bizi | 21.11.25

Como já dizia Martha Gabriel, um dos diferenciais de quem se destaca no uso da IA é saber fazer as perguntas certas. De acordo com a curadoria de hoje, talvez a pergunta certa para fazer ao seu board é: “quando que eles vão iniciar um processo estruturado de uso da tecnologia, com treinamento e custeamento de ferramentas?”. Ou simplesmente se o próximo feriado vai ser emendado mesmo. Sextou com Bizi na sua caixa de entrada e insights quentinhos te esperando aqui.

É fato: quando se trata de design, ainda existe alguma resistência por parte dos profissionais da área em abraçar de vez a IA.
Mas um estudo da Môre Design em parceria com a Ibpad mostrou que a maioria (94%) deles já usa a tecnologia. A questão é como isso acontece:
Com isso, o uso da IA acaba sendo ainda muito experimental, desorganizado e até arriscado.
Para o cofundador e CEO da Môre, Léo Xavier, esse cenário revela um contraste entre prática e governança, já que “a maturidade está mais na mão das pessoas do que das organizações”. Segundo ele, isso traz o risco de ter padrões visuais desconectados, decisões pouco alinhadas e processos sem rastreabilidade.
Fora que lidar com dados sensíveis a partir de contas pessoais pode até ter consequências jurídicas reais.
Por outro lado, quando a iniciativa de incluir a IA parte da empresa, os ganhos são para ambos:
E aí, a pesquisa te convenceu?
Social media + IA. Em paralelo, um estudo da mLabs mostrou que 83% dos profissionais de mídia utilizam a IA no dia a dia. E mais: esse percentual supera o uso de plataformas de gestão e criação tradicionais. A quase unanimidade é o ChatGPT (98% das respostas), seguido pelo Canva (85%), e pelo CapCut (79%).
11 anos de Allianz Parque. Nesta semana, o Allianz Parque, também conhecido como estádio do Palmeiras, completou 11 anos de muitos shows, eventos e alguns jogos, rs. Só em 2024, o estádio arrecadou R$ 240 milhões à parte da bilheteria dos jogos do Palmeiras. O maior público até agora? O show de Taylor Swift em 2023, com 49.596 espectadores.
O Raio-X da Vida Real. Pela primeira vez na história, um estudo se propôs a estudar os hábitos de consumo, estilo de vida e relacionamentos de pessoas envolvidas com o crime, especificamente com o tráfico de drogas, para entender a dinâmica social por trás da estruturação de circuitos criminosos. A iniciativa é do Data Favela, importante central de pesquisas que vem desmistificando e trazendo luz para uma parte considerável da sociedade que, muitas vezes, acaba esquecida nos relatórios. Vale muito a pena conferir!

Dois reais de desconto na Black Friday ou um feat misterioso?
No mês de uma das maiores datas comerciais, Americanas e Magalu se uniram em uma parceria inédita.
O objetivo é complementar portfólios, integrar operações online com lojas físicas, ampliar o alcance de ambas as marcas e, claro, fazer frente a uma concorrência cada vez mais acirrada nesse setor — como Casas Bahia e Mercado Livre, que lançaram algo parecido em outubro deste ano.
Assinado na terça-feira, o acordo já está valendo: a partir desta semana, a Americanas já está vendendo no site do Magalu e, nas próximas semanas, o Magalu também vai abrir sua lojinha no marketplace da Americanas.
Por enquanto, a união conta com um grupo piloto de 50 lojas físicas da Americanas, em 15 capitais brasileiras, mas o plano é expandir rapidamente.
Até dezembro (que, não sei se você percebeu, mas já está a praticamente a uma semana daqui), o objetivo é integrar todas as lojas físicas da Americanas, oferecendo mais produtos, mais alcance e entrega ship from store para um público bem maior.

O quase-fim do ano é nossa época preferida. Pelas confraternizações, recesso e comidas com uvas-passas? Sim, mas também pela chegada dos materiais de tendências que vão guiar nossas decisões no próximo ciclo, como o Marketing Trends 2026 do Kantar.
Já consolidado no mercado e no Bizi (clique aqui para conferir as previsões para 2025 e 2024), vamos pular a apresentação do material para ir direto ao ponto: se 2025 inaugurou de vez a chegada da inteligência artificial generativa nos nossos trabalhos, no próximo ano, nenhuma decisão passará ilesa a ela.
Compreender a tecnologia e saber aplicá-la para ter mais resultados no marketing agora faz parte das skills dos CMOs e, não, não tem mais volta e/ou pra onde correr, além dos braços metálicos e metafóricos de um chatbot.
São muitos pontos e dados, mas fizemos um resuminho Bizi pra você:

Confira 5 das 10 tendências apresentadas nessa edição do Kantar Marketing Trends:
2026 será o ano de ver os agentes de IA em escala, um cenário onde marcas precisam incluir a IA de vez na jornada de compra.
No mesmo ritmo que os dados sintéticos oferecem mais precisão, velocidade e escalabilidade, eles exigirão testes mais rigorosos, novas habilidades e infraestrutura.
Já ouvimos sobre essa tendência antes: a economia dos pequenos prazeres estará em alta em 2026. Segundo o Kantar, “a Treatonomics busca injetar otimismo e controle por meio de pequenos prazeres” como um antídoto para a volatilidade econômica.
O principal desafio da creator economy em 2026 será equilibrar a autonomia dos creators com o alinhamento entre marca e conteúdo.
Enquanto o engajamento amplo se torna cada vez mais caro e menos eficaz, as microcomunidades só crescem. Para os fãs, elas oferecem pertencimento, credibilidade, conexão genuína com a marca e relacionamento; já para as marcas, elas oferecem resultados expressivos a partir de tudo isso.
Para conferir outras 5 tendências, que vão da inteligência criativa com IA ao retail media, é só acessar a página do Kantar Marketing Trends 2026 e baixar o material completo.

Hadiya. O Boticário ingressou no mundo da perfumaria árabe com a marca Hadiya, o maior investimento da história (50% maior que a média de outros lançamentos) e um teaser que, olha só, foi feito com imagens geradas por IA. Segundo a empresa, o objetivo é trazer o conceito da alta perfumaria árabe, comunicando sofisticação e exclusividade.
2026 tem Copa. Com o próximo ano chegando, os brasileiros só pensam nela: a Copa do Mundo FIFA 2026, o maior evento do futebol masculino. O Resenha Digital Clube em parceria com o Data-Makers mapearam fãs do esporte para descobrir as personalidades mais comentadas, além de consumo de mídia e relação com marcas.
Entendendo o consumidor. Também nesta semana, a Futurebrand inaugurou um núcleo de estudos sobre o comportamento do consumidor, dedicado a realizar pesquisas, analisar tendências e trazer insights a partir de abordagens proprietárias e referências do mercado. De acordo com Estela Brunhara, líder da área, o objetivo é “decifrar o consumidor por meio das marcas e as marcas por meio dos consumidores.”

Vamos falar mais um pouco sobre a geração Z?
Enquanto muita gente ainda pensa nessa geração como crianças, a GenZ já tem seus vinte e poucos, seus próprios conflitos com o trabalho (como sabemos bem) e a maior taxa de educação entre todas as gerações, mas também a menor autonomia econômica.
De acordo com um estudo do Banco Mundial, esse é quase um paradoxo. Mesmo com o aumento da escolaridade e a diminuição da taxa de pobreza entre a geração, sua capacidade de formar famílias e acumular riquezas não acompanhou essa melhora.
Para o economista sênior da Prática Global de Pobreza e Equidade do Banco Mundial, Hernan Winkler, isso se deve a um conjunto de fatores.
Principalmente na América Latina, os desafios envolvem:
Tudo isso limita o desenvolvimento de habilidades e a capacidade de acumularem riqueza. Segundo o Bloomberg Linea, “a capacidade da geração Z de enriquecer depende cada vez mais de sua capacidade de se adaptar às novas demandas do mercado”.
De acordo com Glen Steward, fundador da Steward Investment Capital, esses novos mecanismos deram origem a um tipo de riqueza totalmente novo, em uma idade muito mais jovem, inclusive.
Mas a principal diferença é que, enquanto as gerações mais velhas pensavam em acúmulo de capital, para a geração Z a riqueza está muito mais relacionada à liberdade, flexibilidade e propósito. Ou seja, experiências, sustentabilidade e considerar o impacto em vez de retorno vai muito além de uma poupança cheia.
🤏 Bizi — pós-feriado, mais levinho e contido, para não interferir no ritmo de descanso que já se instaurou na sua semana — entregue. Agora pode voltar para as suas demandas, ou direto para o seu final de semana. Até semana que vem!
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