bizi | 10.04.26

No Bizi de hoje, ninguém passa vontade: quer conferir as notícias da semana? Temos. Quer saber sobre o comportamento de consumo? Temos. Cansou da publicidade do planeta Terra e quer explorar a disciplina no espaço sideral? Temos também. Vem conferir!

Sete novas startups do Brasil, de fintechs a startups de IA, entraram nesta edição do Outliers, um selo da Endeavor para empresas que apresentam o maior crescimento dentro do seu portfólio. O Brasil lidera o ranking há anos, atualmente com 39 empresas que seguem crescendo.
Conforme o uso de IA aumenta, as pessoas começam a se sentir mais confortáveis em conversar com chats sobre tudo, inclusive crises de saúde mental. Diante desse comportamento, o Google atualizou algumas soluções do Gemini, que agora consegue identificar quando o usuário precisa de suporte psicológico e oferecer ajuda rápida.
Vale lembrar que, no mês passado, o Google foi acusado por um pai de induzir seu filho de 36 anos a causar um “acidente catastrófico” em um aeroporto e “garantir a destruição completa de todos os registros digitais e testemunhas”. No comunicado oficial sobre o caso, a big tech também esclareceu que encaminhou o usuário várias vezes a uma linha direta de apoio.
O objetivo agora é incentivar que os usuários busquem ajuda humana e evitar a validação de comportamentos nocivos. Com a atualização, o Google também anunciou uma doação de US$ 30 milhões para linhas de ajuda ao redor do mundo.
A Uber estreou seu patrocínio ao time de futebol UBERLÂNDIA, que agora passou a se chamar UberLÂNDIA — feitos um para o outro, não é? Além do espaço na camisa, a marca também terá acesso ao centro de treinamento e estádio, reforçando sua tríade de atuação no Brasil: mobilidade, comunidade e esporte.
No início do mês, a Netflix anunciou sua primeira ferramenta de inteligência artificial, a VOID (Video Object and Interaction Deletion). Apesar do anúncio tímido (não vimos muitos portais comentando sobre), a novidade é muito interessante: a nova ferramenta não só remove objetos de vídeos, mas reconstrói a cena para parecer que eles nunca estiveram lá.
O novo modelo combina diversos sistemas de IA, inclusive da Meta e do Gemini, e está disponível no Hugging Face sob a licença Apache 2.0, para quem quiser testar também. Mais detalhes aqui.
Quem também lançou uma nova IA nesta semana foi a Meta: o Muse Spark é o primeiro produto de IA da empresa depois de uma reformulação total na área e, segundo a empresa, é o modelo mais poderoso até hoje. Desenvolvido especificamente para interagir com produtos da Meta, ele alterna entre modelos mais complexos e mais rápidos e é um passo mais próximo da superinteligência pessoal.
A Amazônia Legal Brasileira, composta pelos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, ganhou sua primeira identidade visual unificada, inspirada nos contornos da bacia amazônica. O projeto é uma parceria entre a Rotas Amazônicas Integradas (RAI) e a Embratur, para destacar a região como destino turístico e bioeconômico, inclusive com a criação do selo “Feito na Amazônia”.
O Mercado Pago recriou o icônico restaurante da novela Malhação para o lançamento da Conta Negócio, nova solução para PMEs brasileiras. A ativação começa amanhã (11) no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e conta com experiências imersivas, palestras e encontros com empreendedores. Nem precisamos dizer que o público-alvo são millennials, não é mesmo?
O Google lidera o ranking de reputação sustentável no novo Índice de Percepções de Sustentabilidade da Brand Finance, em parceria com a IAA Brazil (International Advertising Association). Segundo a Propmark, o levantamento mede quanto do valor de uma marca está diretamente associado à percepção pública de seu compromisso com práticas sustentáveis, e o Google disparou com US$ 41,9 bilhões.
A Apple, que ocupava a liderança na última edição, agora aparece com US$ 30,8 bilhões e um plot twist: o maior “gap value”, termo que a consultoria usa para a diferença entre a sustentabilidade percebida e o desempenho real da marca.

No dia 1º de abril (pauta pronta para os negacionistas), a missão Artemis II saiu em direção a um marco histórico: alcançar o ponto mais distante da Terra em uma viagem espacial e visualizar o lado oculto da Lua.
A missão já rendeu muitos momentos memoráveis, como esse, mas a NASA não é a única marca se beneficiando da viagem.
A própria marca repostou o momento, dizendo que se sentia “honrada por ter viajado mais longe do que qualquer outra divulgação da história!”.
O interessante é que a marca contou que não sabia que os astronautas levariam potes de Nutella na bagagem — talvez, como nós, eles nem sabiam que isso seria permitido.
A cena chamou a atenção pela publicidade espontânea e pela forma como a Nutella aproveitou o momento e a conversa que já rolava nas redes sociais. Incluindo uma adaptação local de mercados que contou com uma publi com Ana Maria Braga no perfil br.
Mas, como praticamente tudo tem um dedinho de marketing hoje, a marca não foi a única. Netflix e Apple garantiram suas passagens na missão, transmitindo a missão ao vivo e fornecendo iPhones 17 Pro Max para registrar os momentos da viagem. Algumas das fotos estão aqui.
Os astronautas já retornam hoje para a Terra, mas o efeito desses cobrandings vai continuar por muito tempo.
A Swift transformou as churrasqueiras improvisadas no reality “Gambiassa”, com sete episódios feitos para redes sociais e competição real.
O novo lançamento da MGA Entertainment é o Miniverse Real Music, uma experiência musical em miniatura, com blind boxes — uma mistura de tudo o que atrai o consumidor hoje: colecionável, efeito surpresa, nostalgia e hobbies analógicos.
A Natura Faces lançou a campanha “Você não é sua selfie” em parceria com mais de 50 influenciadoras para falar sobre a distorção de imagem na câmera do celular.
Continuando sua missão de promover a socialização entre as pessoas, a Heineken anunciou dois lançamentos essa semana: o Socializing Billboards, projeto de mídia OOH com iFood e Misci, que promete ser um espaço de socialização entre marcas, e uma plataforma de socialização pós-corrida para a Heineken 0.0.

Um novo relatório da Tunad sobre o consumo de streaming no Brasil apontou que a Netflix continua no topo, com 47,3% de share de engajamento.
Porém, apesar da liderança normalmente ser o destaque, é o Globoplay, em uma posição bem confortável em segundo lugar, que chamou a atenção. Com 24,9% de share de engajamento, o streaming deixa gigantes globais para trás, como Prime Video (17%) e HBO Max (7%).
“O streaming já não depende apenas de grandes lançamentos. Ele passa a ser impulsionado por uma combinação de fatores, como calendário cultural, eventos ao vivo e identificação local.”
— Ricardo Monteiro, COO da Tunad
63% dos adolescentes não se identificam com a comunicação das marcas (LAB Humanidades e NetflixAds).
49% dos brasileiros já compraram um produto ou serviço que viram no TikTok (Opinion Box).
75% dos profissionais acreditam que a área de estratégia precisa se adaptar para se manter relevante (Sandbox).

Uma nova pesquisa da Microsoft, divulgada ontem (9), mostrou que a adoção da IA tem crescido rapidamente nas empresas, mas o impacto não é o mesmo para todos.
O estudo global aponta que o uso da IA varia de acordo com a cultura organizacional, acesso e nível de qualificação — às vezes, dentro da própria empresa.
Dois fatores são cruciais para essa implementação: confiança e incentivo à experimentação.
E um ponto muito importante: por enquanto, ainda não há um impacto claro no nível geral de emprego, mas alguns sinais. Segundo o estudo, funções iniciais que exigem menos experiência podem ser mais afetadas.
Na prática, isso significa que, sim, pode haver uma redução na contratação de profissionais mais jovens em áreas mais expostas à IA.
No entanto, o estudo também indica um crescimento na procura por profissionais que tenham pensamento analítico, capacidade crítica, adaptação e domínio digital. Ou seja, as prioridades estão mudando, mas ninguém está descartado (ainda).
IA é prioridade para 95% das empresas e já ocupa todos os espaços de decisão, mas a adoção prática não segue o mesmo ritmo, segundo levantamento da Avantia.
75% dos profissionais de marketing já usam IA na rotina. De acordo com a Salesforce, esse movimento é chamado de “marketing agêntico”, modelo em que profissionais e agentes de IA atuam juntos.
Segundo o estudo Commerce & AI Trend Report, da Criteo, os assistentes de IA já direcionam 70% dos usuários diretamente às páginas de produtos, encurtando a jornada de compras.
🌓 Depois de muitos insights quentinhos (ou a -270°C — provavelmente a temperatura do lado de fora da Artemis II), esta edição vai ficando por aqui. Nos vemos na próxima semana!
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