bizi | 20.02.26

Após um feriadão onde muita gente provou bons drinques e muita gente se absteve de álcool, uma coisa é comum para todos: você deve estar em uma ressaca de notícias. Bom, é para isso que o Bizi de hoje está aqui.
Nesta edição, você vai conferir:

Na terça-feira (17), o WordPress lançou um assistente de inteligência artificial integrado ao editor e à biblioteca de mídia, alimentado pelo Nano Banana. A ferramenta permite alterações no layout, design e conteúdo do site usando comandos em linguagem natural, mesmo sem conhecimento técnico avançado, além de sugerir títulos, checar contexto e links relevantes. A novidade já está disponível sem custo adicional nos planos Negócios e Commerce.
Quem também lançou novos recursos de IA nesta semana foi o YouTube, com testes que utilizam o Gemini em apps para Smart TVs, consoles e dispositivos de streaming. A nova ferramenta é focada no conversacional e permite que os usuários façam perguntas por voz ou texto sobre o conteúdo em exibição (a música tocando ou os ingredientes usados na receita do vídeo, por exemplo), ou peçam resumos e recomendações sem sair da tela grande. O recurso está sendo liberado para os usuários aos poucos.
Segundo relatório da Warc Media, a Netflix deve conquistar 9,2% de todo o investimento na TV Conectada até o ano que vem. A projeção reflete o rápido crescimento da receita com anúncios, que deve dobrar para US$ 3 bi em 2026 e chegar a US$ 8 bi em 2030. A plataforma (e todos os outros streamings) também vem ampliando seus investimentos em esportes ao vivo, podcasts e games para atrair mais anunciantes.
O Ministério da Fazenda determinou a regulação da publicidade de apostas online como prioridade para 2026, com foco especial em influenciadores, afiliados e plataformas digitais. A revisão das normas, prevista ainda para o primeiro trimestre, visa combater sites de apostas não autorizados, responsabilizar quem divulga esse tipo de conteúdo e exigir mecanismos de bloqueio de anúncios irregulares.
Em depoimento no Tribunal Superior de Los Angeles, Mark Zuckerberg falou sobre o design viciante do Instagram na quarta-feira (18). O CEO admitiu falhas na verificação de idade, mas defendeu que o monitoramento do “tempo de uso” serve apenas para medir a concorrência (como o TikTok) e não para viciar os jovens. Diferente dos episódios anteriores em que Zuckerberg esteve em frente a um tribunal, esse julgamento foca no design da plataforma (rolagem infinita, algoritmos) e não apenas no conteúdo. Dependendo do rumo que isso tomar, isso pode resultar em mudanças drásticas na arquitetura de UX das redes sociais.
Um estudo com base em mais 1 milhão de respostas do ChatGPT descobriu que 44% das citações de conteúdo vêm dos primeiros 30% de um artigo. A análise de Kevin Indig, do Growth Memo, mostra que o chat prioriza informações claras e diretas logo no início do texto. Ou seja, para ser citado pela IA, é essencial responder às principais perguntas do conteúdo (Quem? O quê? Onde?) logo no início.
Enquanto o foco dos EUA esteve no projeto Stargate, para construção de data centers nos EUA (e fora dele), a China concentrou seus investimentos em IA nas aplicações industriais, como robótica e veículos elétricos. E ambas não economizaram: EUA liderou o setor, com US$ 159 bilhões investidos, seguidos de perto pela China, com US$ 125 bilhões. Confira mais informações aqui.
A França será a homenageada da vez como Creative Country of the Year no Cannes Lions 2026. Assim como quando o Brasil estreou a categoria no ano passado, a França também foi escolhida por sua tradição publicitária e criatividade, tanto no setor, quanto na moda, cultura e comércio. De acordo com o Update or Die, o governo francês destinou € 10 bilhões desde 2020 para financiar empresas criativas.
Segundo esse artigo do Meio & Mensagem, este ano, a experiência do consumidor será moldada pela “inteligência contextual”, que une IA e sensibilidade humana. O comportamento vai passar da busca tradicional para conversas fluidas com agentes de IA, onde o checkout é invisível e a personalização é preditiva. O grande diferencial das marcas será equilibrar essa automação com conexões emocionais e empáticas. Já entendeu qual é o dever de casa, não é?

Uma das marcas de cerveja mais consumidas no Brasil escolheu o Carnaval para lançar seu novo produto. E isso não seria surpreendente se o produto em questão não fosse a primeira cerveja zero álcool da marca e a primeira cerveja zero açúcar do Brasil.
A Skol Zero Zero chegou em um timing certeiro: o consumidor está buscando por opções mais saudáveis, tanto em hábitos quanto em alimentos — e bebidas sem álcool se encaixam em ambos.
A cultura do não beber deixou de ser uma exceção para se tornar um estilo de vida com muitos e cada vez mais adeptos. E a própria Ambev sabe disso: marcas como Corona Cero, Budweiser Zero e Brahma Zero tiveram um crescimento de 30% em 2025.
E a marca não ficou sóbria sozinha na folia. A Itaipava também lançou o Pack Responsável: 1 cerveja zero a cada 4 cervejas tradicionais.
A ideia da campanha partiu do “Zebra Striping”, ou apenas “efeito zebra”, um comportamento crescente de alternar bebidas alcoólicas e não alcoólicas para reduzir os efeitos negativos do álcool. E foi nisso que a Ambev se inspirou também.
“A tendência já movimenta hábitos de consumo em países como Reino Unido, onde um estudo de 2024 apontou que 25% dos consumidores de álcool adotam a técnica, parcela que salta 78% entre os jovens de 18 a 24 anos.”
— GKPB
E aí, seu Carnaval foi mais alcoólico, sóbrio ou zebrado?
+ Investimento saudável:
O Subway lançou a linha Séries Dobro de Frango, com três opções com o dobro de proteínas. A rosto da campanha não poderia ser outro: Ramon Dino, atual campeão do Mr. Olympia e o nome body builder do momento.

De acordo com uma pesquisa do Exploding Topics, braço estratégico do Semrush, 7 em cada 10 pessoas têm receio de que suas conversas com a IA vazem. Mas o buraco fica bem mais embaixo: isso já acontece e a maioria delas não sabe.
A pesquisa explorou tanto a privacidade como o quanto as pessoas estão dispostas a compartilhar com uma inteligência artificial. E as descobertas são muito interessantes:

Apesar da preocupação, a maioria das pessoas não sabe que suas perguntas já estão sendo expostas. O mais irônico é que elas “aceitaram” isso em algum momento.
No Meta AI, por exemplo, existe o feed Descobrir, que permite que os usuários naveguem pelas conversas de chatbots de IA de outras pessoas.
Isso passa por autorização prévia do próprio usuário, mas, segundo o Exploding Topics, pelo conteúdo dos chats (informações médicas, judiciais e dados pessoais), “existem preocupações legítimas sobre se todos os usuários realmente têm consciência do que estão compartilhando”. De fato, 52,54% não sabiam, segundo a pesquisa.
O Google Search Console também permite que webmasters acompanhem as consultas do Modo IA que geram impressões e cliques. Isso também está nos termos, mas quando a pesquisa perguntou aos usuários, apenas 41,94% sabiam.
Por aí, você sabe com certeza até onde vai o alcance dos seus prompts? Vale a pena conferir as letrinhas miúdas e, dessa vez, realmente ler os termos e condições.
+ Dados da semana para conferir:
Os resultados da primeira Semana do Cinema 2026: 4 milhões de pessoas estiveram atrás das telonas nesses dias.
A Shopee lidera a lembrança de marca no e-commerce entre a Geração Z: 47% dos entrevistados citaram a plataforma.
Os esforços para aumentar o número de mulheres na liderança diminuíram: o relatório “Women in the Workplace 2025”, da McKinsey & Company com a LeanIn.Org, mostrou que a porcentagem de empresas onde o avanço das mulheres é alta prioridade organizacional caiu em relação aos anos anteriores.

O relatório Global AI Jobs Barometer 2025, da PwC, cruzou informações de mais de 800 milhões de anúncios de empregos com relatórios financeiros para derrubar alguns mitos sobre a IA com dados. Aqui vão 6 deles:
1. A IA ainda não impactou a produtividade: desde 2022, o uso de IA quase quadruplicou a produtividade dos setores mais expostos a ela.
2. A IA reduz salários e poder de barganha: profissionais com habilidades em IA recebem salários 56% maiores. Além disso, salários crescem 2x mais rápido em indústrias mais expostas à IA.
3. A IA está eliminando empregos: empregos com ocupações menos expostas à IA cresceram 65%, enquanto os mais expostos cresceram 38%. Segundo o relatório, a tecnologia está redesenhando as funções, não eliminando.
4. A IA vai aumentar desigualdades: segundo a PwC, salários e emprego estão crescendo tanto em funções “aumentadas” quanto nas altamente automatizáveis.
5. A IA desqualifica o trabalho humano: o estudo aponta que os profissionais estão migrando suas funções conforme a IA libera profissionais de tarefas repetitivas para focarem em atividades analíticas e decisórias.
6. Quanto mais automatizável o cargo, menor seu valor: segundo o relatório, os salários crescem com a automação. A tendência é que essas funções se tornem mais complexas e criativas com a transição.
Por fim, segundo o relatório, a IA deve ser tratada como estratégia de crescimento, não somente de eficiência.
+ Novidades da IA:
De acordo com o estudo Pulso NRF 2026, da Score e Hibou, quase metade das pessoas (49%) acredita que a IA é útil para comparar preços e benefícios, mas a tecnologia (ainda) não decide a compra.
Depois de um sucesso enorme, reproduzindo cenas e personagens de franquias protegidas com perfeição, a ferramenta Seedance 2.0, da ByteDance, vai limitar sua IA. Acontece que a big tech recebeu o enfático recadinho de alguns sindicatos e estúdios de Hollywood: “cease-and-desist”. A empresa prometeu reforçar filtros para impedir o uso não autorizado de propriedade intelectual e evitar processos por violação de direitos autorais.
Inclusive, a Netflix também ameaçou processar a ByteDance por uso de imagens de seus originais, como Bridgerton, Squid Game e Stranger Things — aliás, com esse último, foram muitos testes para refazer o final polêmico.
🤳 Após uma boa dose de vitamina Bizi, essa edição vai ficando por aqui. Esperamos que os insights tenham ajudado na sua recuperação pós-feriado. Até a próxima!
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