última news: Essa semana, o seu feed está DELICIOSO 

bizi | 09.10.26

Bizi

Se você piscou, perdeu: a Fini foi parar no freezer, pudim virou cosmético, Halls entrou na vibe de Halloween e o Spotify decidiu colocar livros nos nossos ouvidos.

Enquanto isso, o Dia das Crianças trouxe um lembrete importante para quem trabalha com marketing: entender quem realmente compra pode ser tão importante quanto saber quem vai ganhar o presente.

No bizi de hoje, tem collab improvável, marca entrando em novos territórios e comportamento de consumo para você analisar tuuuudinho.

Nesta edição, você vai conferir:

🛵 Como a Keeta transformou o corre dos entregadores em conteúdo, formação e novas oportunidades.

👯 Por que 28,5% das pessoas dizem que recomendações de comunidades pesam muito na hora de comprar.

🤖 Como a IA já está mudando cargos, habilidades e até o desenho dos times de marketing.

📹 E por que o YouTube decidiu que Ctrl C + Ctrl V já não basta para bombar nos Shorts.

O que rolou nesta semana

Tudo o que rolou na semana enquanto você estava muito bizi para acompanhar…

🧸 O presente é para a criança, mas quem compra é a mamãe! Um levantamento da Serasa Experian identificou 15,8 milhões de consumidores com maior propensão a comprar no Dia das Crianças, sendo 88% compradores online. As mulheres representam 63,9% desse público, e 60,3% têm entre 29 e 48 anos, mas é a criança que escolhe o brinquedo. Ou seja, o planejamento de mídia conversa com quem passa o cartão.

🍬 A Fini também está no seu freezer. Fini e Froneri transformaram a clássica bala Minhocas em picolé de maçã verde e framboesa, com recheio inspirado na textura da gelatina. A campanha também passa por varejo, redes sociais e eventos. Às vezes, inovar não é inventar outro ícone. É descobrir quantas vidas o que você já tem consegue ter.

🎃 Get Ready With Me? Todos prontos para o Baile da Sephora. A Halls estreia como patrocinadora do Baile de Halloween da Sephora com o conceito “Get Ready With Ice”, colocando o frescor da pastilha dentro do ritual de preparação para a festa. Tem creators, espaço instagramável e ativação antes mesmo da entrada no evento. Produto no contexto certo quase parece que sempre esteve lá.

🍮 Seu ritual de beleza está cada vez mais doce em 2026. L’Occitane au Brésil e Nestlé se juntaram em uma edição limitada inspirada no Moça Pudim, com sabonete, hidratantes e fragrância com notas que remetem a leite condensado, caramelo e baunilha. A sobremesa saiu da geladeira e foi parar na perfumaria. O branding sensorial agradece.

🎧 Sua fila do Spotify acabou de ganhar centenas de livros. A plataforma começa a oferecer audiobooks no Brasil em 15 de outubro, com 12 horas mensais incluídas para assinantes Premium elegíveis. A expansão leva os livros em áudio para mais de 180 mercados e coloca o Spotify em outra disputa pela atenção. Porque, aparentemente, música, podcast e videocast ainda deixavam alguns minutos livres no nosso dia.

Crias do corre - Keeta

O corre já tinha história, mas faltava virar conteúdo

A Keeta resolveu olhar para quem já fazia parte da sua história todos os dias.

A empresa lançou o Crias do Corre, uma formação gratuita para entregadores parceiros que querem aprender mais sobre criação de conteúdo. Durante um mês, a galera passa por módulos de posicionamento pessoal, produção pelo celular, redes sociais e conteúdo para marcas.

Só que o mais interessante não é simplesmente colocar mais um curso no ar.

A ideia parte de algo que já acontecia todos os dias nas ruas: o corre, os perrengues, os encontros e as histórias dos próprios entregadores já eram matéria-prima para conteúdo. Faltavam algumas ferramentas para transformar essa vivência em narrativa.

E aqui mora o acerto: em vez de trazer alguém de fora para explicar uma rotina que não vive, a marca ajuda quem já conhece esse trampo por dentro a encontrar uma forma própria de contá-lo.

O projeto ainda coloca creators ligados ao universo das ruas e periferias nesse papo e conta com a Digital Favela para aproximar a formação do repertório e da realidade dessa comunidade.

No fim, talvez o briefing nunca tenha estado dentro de uma sala de reunião.

Ele já estava rodando pela cidade fazia tempo. 

Comunidades influenciam o consumo

Seu grupo de amigos está perigosamente perto do seu carrinho

28,5% das pessoas ouvidas em uma pesquisa da PiniOn dizem que as recomendações de comunidades influenciam muito na hora de comprar.

E 13,1% afirmam gastar muito mais com um hobby depois que entram em uma comunidade.

Em outras palavras: aquele grupo de corrida, skincare, games, livros ou qualquer outra obsessão muito específica pode estar influenciando o seu cartão bem mais do que você imagina. E a influência não começa no botão “comprar”.

As pessoas entram nesses espaços principalmente para trocar experiências, aprender e fazer amigos. É justamente essa relação que torna a recomendação diferente de um anúncio que simplesmente apareceu no feed.

Você confia naquela pessoa porque ela corre os mesmos 10 km, passa pelo mesmo perrengue no skincare ou já gastou horas discutindo aquele jogo com você.

+ Um dado para ficar de olho:

42,9% dizem que participar dessas comunidades ajuda a lidar com momentos difíceis, enquanto 37% afirmam conseguir ser mais eles mesmos nesses espaços.

Ou seja, antes de movimentar o carrinho, a comunidade movimenta uma coisa bem mais difícil de comprar em mídia: pertencimento.

E aí fica difícil competir só com segmentação.

  • O anúncio diz: “compre”.
  • O grupo diz: “vai sem medo”.

Adivinha qual deles parece menos um anúncio?

Tarefas que a IA consegue fazer

Você já pensou em redesenhar o seu organograma?

Durante um bom tempo, a pergunta era: “quais tarefas a IA consegue fazer?”. Agora talvez seja mais interessante perguntar: “quais tarefas a IA NÃO consegue fazer?”.

Um levantamento da Gartner mostra que a automação já levou 18% dos líderes de marketing a eliminar determinadas funções, enquanto 16% criaram novos cargos e quase um terço redesenhou funções existentes.

Ou seja, a IA não está mexendo só na lista de tarefas. Ela já começou a aparecer no organograma.

E, conforme parte da execução vira automação, algumas habilidades bem humanas ficam ainda mais importantes: julgamento, pensamento crítico, criatividade, curiosidade e capacidade de entender contexto.

A Gartner, inclusive, recomenda que profissionais mais novos avancem para atividades de maior valor, como geração de insights e compreensão do negócio.

Só que existe uma pegadinha:

Se a tecnologia faz boa parte das tarefas de entrada, como alguém aprende o raciocínio que existia por trás delas?

Por isso, treinamento e desenvolvimento continuam no centro da conversa. Automatizar o trabalho mais básico não pode significar automatizar também a formação de quem está começando.

A IA pode até cortar etapas, mas repertório, contexto e bom senso ainda não vêm com botão de gerar. 

YouTube Shorts

Ctrl C + Ctrl V? Aqui não, disse o YouTube

O YouTube anunciou uma mudança no sistema de recomendação dos Shorts, e ela pode mexer bastante com o tipo de conteúdo que aparece no seu feed.

A plataforma quer dar mais espaço para conteúdo original e diminuir a distribuição de vídeos de terceiros republicados sem mudanças relevantes.

Traduzindo: pegar um trecho de podcast, colocar legenda automática, dar um zoomzinho, trocar a música e publicar talvez já não seja suficiente.

O YouTube quer ver alguma contribuição de verdade: comentário próprio, edição relevante, contexto, valor educacional ou storytelling.

Podcasts ainda podem transformar os próprios episódios em Shorts e creators continuam podendo publicar highlights. O problema começa quando repostar vira toda a estratégia editorial da conta.

E tem dinheiro nessa história também. O clipping virou um pequeno mercado próprio, com creators, marcas e até empresas pagando pela distribuição de cortes. Se o algoritmo fecha a torneira, não é só o alcance que sente.

O Instagram já tinha caminhado nessa direção. Agora o YouTube entra no mesmo bonde.

No fundo, as plataformas parecem tentar resolver um problema que elas mesmas ajudaram a criar: quando copiar fica fácil demais, o feed vira quinze versões da mesma coisa.

A nova mensagem do algoritmo é simples: copiar ficou barato. Ter alguma coisa para dizer voltou a custar repertório. 

E, por hoje, é isso. Agora você já está por dentro do que bombou nesta semana. 💚

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