bizi | 29.05.26

Enquanto o mercado discute se deve incluir inteligência artificial em tudo ou não, a gente traz todos os pontos de vista para você aqui no Bizi. Vem conferir o que tem nessa edição.

O Spotify vai reservar dois ingressos de shows antes da abertura geral para os fãs mais engajados que assinam o Premium. Chamada de Reserved, a novidade é exclusividade dos EUA por enquanto e demonstra o esforço da plataforma em levar suas experiências para o mundo real. Segundo dados do próprio Spotify, o streaming já gerou mais de US$ 1,5 bilhão em vendas de ingressos para artistas.
Nesta quarta-feira (27), a Meta lançou os tão aguardados planos pagos do WhatsApp, Instagram e Facebook.
Entre os benefícios exclusivos estão a personalização de toques, temas e listas no WhatsApp, e recursos inéditos para os Stories no Facebook e Instagram, como destacar um story por mais de 24 horas, saber quantas pessoas viram um story mais de uma vez ou visualizar um story sem aparecer para a pessoa que publicou. De acordo com a Meta, mais recursos serão acrescentados no futuro.
Por enquanto, o preço das assinaturas é bem em conta: US$ 2,99/mês (ou R$ 7/mês no Brasil) para o WhatsApp Plus e US$ 3,99/mês tanto para o Facebook Plus quanto para o Instagram Plus. O principal público são criadores de conteúdo e, claro, heavy users das redes. Explore mais detalhes aqui.
Por falar em Meta, mas não falando da Meta, a Biohub, iniciativa filantrópica de Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, sua esposa, anunciou nesta semana um novo modelo de IA voltada à pesquisa médica. O novo modelo possui código aberto e o principal objetivo é compreender melhor o funcionamento das proteínas e sua capacidade de reativar células imunológicas. A aplicação esperada é o tratamento de doenças do sistema imunológico, como o câncer.
Após fazer muito sucesso na gringa, a Popmart desembarcou no país em uma parceria com a Candide. O principal foco da marca é o mercado de colecionáveis, portanto, o público adulto.
Os art toys estarão disponíveis aqui a partir de 5 de junho, com preços que variam entre R$ 299,99 e R$ 799,99, e incluem linhas como o Labubu, é claro, Cry Baby, Hirono, SkullPanda, Pucky e Nyota, inclusive com grandes collabs como Coca-Cola e My Little Pony. Há um tempinho, falamos sobre a febre do Labubu aqui. Aproveitando o momento, vale a pena revisitar.
A NASA anunciou nesta semana seu plano de estabelecer uma grande base lunar com habitats permanentes e estadias prolongadas de astronautas a partir de 2030. O plano conta com três fases e a primeira já está em curso, inclusive com os resultados da missão Artemis II. A agência também fechou contratos de centenas de milhões de dólares essa semana com empresas para prover módulos de pouso, veículos e drones lunares.
A OpenAI Foundation destina uma verba inicial de US$ 250 milhões para financiar pesquisas sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo a fundação, “a velocidade da mudança reduz o tempo disponível para criar respostas adequadas” (Exame); por isso, os projetos incluem ações diretas voltadas para pessoas afetadas pela automação — ou seja, aqueles que realmente perderam seus empregos para a IA.
O YouTube vai criar mais um feed personalizado com IA para exibir mais do que o usuário gosta ou algo totalmente diferente, baseado no histórico de uso. O feed aparece assim que o usuário digita uma descrição como “me ajude a relaxar depois do trabalho com meditações guiadas com menos de 10 minutos”. Segundo a plataforma, isso vai dar aos usuários mais controle sobre o algoritmo. Será mesmo?

Adotar ou não adotar a IA? Essa não é mais a pergunta mais importante.
Agora que quase todo mundo entendeu a urgência, as tendências e a pressão do board, o verdadeiro desafio é ter uma estrutura para sustentar essa decisão. E, de acordo com o estudo da Makers (maior rede de CMOs do Brasil) em parceria com a Adobe, a maioria das empresas brasileiras não tem.
Seus principais impactos são:
Porém, 60% admitem que integrar a tecnologia no cotidiano ainda é um desafio. E mais:
De acordo com Fernando, de maneira geral, o mercado entende que precisa implementar IA, mas os líderes sabem que nem eles, nem o time, estão preparados.
Um ponto interessante é que, quando perguntados sobre qual é a principal lacuna do mercado atual, 47% das respostas apontam a IA, mas essa não é a maioria.
O estudo conversou com 115 líderes de marketing, entre CMOs, diretores e heads.
Um dos principais objetivos foi trazer um retrato do que está acontecendo no mercado brasileiro e o sentimento dos líderes locais, ao invés de apenas insights globais, como vemos em outros materiais.
E você, se identifica com esses dados?
90% dos usuários usam a smart TV como principal dispositivo. Uma pesquisa da Samsung Ads, em parceria com a Offerwise e Amplified Intelligence, comprovou que os brasileiros amam a TV: para 81% deles, o dispositivo é o principal canal para consumir notícias e acompanhar momentos históricos.
4 comportamentos dos consumidores de 2028. Diretamente do palco do Proxxima 2026, Nathália Bassetti, Regional Sales Director da WGSN, apontou as principais perspectivas para o consumidor em 2028, o “ano-delta” em que várias convergências — crenças, polarizações, ideias e comportamentos — acontecerão, segundo a consultoria.

O Grupo Folha e o Grupo UOL fecharam uma parceria com a OpenAI para que o ChatGPT acesse conteúdos de seus sites e crie resumos para responder aos usuários.
É estratégico para os dois lados:
Para a OpenAI, faz parte de uma estratégia global de parcerias com organizações jornalísticas em diferentes mercados. Inclusive, isso já acontece nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha.
Mas vale lembrar que o Brasil é um dos maiores do mundo: são mais de 50 milhões de usuários ativos mensais por aqui e cerca de 140 milhões de mensagens todos os dias.
Para os grupos de mídia, esse é um jeito de garantir que seus sites continuem sendo indexados na pesquisa, já que os resumos serão acompanhados de links para o conteúdo original.
Além disso, os grupos terão acesso a ferramentas e soluções da OpenAI para apoiar em atividades, desenvolvimento de produtos e fluxos internos.
E esse deve ser o primeiro de muitos acordos no mesmo tom. Afinal, é o famoso “se não pode contra eles, junte-se a eles”.

Você conhece o princípio: toda ação tem uma reação.
Nesta semana, a ação foram os anúncios do Google I/O, envolvendo IA em praticamente todas as novidades. Já a reação foi a alta de downloads do DuckDuckGo, um buscador sem IA.
Em um post no LinkedIn, o DuckDuckGo relatou que o número de instalações da plataforma nos EUA havia crescido 30% em uma semana. Essa é exatamente a semana após o Google anunciar uma nova “caixa de busca inteligente movida por IA”, a maior atualização do recurso nos últimos 25 anos.
E não parece ser coincidência mesmo. Segundo a Fast Company, o buscador manteve uma média entre 1,74% e 2,53% do mercado de mecanismos de busca dos EUA nos últimos 12 meses.
Em produtos específicos, o buscador até oferece acesso a modelos de IA, como o Claude 4.5 Haiku da Anthropic, o Llama 4 Scout da Meta e o GPT-5 mini da OpenAI. Mas um de seus principais diferenciais é a opção “No AI”, uma busca privada, sem rastreio de usuários e sem respostas assistidas por IA ou imagens geradas pela tecnologia — como era na nossa época.
De acordo com Gabriel Weinberg, CEO do DuckDuckGo, os resultados do Google estão piorando porque a empresa “está impondo a IA à força, sem nenhuma opção para recusar”, mas eles querem fazer diferente.
Inclusive, caso você use o pacote Google por aí, deve ter notado que recentemente os ícones receberam uma atualização visual, também logo depois do Google I/O. Em nota oficial, a empresa explicou que quis “dar uma identidade mais distinta a cada aplicativo”, associando o ícone com sua função principal e deixando a padronização em segundo plano.
Mas a escolha do gradiente nas novas versões é que chama a atenção. Presente também em outras marcas, como Apple e Microsoft, segundo o Canaltech, ele está lá para “destacar uma sensação de movimento e fluidez” que representa a inteligência artificial.
E você, sente que o Google também está colocando IA em tudo? Isso faz sentido ou é desnecessário?
🫴 Se o mercado fosse um restaurante e alguém te perguntasse se você prefere seu combo profissional com ou sem IA, provavelmente a resposta seria “com”. O Bizi de hoje é um lembrete de que o que importa é entender o porquê dessa resposta e estar preparado para encará-la. Até a próxima edição!
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