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bizi | 26.08.25

Bizi 257: The New York Times, economia circular no Brasil, prioridades das gerações Z e Boomers, guia de publicidade para bets e muito mais

Longe de nós te obrigar a fazer algo, mas se você está lendo esse texto, é porque topou nosso convite (/intimação). Prometemos compensar com insights quentinhos sobre a nova campanha do The New York Times, números da economia circular no Brasil, prioridades das gerações Z e Boomers, guia de publicidade para bets e muito mais. Vem conferir!


Antes da news, uma pausa para reconhecer as conquistas do Dream Team.

Recentemente, a Cofundadora e COO da Layer Up, Leticia Previatti, foi reconhecida pela Cloudez como uma das 100 Profissionais Digitais mais influentes do Brasil! 

(E, aqui entre nós, quem a conhece sabe que todo o bom humor, comprometimento, ambição e generosidade que ela tem realmente influencia quem está à sua volta.)

Essa lista seleta é feita a partir da avaliação de profissionais do mercado digital que carregam a inovação, comprometimento e expertise em seus nichos de atuação, além de indicações feitas por outros profissionais e clientes da Cloudez.

Como a própria empresa aponta, “essa é a prova de que juntos seguimos fortalecendo e valorizando o mercado digital”.

Para saber um pouco mais sobre esse Top 100 e conhecer os outros 99 nomes que acompanham nossa COO, é só acessar essa página.

Em tempo, parabéns pela conquista, Le! Você merece muito! Ter você entre nossos leitores (e idealizadores, promotores, torcedores… enfim, a lista é longa) é uma honra! 💖


PUT@ CASE, MEO: The New York Times e o consumo de notícias contra o mundo

A mais recente campanha do jornal The New York Times quer incentivar seus leitores a consumirem mais notícias para entenderem o próprio mundo.

“It’s Your World To Understand”, produzido pela agência independente Isle Of Any, apresenta o TNYT como parte de momentos de descoberta na vida de seus consumidores ao redor do mundo.

A ideia é mostrar que o jornal permite que elas se envolvam e se aprofundem com os assuntos que mais gostam — todos presente no periódico.

“Existe um senso sutil hoje em dia de que, às vezes, pode parecer que o mundo está acontecendo com a gente. Existe esse consumo passivo de notícias e não é algo muito bom. Gostamos da ideia de mudar isso do passivo para o ativo.”
— Laurie Howell, cofundadora da Isle of Any

Outro ponto interessante da campanha era o objetivo de mostrar que os consumidores se sentem próximos do Times, como em uma relação pessoal.

Vale lembrar que além das notícias tradicionais, o TNYT também traz esportes, gaming, culinária e outros conteúdos sobre lifestyle e os chamados “passion points”, se tornando bem presente na rotina do público.

“Ficamos muito inspirados quando conversamos com nossos assinantes mais engajados sobre como usam o Times. Eles falam sobre como o jornalismo do Times aparece ao longo do dia deles, durante o ano, durante suas vidas. Gostamos da ideia de dar vida a esse valor pessoal e relevância para uma audiência maior que pode não entender ou ter ciência de nossa oferta completa.”
— Amy Weisenbach, CMO do The New York Times

Em tempos de buscas com IA, pesquisas simplificadas e, sinceramente, pouco aprofundamento sobre tudo, ler notícias na íntegra, checar fontes e consumir esse conteúdo, seja qual for o formato, é quase um ato corajoso.

+ Outras campanhas de destaque da semana:

A polêmica campanha da startup de telemedicina Ro com ninguém menos que Serena Williams levantou discussões antigas e ainda relevantes sobre a pressão estética. 

Segundo o cofundador e diretor de produto da empresa, Saman Rahmanian, a escolha da atleta foi estratégica para mostrar que usar esse tipo de medicamento não é um “atalho”, mas um complemento ao esforço: “ninguém jamais diria que ela não tem força de vontade”. Mas na realidade, repercutiu mal para alguns públicos e até ampliou a polarização sobre o tema. 

KitKat e Spotify se uniram para quebrar o loop da falta de novidade nas playlists.

Na campanha “Break The Loop”, os consumidores são direcionados para trilhas sonoras personalizadas no Spotify, criadas de acordo com o comportamento dos usuários e com músicas inéditas para cada um, a partir das embalagens do KitKat.


DATA NOSSA DE CADA DIA: Números da economia de moda circular no Brasil

O dia 25 de agosto, vulgo ontem, também é conhecido como Dia Mundial do Second Hand (segunda mão, no nosso PT-BR).

Como o nome já diz, a data é celebrada para incentivar o consumo circular, que nada mais é do que passar peças usadas para a frente e priorizar o mesmo modelo na hora de adquirir novas peças.

Mas nem precisaríamos explicar tanto porque, de acordo com dados do Sebrae, no Brasil já estamos bem acostumados com a economia de moda circular:

  • Nosso país conta com 118 mil brechós ativos. Nos últimos 5 anos, esse número cresceu 31%;
  • Na última década, o setor teve um crescimento de 210%;
  • A projeção de mercado para este ano é de R$ 24 bilhões.
Para o Sebrae, esses números são símbolo de uma transformação estrutural na forma como as pessoas consomem a moda.

Ainda segundo o ThredUp Report, no mundo todo, o second hand promete atingir US$ 367 bilhões até 2030 — isso é 5x mais que a moda tradicional!

Essa inversão aparece porque, cada vez mais, os consumidores estão mais conscientes sobre o impacto de suas escolhas de moda no planeta.

Vale lembrar que essa indústria é uma das mais poluentes do mundo. Desde a escolha e manufatura de matérias-primas à produção e até o descarte incorreto, esse setor consome recursos naturais e aumenta as emissões de CO2.

Todo esse ciclo deixa um déficit dificílimo de compensar: de acordo com a BBC, são 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano.

“Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.”
— BBC

O impacto é tamanho que até as grandes marcas de fast fashion já estão mudando seu posicionamento nesse sentido, como é o caso da H&M, que falamos na última edição.

Voltando ao ThredUp Report:

  • 40% da geração Z no mundo todo já recorre ao second hand como principal opção de compra;
  • 59% dos consumidores ainda disseram que trocariam para esse modelo se os preços das fast fashion subissem mais.

O segredo para expandir ainda mais esse público, segundo a Exame, é apostar na transparência dos processos. Já a gente acredita que tornar esses dados conhecidos também pode fazer uma grande diferença na percepção sobre o mercado.


VIEW E REVIEW: Diferentes gerações, diferentes sociedades

Você sabia que a sua idade tem influência direta na sua visão sobre a sociedade?

Recentemente, a Ipsos lançou o estudo “Dos Boomers à Gen Z: Desafios para as Marcas Entenderem as Gerações no Brasil”, com uma análise sobre como diferentes gerações percebem a sociedade, o consumo e as marcas.

De acordo com Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil, existem dois componentes que raramente combinamos quando estudamos as gerações: 1) a idade, de fato, e 2) o tempo histórico, tão importante quanto.

“É preciso olhar gerações como a colisão entre o tempo biográfico — quer dizer, a vida de um ser humano e de um indivíduo — e o tempo histórico. É esse entrelaçamento entre a história social do que estamos vivendo como sociedade e como tendência, com a história individual e o que se passa, principalmente nos anos formativos dos indivíduos, que define a identidade.”
— Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil

Trazendo para as descobertas do estudo, isso significa que o que é primordial para algumas gerações, pode ser secundário ou até dispensável para outras.

Quer um exemplo? 

  • De acordo com a Ipsos, questões sociais não são tão importantes para a Geração Z. Esse grupo se preocupa mais com diversidade e questões ESG;
  • 46% da geração acredita que mudanças na sociedade só acontecerão de fato com uma revolução;
  • Do outro lado, a pauta faz todo o sentido para os Baby Boomers, que se dizem preocupados com crime, violência e corrupção;
  • 88% deles defendem a democracia como sistema ideal de governo.
Na apresentação do estudo, Calliari começa falando que, em breve, vamos encarar uma inversão da pirâmide etária, fenômeno identificado também em outros países.

Até 2035, o número de pessoas com idades entre 60 a 80 anos crescerá 30% no Brasil, enquanto o número de jovens (13 a 29 anos) cairá 7%.

Apesar da chamada “geração prateada” estar ganhando cada vez mais destaque e o incentivo das marcas por parte das consultorias, a Geração Z promete estar no centro dessa narrativa nos próximos anos — lugar ocupado hoje pelos millennials.

“Os 60+ serão responsáveis por uma fatia significativa do consumo, enquanto a Geração Z, mais aberta e sensível ao mercado, definirá as tendências de engajamento e relacionamento das marcas.”
— Dos Boomers à Gen Z, Ipsos

Ou seja, como o próprio nome do estudo diz, o mercado deve ficar dividindo constantemente suas atenções entre esses dois grupos.

De um lado, será relativamente mais fácil. Do outro, um pouco mais desafiador:

  • 68% dos jovens da Geração Z estão dispostos a pagar mais por marcas de que gostam;
  • Em meio aos Boomers, essa porcentagem fica em 51%.

Segundo a Ipsos, o segredo é equilibrar e alternar as mensagens de marca:

  • Para a Geração Z, o foco não é só diversidade e experiências digitais, mas também a necessidade de lidar com o estresse e a sobrecarga de escolhas;
  • Já para os Boomers, o foco permanece na estabilidade, segurança e tradição.

Um pouco estereotipado, mas vale a pena reforçar.

E aí, o que achou desses dados? Já imagina essas prioridades para cada geração?


ESTA É NEW: IAB Brasil lança o Guia da publicidade digital para apostas 

Mais uma editoria para falar de bets aqui no Bizi, mas dessa vez é a regulamentação delas.

O IAB Brasil lançou ontem (25), o Guia da publicidade digital para apostas, com as principais diretrizes para essa prática aqui no Brasil. 

Segundo o instituto, o objetivo é oferecer clareza, segurança jurídica e orientações essenciais para uma comunicação responsável nesse setor em expansão.

“Influenciadores digitais e agências devem adotar uma abordagem ética, transparente e consciente ao promover esse tipo de serviço. As campanhas nas mídias digitais devem sempre ser feitas com cuidado, evitando qualquer tipo de apelo enganoso ou incentivo a comportamento de risco, seja financeiro ou mental.”
— Guia da publicidade digital para apostas, IAB Brasil

Em conformidade com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), o texto prevê pontos como:

  • Identificação e transparência em campanhas;
  • Licenciamento e compliance dos operadores;
  • Proteção de menores e públicos vulneráveis;
  • Responsabilidade social e prevenção de riscos reputacionais;
  • Boas práticas para influenciadores e criadores de conteúdo.

De acordo com a CEO do IAB Brasil, Denise Porto, a publicidade tem papel educativo junto ao público, e no caso das apostas, não é diferente.

Para ela, o guia ajudará na construção de marcas confiáveis e na redução de ofertas irregulares nesse setor.

Agora, o que você acha dessa ação? Vem para melhorar ou é só um cuidado paliativo no contraditório cenário das bets?

Para conferir o guia, é só fazer o download gratuito no site do IAB Brasil.


👋 Tudo esclarecido e regulado, podemos nos despedir da edição de hoje. Esperamos que tenha gostado dessa curadoria e saia desse e-mail com mais ideias e inspirações. Até sexta-feira!

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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