última news: Por que mudar?

bizi | 05.09.25

Não somos a favor da mesmice, muito menos da estagnação. Mas é sempre bom saber o que motiva as mudanças do mercado, não é mesmo? No Bizi de hoje, te contamos todos os detalhes sobre o novo slogan da Nike, lojas físicas na Black Friday, a chegada da GeTV, jogo da NFL no Brasil e muito mais. Vem conferir!


WOW: Just do it agora é Why do it?

Enquanto existem marcas que ainda estão pensando se devem se comunicar com a geração Z e como fazer isso, a Nike mudou seu slogan super-consolidado só por causa dela.

A nova assinatura da Nike agora é “Why do it?” — sim, uma pergunta, que a marca responde com muito cuidado e estratégia no novo vídeo manifesto

  • Just do it: um convite (mas no imperativo) para tentar, continuar, dar seu máximo
  • Why do it?: conexão com jovens atletas em sua realidade. De acordo com o Clube de Criação, a proposta da nova assinatura é mostrar que “grandeza é uma escolha, não um destino”.
“‘Just Do It’ não é apenas um slogan, é um espírito que pulsa em cada batida do esporte. É a crença de que, juntos, podemos inspirar, unir e nos elevar além do que imaginávamos possível. Com ‘Why Do It?’, estamos reacendendo essa chama para uma nova geração, desafiando-os a dar o primeiro passo com coragem, acreditar no próprio potencial e descobrir a grandeza que surge no momento em que decidem começar.”
— Nicole Graham, evp & chief marketing officer da Nike

Vale lembrar que a campanha “Just do it” foi lançada em 1988 e resistiu a diversas transformações de marca, inclusive a chegada de novas gerações como consumidores.

Mas nem precisamos dizer que, com a chegada da GenZ, algumas (muitas) fórmulas não funcionam mais.

Uma das mensagens principais, ao final do vídeo, é “você pode dar tudo de si e mesmo assim perder”. Então, o slogan tradicional volta, como aquele último fôlego do treino: “simplesmente faça”

Por fim, a Nike não quer abrir mão de tudo o que a marca acredita e construiu até aqui — até porque o vídeo, com atletas globais da Nike (inclusive os brasileiros Vini Jr. e Rayssa Leal), segue o mesmo padrão visual dos últimos: alta performance combinada com momentos de reflexão e até mesmo dúvida.

Mas, ao invés de esperar que os jovens comprem essa ideia de graça, a marca se prestou ao trabalho de adaptar a mensagem e explicar para a nova geração o que eles querem dizer com tudo isso. Com “Why do it?” a marca agora incentiva que a geração encontre sua própria motivação e continue simplesmente fazendo.

Um ótimo exemplo para quem ainda está na primeira frase desta editoria.

O que achou da mudança? 


DATA NOSSA DE CADA DIA: Retorno da loja física e TV na Black Friday 2025

Recentemente, trouxemos para o Bizi um estudo sobre a Black Friday 2025, mas agora, conforme a data se aproxima, mais insights vão chegando sobre a data.

É o caso do Stefanini Group, que junto de especialistas da W3haus Haus e Gauge, lançou um estudo com análise de comportamento e estratégias para orientar os negócios na próxima Black Friday.

De acordo com o head de growth e CRM da Gauge, Raphael Rotta, este ano conta com a entrada e valorização de novas categorias, principalmente de menor ticket médio.

Ao invés de eletrônicos (-5 pontos percentuais em comparação com o ano passado), como era a proposta da data em sua chegada ao Brasil, neste ano vemos maior pretensão de compras do cotidiano, traduzida em itens como roupas (+7 p.p.), produtos de beleza (+7 p.p.) e perfumaria (+5 p.p.).

Mesmo assim, as previsões do estudo apontam para um gasto médio por pessoa de R$ 808.

Especialistas por trás do estudo adiantam que 2025 apresenta muitas mudanças no comportamento do consumidor. Segundo os insights, ele está mais planejado, multicanal e exigente

“Estamos diante de um consumidor mais maduro, que aprendeu a pesquisar com antecedência, a usar múltiplos canais e a buscar não apenas preço, mas também benefícios agregados como cashback, cupons e conveniência.”
— Amanda Gasperini, diretora de crescimento da Gauge

E por falar em conveniência, um dos pontos que mais chamou nossa atenção no estudo é justamente a ascensão das lojas físicas e a volta da TV nas preferências do público.

De acordo com o estudo, isso tudo revela não uma troca, mas um equilíbrio entre canais

É interessante observar que todas as gerações passam pela loja física, mesmo que de formas diferentes:

  • Consumidores mais velhos tendem a realizar todo o processo nelas;
  • Enquanto isso, jovens de 15 a 28 anos pesquisam online, mas usam o PDV para validar suas escolhas.
Se, de um lado, lives e influenciadores oferecem cada vez mais credibilidade e interatividade, do outro, o ponto físico se mantém como o local certo para experimentar produtos e fechar a compra.

Inclusive, segundo o estudo, essa é uma oportunidade para o varejo nacional ganhar de volta os consumidores que foram capturados pelos marketplaces asiáticos. Nada mau, não é mesmo?

E aí, essa mudança te traz mais preocupação ou tranquilidade? Suas estratégias conversam com esse novo comportamento de consumo?


ESTA É NEW: A GeTV chegou

Ontem, durante a estreia oficial de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira de futebol masculino, quem também estreou foi a GeTV, novo canal da Globo pensado especialmente para o digital — e para competir com certos canais digitais.

Já havíamos citado a GeTV antes aqui no Bizi, no início do mês de agosto, quando a iniciativa não tinha nem nome, nem elenco confirmado, apenas uma promessa certeira: trazer o público jovem para o canal oficial de esportes da Globo e, claro, conquistar uma parte (ou o todo) da fatia de mercado que a CazéTV abraçou.

Fato é que a GeTV estreou ontem, com transmissão ao vivo pelo YouTube, do primeiro jogo da nossa seleção com o novo técnico, no Estádio do Maracanã.

(De quem foi o pé quente, não sabemos, mas o resultado foi 3 x 0 para o Brasil, em cima do Chile. Ou seja, já está liberado sonhar com o hexa novamente. 🇧🇷)

Alguns pontos chamam a atenção no planejamento da quase-nova emissora:

Audiência conectada

Um dos pontos principais desse lançamento não é fazer o seu tio, consumidor dos jogos de domingo à tarde depois do Domingão com Huck, migrar do sofá para a mesa do computador. Eles querem conquistar o público que já está acostumado com esse formato.

Parte deles está na CazéTV, claro, mas também vale lembrar que a Disney+ tem sua parceria com a ESPN (que transmite a NBA), assim como a HBO Max com o TNT Sports (que transmite a Champions League).

Ou seja, mesmo que o alcance do canal de Casimiro Miguel seja enorme, os espectadores estão espalhados pelo digital.

Tanto é que a GeTV já firmou também uma parceria com o TikTok para transmitir alguns jogos ao vivo, mas também conteúdos de bastidores e melhores momentos em tempo real.

Tom descontraído 

Palavrão ao vivo — pode isso, Arnaldo? Agora, pode. 

Para se aproximar desse público, que já está na internet, o canal está apostando em uma linguagem mais descontraída e informal, com brincadeiras e até palavrões. Do jeitinho que os torcedores online estão acostumados.

Por isso também, a Globo trouxe um elenco coerente com a proposta:

“Vieram para o grupo Mariana Spinelli, que será hostess do canal junto de Fred Bruno, que já é apresentador do Globo Esporte, além de Bruno Formiga, Luana Maluf, André Balada como comentaristas. Para a narração, o Ge TV terá Jorge Iggor, que terá o apoio das repórteres Sofia Miranda e Jordana Araújo.”
— Meio & Mensagem

Começando agora, mas mirando lá em cima

A GeTV começou de forma ousada ontem e pretende continuar assim. Hoje mesmo, dia 5, o canal transmite o jogo da NFL no Brasil, entre Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers (daqui a pouquinho, falamos mais sobre esse hype).

O novo canal vai transmitir os jogos internacionais (aqueles que acontecem fora dos EUA) e também alguns jogos regulares. Além disso, a Globo já confirmou que o canal vai exibir o Super Bowl em fevereiro de 2026, a grande final dessa temporada.

E, claro, não tem como não destacar também que as cotas de patrocínio para anúncios já na estreia ficaram entre R$ 15 e R$ 40 milhões. Uma ótima forma de capitalizar o entretenimento gratuito.

O que achou da novidade? 

+ Mesmas marcas, novos produtos: 

Nesta semana, a Vogue Brasil anunciou o lançamento da Dogue, uma revista real, com conteúdo de moda e lifestyle, mas do universo pet. A revista já existe nos EUA e chega ao Brasil com a mesma proposta: falar de bichinhos fofinhos, pets de famosos e conteúdo informativo sobre esse universo, como adoção e proteção animal. “Por que não celebrar também nossos melhores amigos sob um título simpático e tão nosso?” (Vogue Brasil). 

Depois de revolucionar o mercado do transporte de carros, a Uber agora mira nos trens. Junto da startup Gemini Trains, a empresa quer criar uma linha que ligue Londres a outros grandes centros da Europa, como Paris, Bruxelas e Lille. Assim como nos carros, a proposta é oferecer uma experiência premium, com conforto, tecnologia e praticidade. 


NÃO É CINEMA, MAS É HYPE: NFL no Brasil 

Olha como as notícias do Bizi dão voltas: inauguramos essa editoria, “não é cinema, mas é hype”, em janeiro de 2024, falando sobre o efeito Taylor Swift sobre voos e o Super Bowl que seu namorado Travis Kelce acabou conquistando.

Hoje, voltamos para falar como o jogo da NFL no Brasil, entre Kansas City Chiefs (time de Kelce) e Los Angeles Chargers está movimentando o mercado. Tudo isso uma semana depois de Taylor e Travis anunciarem seu noivado e baterem recordes de engajamento nas redes. Poesia moderna para a sua sexta-feira.

O quase jogo de estreia dessa temporada da competição acontece hoje, entre esses dois times, não no país da National Football League, mas aqui, na Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo–SP. Quase estreia porque, na verdade, a temporada 2025/2026 começou ontem (4), com o Philadelphia Eagles recebendo o Dallas Cowboys em casa.

Mas, voltando ao Brasil, o sucesso é inegável:

  • A previsão é de que o jogo movimente R$ 330 milhões na economia local;
  • O primeiro lote de ingressos esgotou em apenas 4h após o início das vendas. Hoje, game day, todos estão esgotados;
  • No ano passado, uma partida da NFL também na Neo Química Arena, gerou impacto econômico de US$ 61,9 milhões;
  • 47 mil torcedores assistiram à partida presencialmente em 2024. Para este ano, a expectativa de Gustavo Pires, presidente da SPTuris, é superar esses resultados.

Esse sucesso inegável já era previsto:

“Segundo um estudo do Ibope Repucom, 35% da população brasileira é fã de futebol americano. São 41 milhões de pessoas – um aumento de 310% em relação a 2014. Isso faz do Brasil o terceiro maior mercado de fãs da NFL, atrás dos Estados Unidos e do México.”
— Forbes

Assim, o jogo da NFL no Brasil virou uma verdadeira campanha, não apenas um evento pontual. Algumas das ações são:

  • Ativações em toda a capital paulista e também no RJ;
  • Loja oficial, NFL Shop, no Shopping Morumbi;
  • Mini eventos, como watch parties, exposições especiais e até uma corrida de rua.
“Estamos muito animados em trazer novamente a NFL para nossos apaixonados fãs de esportes no Brasil. A liga desembarca em São Paulo com eventos e ativações durante toda a semana, preparando o cenário para o histórico confronto entre Chiefs e Chargers. Queremos dar continuidade ao incrível momento da NFL no país, fazendo o esporte crescer em todos os níveis no Brasil.”
— Luis Martinez, General Manager da NFL Brasil

Como você viu aqui em cima, o jogo de hoje será exibido na GeTV, mas também na CazéTV (ambos gratuitamente no YouTube), na TV aberta pela RedeTV! e nos canais fechados sportv, ESPN e Globoplay. 

Afinal, somos realmente o país do futebol — até esse, que se joga com as mãos.

Vai assistir à partida hoje? Depois conta pra gente o que achou dessa estratégia bem brasileira.


❓Depois de tantas boas novidades, acho que vamos mudar a pergunta inicial para “por que permanecer igual?”. Afinal, a cada edição voltamos com insights diferentes — apesar de igualmente quentinhos e relevantes. Bom final de semana e até a próxima news!

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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