última news: Sua empresa já está usando IA?

bizi | 21.11.25

Como já dizia Martha Gabriel, um dos diferenciais de quem se destaca no uso da IA é saber fazer as perguntas certas. De acordo com a curadoria de hoje, talvez a pergunta certa para fazer ao seu board é: “quando que eles vão iniciar um processo estruturado de uso da tecnologia, com treinamento e custeamento de ferramentas?”. Ou simplesmente se o próximo feriado vai ser emendado mesmo. Sextou com Bizi na sua caixa de entrada e insights quentinhos te esperando aqui.

Nesta edição você vai conferir:
  • Como os designers brasileiros estão usando a IA e mais dados do mercado para se atualizar.
  • A união entre Magalu e Americanas, que é mais que um ship engraçadinho, mas uma decisão estratégica para ampliar portfólio, público e margem frente à concorrência.
  • Algumas das principais tendências para 2026, segundo o relatório Marketing Trends 2026 do Kantar, com aquele resuminho pra você que também é bizi.
  • Tudo o que rolou na semana enquanto você estava pensando no feriado e/ou muito bizi para acompanhar: de pancadaria no aulão de IA em Minas Gerais ao fim do tarifaço.
  • Mais uma pesquisa sobre a geração Z, dessa vez sobre sua autonomia financeira (que não anda das melhores).

DATA NOSSA DE CADA DIA: Designers brasileiros realmente usam IA?

É fato: quando se trata de design, ainda existe alguma resistência por parte dos profissionais da área em abraçar de vez a IA.

Mas um estudo da Môre Design em parceria com a Ibpad mostrou que a maioria (94%) deles já usa a tecnologia. A questão é como isso acontece:

  • 66% dos designers fazem uso diário de ferramentas de IA;
  • 60% deles fazem isso a partir de contas pessoais, sem suporte ou diretrizes de suas empresas;
  • Só 7% dos designers entrevistados dizem trabalhar em empresas que estão no nível avançado de IA;
  • Inclusive, 6 em cada 10 designers já buscaram capacitação na área por conta própria, seja para ampliar velocidade, reduzir tarefas repetitivas, explorar novas ideias ou se manter competitivo.

Com isso, o uso da IA acaba sendo ainda muito experimental, desorganizado e até arriscado.

Para o cofundador e CEO da Môre, Léo Xavier, esse cenário revela um contraste entre prática e governança, já que “a maturidade está mais na mão das pessoas do que das organizações”. Segundo ele, isso traz o risco de ter padrões visuais desconectados, decisões pouco alinhadas e processos sem rastreabilidade.

Fora que lidar com dados sensíveis a partir de contas pessoais pode até ter consequências jurídicas reais.

Por outro lado, quando a iniciativa de incluir a IA parte da empresa, os ganhos são para ambos:

“Quando a curiosidade individual encontra uma estratégia organizacional bem definida, o uso difuso deixa de ser risco e vira vantagem competitiva.”
— Léo Xavier, Môre 

E aí, a pesquisa te convenceu?

+ Dados e fatos para conferir: 

Social media + IA. Em paralelo, um estudo da mLabs mostrou que 83% dos profissionais de mídia utilizam a IA no dia a dia. E mais: esse percentual supera o uso de plataformas de gestão e criação tradicionais. A quase unanimidade é o ChatGPT (98% das respostas), seguido pelo Canva (85%), e pelo CapCut (79%).

11 anos de Allianz Parque. Nesta semana, o Allianz Parque, também conhecido como estádio do Palmeiras, completou 11 anos de muitos shows, eventos e alguns jogos, rs. Só em 2024, o estádio arrecadou R$ 240 milhões à parte da bilheteria dos jogos do Palmeiras. O maior público até agora? O show de Taylor Swift em 2023, com 49.596 espectadores.

O Raio-X da Vida Real. Pela primeira vez na história, um estudo se propôs a estudar os hábitos de consumo, estilo de vida e relacionamentos de pessoas envolvidas com o crime, especificamente com o tráfico de drogas, para entender a dinâmica social por trás da estruturação de circuitos criminosos. A iniciativa é do Data Favela, importante central de pesquisas que vem desmistificando e trazendo luz para uma parte considerável da sociedade que, muitas vezes, acaba esquecida nos relatórios. Vale muito a pena conferir!


ESTA É NEW: Amerilu ou Magaricanas?

Dois reais de desconto na Black Friday ou um feat misterioso? 

No mês de uma das maiores datas comerciais, Americanas e Magalu se uniram em uma parceria inédita.

O objetivo é complementar portfólios, integrar operações online com lojas físicas, ampliar o alcance de ambas as marcas e, claro, fazer frente a uma concorrência cada vez mais acirrada nesse setor — como Casas Bahia e Mercado Livre, que lançaram algo parecido em outubro deste ano.

Assinado na terça-feira, o acordo já está valendo: a partir desta semana, a Americanas já está vendendo no site do Magalu e, nas próximas semanas, o Magalu também vai abrir sua lojinha no marketplace da Americanas.

“Essa parceria nasce da complementaridade das operações e da força de duas marcas reconhecidas e amadas pelos clientes, para ampliar conveniência, sortimento e velocidade de entrega. Mais uma vez, priorizamos a melhor experiência de compra ao nosso cliente, indo aonde ele está.”
— Fernando Soares, CEO da Americanas

Por enquanto, a união conta com um grupo piloto de 50 lojas físicas da Americanas, em 15 capitais brasileiras, mas o plano é expandir rapidamente.

Até dezembro (que, não sei se você percebeu, mas já está a praticamente a uma semana daqui), o objetivo é integrar todas as lojas físicas da Americanas, oferecendo mais produtos, mais alcance e entrega ship from store para um público bem maior.


PREVISÃO DO MERCADO: As tendências de marketing para 2026, segundo o Kantar

O quase-fim do ano é nossa época preferida. Pelas confraternizações, recesso e comidas com uvas-passas? Sim, mas também pela chegada dos materiais de tendências que vão guiar nossas decisões no próximo ciclo, como o Marketing Trends 2026 do Kantar.

Já consolidado no mercado e no Bizi (clique aqui para conferir as previsões para 2025 e 2024), vamos pular a apresentação do material para ir direto ao ponto: se 2025 inaugurou de vez a chegada da inteligência artificial generativa nos nossos trabalhos, no próximo ano, nenhuma decisão passará ilesa a ela

Compreender a tecnologia e saber aplicá-la para ter mais resultados no marketing agora faz parte das skills dos CMOs e, não, não tem mais volta e/ou pra onde correr, além dos braços metálicos e metafóricos de um chatbot.

São muitos pontos e dados, mas fizemos um resuminho Bizi pra você:

Confira 5 das 10 tendências apresentadas nessa edição do Kantar Marketing Trends:

1. Agentes de mudança: da atenção à intenção

2026 será o ano de ver os agentes de IA em escala, um cenário onde marcas precisam incluir a IA de vez na jornada de compra.

  • 24% dos usuários de IA já utilizam assistentes de voz, chatbots ou assistentes de compras.
  • 3 em cada 4 consumidores confiam em recomendações dadas pela IA diaria ou semanalmente.
2. Dados sintéticos, públicos aumentados

No mesmo ritmo que os dados sintéticos oferecem mais precisão, velocidade e escalabilidade, eles exigirão testes mais rigorosos, novas habilidades e infraestrutura.

  • Dados sintéticos do próprio Kantar já oferecem 94-95% de precisão em comparação com os dados reais.
3. Treatnomics: a cultura dos pequenos prazeres

Já ouvimos sobre essa tendência antes: a economia dos pequenos prazeres estará em alta em 2026. Segundo o Kantar, “a Treatonomics busca injetar otimismo e controle por meio de pequenos prazeres” como um antídoto para a volatilidade econômica.

  • Inclusive, 36% dos consumidores dizem que estão dispostos a contrair dívidas de curto prazo para gastar com coisas que apreciam
4. Os creators precisam conquistar seu lugar na tabela de eficácia de marketing

O principal desafio da creator economy em 2026 será equilibrar a autonomia dos creators com o alinhamento entre marca e conteúdo.

  • De fato, 61% dos profissionais de marketing pretendem aumentar seus investimentos em conteúdo de criadores em 2026.
  • Segundo o estudo, ideias coerentes e multicanal são 2,5 vezes mais importantes para o sucesso de campanhas do que há uma década, mas só 27% do conteúdo produzido por esses criadores está fortemente ligado à marca.
5. As microcomunidades se tornam uma força importante no marketing de mídia social

Enquanto o engajamento amplo se torna cada vez mais caro e menos eficaz, as microcomunidades só crescem. Para os fãs, elas oferecem pertencimento, credibilidade, conexão genuína com a marca e relacionamento; já para as marcas, elas oferecem resultados expressivos a partir de tudo isso.

  • Na China, berço de muitas tendências sociais, marcas que utilizam plataformas de microcomunidades para compartilhamento de conhecimento alcançaram um ROI de marketing 25% maior.

Para conferir outras 5 tendências, que vão da inteligência criativa com IA ao retail media, é só acessar a página do Kantar Marketing Trends 2026 e baixar o material completo.


VIEW E REVIEW: Tudo o que rolou enquanto você estava muito Bizi (ou pensando no feriado) para acompanhar as notícias

Hadiya. O Boticário ingressou no mundo da perfumaria árabe com a marca Hadiya, o maior investimento da história (50% maior que a média de outros lançamentos) e um teaser que, olha só, foi feito com imagens geradas por IA. Segundo a empresa, o objetivo é trazer o conceito da alta perfumaria árabe, comunicando sofisticação e exclusividade.

Aulão de IA. Sabe quando a intenção é boa, mas a execução nem tanto? Foi mais ou menos isso que aconteceu com o aulão de IA no estádio Mineirão, organizado pelo governo de Minas Gerais, para cerca de 20 mil estudantes, na quarta-feira (19). Com o Google Gemini como parceria, o objetivo era ampliar o conhecimento de alunos e professores sobre a IA e, segundo o jornal O Tempo, entrar para o Guinness Book com o recorde de maior aulão de IA ao vivo. Mas uma pancadaria generalizada entre os alunos, ainda sem motivo confirmado, atrasou o início da aula e acabou sendo a maior notícia a partir do evento.

2026 tem Copa. Com o próximo ano chegando, os brasileiros só pensam nela: a Copa do Mundo FIFA 2026, o maior evento do futebol masculino. O Resenha Digital Clube em parceria com o Data-Makers mapearam fãs do esporte para descobrir as personalidades mais comentadas, além de consumo de mídia e relação com marcas. 

Resoluções da COP30. A conferência da ONU sobre as mudanças climáticas chegou a um rascunho da carta final de propostas na quarta-feira. As ações incluem limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC e fortalecer o Fundo de Perdas e Danos, garantindo que comunidades atingidas por desastres climáticos tenham acesso simplificado aos recursos.

Entendendo o consumidor. Também nesta semana, a Futurebrand inaugurou um núcleo de estudos sobre o comportamento do consumidor, dedicado a realizar pesquisas, analisar tendências e trazer insights a partir de abordagens proprietárias e referências do mercado. De acordo com Estela Brunhara, líder da área, o objetivo é “decifrar o consumidor por meio das marcas e as marcas por meio dos consumidores.”

Chega de tarifaço. Semana de feriado só poderia ficar melhor com essa notícia: em um decreto assinado ontem (20), Trump suspendeu as tarifas de 40% aos produtos importados do Brasil. No decreto, o presidente dos EUA menciona a ligação telefônica com Lula, “durante a qual concordamos em iniciar negociações”, mas a comemoração pelo acordo é unilateral (pelo menos, assim esperamos).

FRAMEWORK: A geração Z é a que tem mais educação e menos autonomia financeira 

Vamos falar mais um pouco sobre a geração Z? 

Enquanto muita gente ainda pensa nessa geração como crianças, a GenZ já tem seus vinte e poucos, seus próprios conflitos com o trabalho (como sabemos bem) e a maior taxa de educação entre todas as gerações, mas também a menor autonomia econômica.

De acordo com um estudo do Banco Mundial, esse é quase um paradoxo. Mesmo com o aumento da escolaridade e a diminuição da taxa de pobreza entre a geração, sua capacidade de formar famílias e acumular riquezas não acompanhou essa melhora.

Para o economista sênior da Prática Global de Pobreza e Equidade do Banco Mundial, Hernan Winkler, isso se deve a um conjunto de fatores.

Segundo ele, os retornos da educação em termos de ganhos também diminuíram: 3 em cada 4 jovens de 15 anos não dominam habilidades básicas de matemática, por exemplo, o que reduz seu potencial de ganhos.

Principalmente na América Latina, os desafios envolvem:

  • Empregos de baixa qualidade;
  • Alta proporção dos chamados “ninis”: nem estudam, nem trabalham;
  • Impacto da automação de IA, que elimina os primeiros degraus da experiência de trabalho.

Tudo isso limita o desenvolvimento de habilidades e a capacidade de acumularem riqueza. Segundo o Bloomberg Linea, “a capacidade da geração Z de enriquecer depende cada vez mais de sua capacidade de se adaptar às novas demandas do mercado”.

Do outro lado da moeda, essa geração também presencia e se beneficia de novos mecanismos de riqueza e diversificação de renda, como os ativos digitais. 

De acordo com Glen Steward, fundador da Steward Investment Capital, esses novos mecanismos deram origem a um tipo de riqueza totalmente novo, em uma idade muito mais jovem, inclusive.

Mas a principal diferença é que, enquanto as gerações mais velhas pensavam em acúmulo de capital, para a geração Z a riqueza está muito mais relacionada à liberdade, flexibilidade e propósito. Ou seja, experiências, sustentabilidade e considerar o impacto em vez de retorno vai muito além de uma poupança cheia.


🤏 Bizi — pós-feriado, mais levinho e contido, para não interferir no ritmo de descanso que já se instaurou na sua semana — entregue. Agora pode voltar para as suas demandas, ou direto para o seu final de semana. Até semana que vem!

data nossa de cada dia:
COMPARTILHE:

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

    Confira nossos outros conteúdos


    lançamentos e novidades da semana, otimismo dos brasileiros, adoção de IA, Tiny Desk Brasil e mais.
    última news:

    Você está otimista quanto ao futuro?

    IA da Meta, Keeta no Brasil, compra da Warner e muito mais
    view e review:

    Tudo o que rolou na semana enquanto você estava muito bizi para acompanhar…

    54% dos brasileiros estão otimistas com a economia 
    data nossa de cada dia:

    54% dos brasileiros estão otimistas com a economia 

    Adoção de IA nas empresas ainda está abaixo do esperado
    deu ruim:

    Adoção de IA nas empresas ainda está abaixo do esperado

    Estreou o Tiny Desk Brasil 2026 
    não é cinema, mas é hype:

    Estreou o Tiny Desk Brasil 2026 

    6 mitos sobre a IA e dados que os contestam.
    esta é new!:

    6 mitos sobre a IA e dados que os contestam

    73% das pessoas têm medo de que seus prompts vazem.
    data nossa de cada dia:

    73% das pessoas têm medo de que seus prompts vazem

    As cervejas zero no Carnaval.
    put@ case, meo:

    As cervejas zero no Carnaval

    Tudo o que rolou na semana enquanto você estava muito bizi (ou pulando Carnaval) para acompanhar…
    view e review:

    Tudo o que rolou na semana enquanto você estava muito bizi (ou pulando Carnaval) para acompanhar…

    A cura pra sua ressaca de news
    última news:

    A cura pra sua ressaca de news