bizi | 30.01.26

Depois de mais uma semana intensa de notícias, demissões em massa e propagandas ousadas, uma nova edição do Bizi está no ar — sem cortes, só coisa boa e insights quentinhos na íntegra.

Em um aparente engano (mas nem tanto), a Amazon disparou um e-mail na terça-feira (27) comunicando o desligamento de 16 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica.
Segundo o comunicado, a decisão seria para “fortalecer a empresa” (os funcionários é que não ia ser, né?). Depois de perceber o que rolou, a mensagem foi apagada, mas no dia seguinte, a Amazon voltou a comunicar os cortes como “um plano para eliminar a burocracia na empresa”, que já vem acontecendo desde 2025. Um ex-funcionário informou à BBC que os cortes não somente já eram esperados, mas a expectativa girava em torno de 30 mil vagas. Entenda mais aqui.
Quem também anunciou demissões por redirecionamento estratégico foi o Pinterest, que comunicou na terça-feira (27) o corte de 15% de seu quadro de funcionários (cerca de 700 pessoas) e o fechamento de alguns de seus escritórios menores. No caso da plataforma, o objetivo é investir mais em IA e transformar o Pinterest em um assistente de compras orientado pela tecnologia e pronto para os novos tempos.
Nesta semana, a Anatel compartilhou o relatório “Panorama Periódico do mercado regulado de apostas de quota fixa”, com os resultados da fiscalização de casas de apostas e influenciadores que as divulgaram durante 2025.
Alguns destaques são: mais de 25 mil sites ilegais foram bloqueados, 324 perfis foram removidos e 229 perfis foram derrubados, e mais de 217 mil solicitações de bloqueio voluntário foram registradas na Plataforma de Autoexclusão Centralizada.
A Meta confirmou ao TechCrunch que irá iniciar testes de versões pagas no WhatsApp, Instagram e Facebook. As novas versões trarão experiências premium, como mais produtividade, criatividade e recursos de IA expandidos.
A famosa campanha, criada pelo IBCC Oncologia, une moda, conscientização e mobilização social desde 1996 e, este ano está lançando uma edição comemorativa e um manifesto com a participação de 13 artistas e influenciadores.
Com a tão polêmica venda da parte norte-americana do TikTok para um grupo de investidores (também norte-americanos, claro), alguns usuários têm relatado restrições a certos tópicos e conteúdos. Acontece que o algoritmo desses usuários foi “isolado” para prevenir a espionagem e tudo o que o governo estadunidense vinha alertando há meses. No novo cenário, quem ganhou destaque foi o app UpScrolled, que promete um algoritmo menos controlador.
Segundo as especulações do mercado, uma nova rodada de investimentos na OpenAI se aproxima e só tem nomes de peso na lista de interessados. Segundo o Meio e Mensagem, Nvidia, Amazon e Microsoft estariam em negociações para investir até US$ 60 bilhões na empresa.
A Vizzela, marca nacional de beleza, inaugura hoje sua primeira flagship nos Jardins, em São Paulo. A loja conceito representa o auge da experiência com os consumidores e uma nova fase para a marca. De acordo com Aline Waiser, diretora de marketing da Vizzela, depois de crescer no online, varejo e quiosques, agora a marca quer construir “cultura, comunidade e experiência própria”.
O PicPay estreou na Nasdaq nesta quinta-feira (29), depois de levantar US$ 434 milhões em uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos. Vale ressaltar que a fintech é a primeira brasileira a conseguir o feito desde 2021, quando a Nu Holding fez sua estreia por lá.
E por falar em Nubank, o roxinho havia solicitado uma autorização para operar como banco nos EUA ainda em setembro do ano passado e a resposta veio nesta quinta-feira (29) com a autorização do OCC (Office of the Comptroller of the Currency). Os próximos passos agora envolvem capitalizar totalmente a operação nos EUA e inaugurar o banco em até 18 meses.

De acordo com um estudo da startup brasileira Ori, a partir de agora, podemos enxergar os creators como meio de performance, com impacto direto na receita, e não só awareness, como a maioria do mercado encarava até então.
Segundo o “Guia Prático de Influência como Canal de Performance”, a ideia geral é entender a operação de influência como outros canais de performance e não mais só como um meio exclusivamente criativo.
Essa compreensão colabora com a novidade mais quente desse mercado no Brasil, que foi a sanção da Lei n° 15.325/2026, que regulamenta o exercício da profissão de multimídia no país.
Em entrevista à Propmark, a especialista em marketing digital, Camila Renaux, diz que isso traz mais qualificação para o marketing de influência, à medida que exige “planejamento, profissionalismo e responsabilidade real sobre o que é comunicado”.
E então, o que acha dessa percepção? Essa chave já virou por aí também?

Você está assistindo uma série, o enredo está interessante, os personagens estão prestes a fazer uma nova descoberta e, de repente, entra um anúncio.
A não ser que você seja assinante premium, essa é a realidade de todo mundo que consome streaming hoje, nos planos de entrada. E um estudo da Opinion Box revelou que, sim, isso incomoda o usuário.
Na verdade, a descoberta curiosa é que, enquanto 63% dos usuários de streaming declaram um nível de incômodo alto, “só” 55% dos usuários da Smart TV sentem o mesmo.
Mas, antes das conclusões, vamos conferir mais alguns dados:

Segundo o Opinion Box, outros temas com impacto positivo na percepção do usuário são:
Portanto, já sabe por onde ir quando for criar o próximo anúncio, né?
Esportes, dinheiro, curiosidades e música. A Amazon divulgou uma lista do que os brasileiros mais perguntaram para a Alexa em 2025 e o resultado é o puro suco do Brasil. Confira aqui.
Em outro tipo de balanço de 2025, a Meta divulgou nesta semana os números do último trimestre de 2025. Só nesse período, a big tech cresceu 22% em relação a 2024 e faturou US$ 59,89 bilhões.

Se você acompanha as redes sociais, os comerciais ou as prévias do Super Bowl, provavelmente viu a nova e debochada campanha da Pepsi, com o famoso urso polar da Coca-Cola.
A aposta para a final da NFL 2026 é um filme que brinca com muitas coisas: elementos proprietários não patenteados, teste cego (onde, segundo a marca, a Pepsi sempre sai ganhando), crises de identidade e flagras inconvenientes em shows. Mas, na verdade, a marca está falando muito sério.
O histórico “Pepsi Challenge”, que é uma das maiores referências da propaganda mundial desde a década de 1970, mostrava como o sabor original de Pepsi era melhor.
Agora eles querem repetir o feito com a nova reformulação da Pepsi Zero Sugar, conhecida por aqui como Pepsi Black, em uma narrativa que não tem medo do confronto direto. E quem melhor para provar isso do que o mascote da concorrente, não é mesmo?
PS: Não dá pra deixar de mencionar que o urso polar já fez uma ponta em um conteúdo da nossa firma, Layer Up. Caso não tenha visto ainda, vale muito a pena conferir aqui.
📆 O Bizi vai se encerrando por aqui e assim também o mês de janeiro. Dá para acreditar que já vivemos um doze avos de 2026? Mas não se preocupe, enquanto o tempo parece acelerar no calendário e faltar nas nossas agendas, estaremos por aqui para garantir seu resumo de insights quentinhos. Até o próximo Bizi!
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