bizi | 23.01.26

Depois de uma pequena pausa na semana passada por motivos maiores (aka um dia de imersão com nossa holding, Layer Up), estamos de volta à nossa programação normal.
PS: Mesmo assim, não te deixamos sem conteúdo na última sexta-feira. Caso você não tenha visto, trouxemos um post bem interessante sobre a prioridade dos CMOs para 2026 que você pode conferir aqui.

De acordo com novo relatório da Reuters, portais de notícias preveem que a taxa de tráfego para sites desse perfil caia 43% até 2029 — algumas previsões chegam a 75%. E o motivo todo mundo já conhece: a preferência pelas respostas de IA (tanto da Visão Geral do Google quanto dos chats) sobe, o acesso aos tradicionais publishers desce. Vale lembrar que o impacto não é o mesmo para todos: enquanto portais de estilo de vida e utilitários (como previsão do tempo, guias de TV e horóscopos) são alguns dos mais afetados, sites de notícias factuais ainda mantém seu posto.
No início desta semana, o Banco Central da Índia sugeriu vincular moedas digitais do BRICS para facilitar transações comerciais e pagamentos de turismo entre os países. O BC indiano afirma que a medida poderia reduzir a dependência do dólar (o que não deixou Trump nada feliz) e pediu que a pauta seja incluída na próxima cúpula do BRICS que, olha só, acontecerá este ano na Índia.
Um ranking da Stilingue by Blip revelou que o iFood foi a marca mais mencionada do BBB26 até agora. E a disputa é quase tão acirrada quanto o jogo: a análise monitorou 2.250.344 conversas na primeira semana do reality e descobriu que 15.085 delas falavam sobre os 15 patrocinadores desta edição. O iFood recebeu 5.610 menções, quase o mesmo tanto da primeira prova de resistência: 5.222.
Nesta semana, o Nubank se tornou a segunda maior instituição financeira do Brasil, com 112 milhões de clientes. Com a novidade, a fintech ultrapassou o Bradesco, com 110,5 milhões, e fica atrás apenas da Caixa Econômica Federal, com 158,1 milhão de contas ativas. De acordo com a CEO do roxinho, Livia Chanes, a conquista é resultado de produtos que fazem sentido no dia a dia, sem complicações + atendimento humano + tecnologia.
Segundo pesquisa da Trope-se, os jovens da geração Z vão priorizar marcas pela utilidade e capacidade de suprir as necessidades nos dias do feriadão. De acordo com a análise, 53% dos jovens da GenZ lembram de marcas que entraram em contato no Carnaval, mas só das que realmente foram úteis e responsáveis.

Tem uma trend rolando nas redes que muito provavelmente você já viu: o que fica em 2025 (out) e o que permanece ou chega para somar em 2026 (in). Se fosse pra você listar as suas estratégias que ficam e que saem, quais seriam?
O TikTok fez suas escolhas e revelou todas elas em detalhes no TikTok Next 2026, um grande relatório de tendências e comportamentos relevantes na plataforma — e até fora dela.
Antes de discorrer, fizemos um resuminho Bizi pra você:

Segundo o relatório, o tema que vai guiar a plataforma em 2026 é “Instinto Único”, impulsionado pela IA, mas moldado por pessoas.
A rede vizinha prevê basicamente 3 grandes tendências que, se a gente pensar bem, refletem uma coisa só:
O TikTok notou que as pessoas estão “caindo na real” na feed. Para 2026, elas buscam menos romantismo e mais realismo, menos fuga da realidade e mais conteúdo honesto. A #delulu, de “delusional”, que fez tanto sucesso até aqui, agora abre espaço para tendências baseadas em validação emocional real.
Essa tendência representa um comportamento bem presente no TikTok: os usuários chegam com intenção, mergulham na busca e saem com curiosidade, criando novas jornadas não-lineares a partir do app. Em 2026, a rede encoraja a explorar ainda mais essas descobertas, caminhos alternativos e inesperados, seja na moda, makes e até na cozinha.
Após um sucesso enorme do TikTok Shop, a tendência agora é que os consumidores não aumentem, mas diminuam suas compras por impulso. No lugar do “me mimei”, os compradores terão mais intencionalidade, escolhendo marcas por sua relevância e conexão com a comunidade.
Para conferir o relatório em detalhes, é só acessar aqui.
Nesta semana, o CEO do YouTube, Neal Mohan, também anunciou que estará de olho na IA em 2026. Em uma carta aos colaboradores, Mohan garantiu que uma das prioridades da plataforma será combater o chamado “AI Slop”, esses vídeos de rápido consumo e alto compartilhamento, muitas vezes com pessoas e animais em situações bizarras (e que, provavelmente, estão dominando seus grupos de WhatsApp).
Além de muitas vezes serem falsos, esses conteúdos de baixa qualidade gastam espaço nos servidores e acabam gerando mais spam.

A relação entre inteligência artificial e publicidade começa a entrar em uma nova fase. Na semana passada, o Google iniciou testes de anúncios no Modo IA.
Nesse novo formato, ofertas e cupons passam a ser exibidos quando o sistema identifica alta intenção de compra durante a interação do usuário. A lógica é contextual é: a publicidade aparece conectada ao conteúdo da conversa, buscando facilitar a transição entre pesquisa e decisão.
Segundo a empresa, os anúncios não substituem respostas orgânicas nem interferem na integridade das informações. A proposta é entregar utilidade no momento certo da jornada, aproximando descoberta e conversão.
Em paralelo, a OpenAI também anunciou que está estudando caminhos para incluir publicidade no ChatGPT para diversificar a receita.
Executivos da big tech reforçaram que qualquer avanço nessa direção será guiado pela preservação da confiança dos usuários e da experiência com a ferramenta. Vejamos.
Os lançamentos dessa semana parecem a abertura do “Sítio do Pica-pau Amarelo”: marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo. Duvida? Confere aqui:
Depois de estrear nas novelinhas verticais, a Globo agora estuda lançar uma plataforma própria de vídeos curtos, tipo o TikTok.
O projeto, que por enquanto é chamado de Globopop, contaria com produções originais da Globo e conteúdos que já circulam nas redes. A ideia é ser uma plataforma gratuita, monetizada por patrocínios e pacotes comerciais, como as outras.
Já o TikTok lançou nesta semana o PineDrama, app focado nas famosas novelinhas. A novidade também é gratuita, já está disponível no Brasil e, por enquanto, não tem anúncios — mas não vamos colocar muitas expectativas aqui, ok?
E enquanto as novelas estão migrando para o celular, o Instagram levou o Reels para a TV. O Instagram for TV está disponível no Amazon Fire TV e partiu de um princípio que todos os usuários conhecem: você compartilha Reels todos os dias com as pessoas que gosta; agora vocês podem assisti-los juntos.
De acordo com Jake O’Leary, head global de marketing do Instagram, “não se trata de colocar o Instagram na TV, mas reimaginar o conteúdo como entretenimento compartilhado.
🎉 Depois de uma curadoria cheia de otimismo, transformações e expectativas, nos despedimos por aqui. Até semana que vem e boa programação cultural!
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