante anos, as marcas disputaram espaço nos feeds das redes sociais e nas páginas de busca.
Agora, talvez precisem conquistar um novo público: os algoritmos.
Segundo o relatório Algoritmos Invisíveis, produzido pela Fundação Dom Cabral (FDC) em parceria com a Be Intelligence, estamos entrando em uma fase em que sistemas de IA deixam de apenas recomendar conteúdos e passam a tomar decisões, filtrar informações e até agir em nome das pessoas.
Na prática, isso significa que a próxima compra, reserva de hotel ou escolha de um restaurante pode não começar com uma pesquisa no Google, mas com um agente de IA decidindo quais opções fazem mais sentido para você.
Para as marcas, o desafio muda completamente.
Se antes bastava convencer consumidores, agora será preciso ser compreendido também pelas máquinas que fazem recomendações. Isso exige dados estruturados, reputação consistente, conteúdo confiável e presença em diferentes ecossistemas digitais.
O estudo também aponta que esses algoritmos serão cada vez mais “invisíveis”: atuarão nos bastidores, automatizando decisões sem que o usuário perceba, tornando a experiência mais fluida — e diminuindo o número de escolhas feitas manualmente.
Em última análise, o consumidor continua sendo humano. Mas o caminho até ele pode passar, cada vez mais, por uma conversa entre algoritmos.
E a sua marca? Ela já está aprendendo a conversar com a IA antes mesmo de falar com o cliente?
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