última news: Não é hype, é estratégia

bizi | 22.08.25

Quando uma nova marca chega ao mercado brasileiro ou uma nova estratégia que parece ter muitos resultados para ser verdade surge, muitos podem até achar que não passa de hype; mas a gente sabe que, na verdade, é estratégia! No Bizi de hoje você confere vários casos assim, como a chegada da H&M ao Brasil, buscas com IA melhorando a conversão, dados do marketing de influência, experiência de marca e muito mais.


NÃO É CINEMA, MAS É HYPE: A chegada da H&M no Brasil

Mais uma fast fashion está chegando ao país — e isso vai muito além do hype de influenciadores e celebridades internacionais envolvidas na campanha de lançamento.

A estreia oficial da H&M em terras brasileiras é amanhã, dia 23 de agosto, e além das ativações e estratégias impecáveis da campanha (que a Layer Up descreveu nesse post), resolvemos trazer aqui um outro olhar sobre. 

Caso o mundo da moda não seja um dos seus principais interesses e você não saiba que raios é H&M, aqui vai um resuminho Bizi:
  • A marca sueca foi fundada em 1947, batizada como Hennes, que em sueco significa “delas”. Desde o início, o objetivo era oferecer roupas femininas a preços acessíveis.
  • Duas décadas depois, a marca se uniu a uma pequena rede de roupas masculinas e passou a se chamar Hennes & Mauritz. Alguns anos depois, a já H&M começou a oferecer roupas infantis também, se tornando a fast fashion completa que conhecemos (ou conheceremos) hoje.
  • Atualmente, a rede está presente em mais de 70 países, com mais de 4.300 lojas.
  • A primeira unidade no Brasil foi muito aguardada e com certeza não será a última. A H&M tem planos de expandir no país, começando por São Paulo: até o fim do ano, serão 4 lojas no estado.

E esse abraço ao novo território é cultural, estratégico e com visão de longo prazo.

Desde o primeiro vídeo da marca, a H&M vem comunicando fortemente uma adaptação à cultura BR. Não por acaso, a marca quis explorar a associação entre moda e música.

Mas além da superfície, tem outros detalhes interessantes nessa chegada.

Localização

A escolha do Shopping Iguatemi, na Faria Lima, como ponto de partida é extremamente importante para consolidar o discurso que a marca se propõe aqui: premium, porém acessível.

A H&M sabe que, até o momento, a maioria dos brasileiros que a conhecem e consomem têm um poder aquisitivo mais elevado, já que tiveram esse contato na gringa. Pelo menos na cidade de São Paulo, é provavelmente nesse shopping que você vai encontrar esse público. 

Segundo Andreia Meneguete, professora do hub de Moda e Beleza da ESPM, “não faria sentido estar num lugar onde não fosse reconhecida”.

E também de acordo com Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, “o Iguatemi é estratégico para manter um bom ritmo de vendas. A Zara instalada no shopping está entre as unidades com melhores resultados do mundo”.

Mas também tem o outro lado: a acessibilidade e capilaridade com diferentes públicos. A marca sabe que, para se sustentar a longo prazo por aqui, não pode ser inalcançável. 

Seguindo essa linha, o jornal O Globo apontou que os preços das peças repetem um padrão já conhecido nesse segmento no Brasil, com “calças jeans a R$ 169,90, calças sociais a R$ 139,90 e blusas a R$ 89,90”. 

Por isso também, a marca trabalhou tanta diversidade nesse início. Resta ficar de olho nas próximas estratégias.

Sustentabilidade e assertividade

O diretor criativo da empresa, Jörgen Andersson, disse que a marca nem se considera uma rede de fast fashion, justamente pelos estereótipos. Segundo ele, os quatro fundamentos da H&M são: moda, preço, qualidade e sustentabilidade; e sua produção é assertiva, mas não massiva.

“Somos uma empresa que ama moda e somos rápidos na forma como fazemos as coisas, mas nos apoiamos na sustentabilidade. Se eu posso prever o que você quer, produzir de maneira sustentável e entregar rápido, consigo evitar a superprodução ou a criação de peças que depois teriam que ser descartadas.”
— Jörgen Andersson, diretor criativo da H&M

Também de acordo com Ann-Sofie Johansson, head de design da marca, a empresa quer impactar a própria forma como os consumidores encaram a moda.

“Pensamos em criar produtos de qualidade, que durem por muito tempo, que as pessoas usem, amem e até deem uma nova vida quando não quiserem mais. Isso é projetar para a circularidade. Outro ponto é a escolha de fibras e tecidos mais sustentáveis — reciclados, orgânicos ou de origem responsável. Também repensamos processos de produção, transporte e embalagens, além de investir em inovação, como novas tecnologias de reciclagem de fibras. E queremos inspirar os clientes a cuidar melhor de suas roupas e fazer escolhas mais conscientes.”
— Ann-Sofie Johansson, head de design da H&M

Produção BR e valorização

Por fim, outro ponto interessante é a forma como a H&M está traduzindo todos esses valores para o lado de dentro. 

Desde a estreia, os sapatos que serão comercializados no Brasil contam com design sueco, mas fabricação brasileira. Andersson também disse que, para a marca, nosso país “não é apenas um mercado de vendas, mas também um mercado onde pretendemos produzir”.

Além disso, a primeira loja conta com uma característica marcante: 62 profissionais que trabalharão na escala 5×2.

Do nosso ponto de vista, nada disso é coincidência. 

No momento em que vivemos discussões importantes no país tanto sobre importação, quanto leis trabalhistas, optar por esse caminho também foi estratégico.

São essas ações, mais do que os eventos e ativações, que mostram o desejo da marca de se consolidar integralmente na cultura brasileira: no consumo, na produção e na estrutura social.

E aí, o que achou da chegada da H&M ao Brasil? Gostou da novidade?


VIEW E REVIEW: As buscas com IA e o otimismo das agências

Se você tem um endereço online e trabalha com técnicas de SEO para fazer esse endereço se destacar, a gente sabe que os últimos meses têm sido meio turbulentos para você. 

As buscas com IA chegaram causando muita comoção — e um pouco de desespero, é verdade.

Mas o Ad Age mostrou que, apesar disso, agências como Dentsu, Monks e Wpromote estão otimistas em relação ao novo cenário.

Basicamente, elas descobriram que o tráfego para os sites realmente diminuiu, mas em compensação, os consumidores que chegam até eles através da IA são mais interessados.

De fato, segundo o Search Engine Land, a Profound, que é a primeira plataforma de análise de buscas com IA (AI Search), identificou que:

  • O tráfego do ChatGPT para os sites caiu 52% desde julho;
  • Agora, Reddit e Wikipedia dominam as referências, com 87% e 62%, respectivamente;
  • O tráfego para os sites Wikipedia, Reddit e TechRadar aumentou 53% em apenas um mês.

Porém, segundo as agências, o impacto do tráfego na conversão não foi nada ruim.

Ao invés de baixar, em alguns casos as taxas de conversão aumentaram até 30% em relação ao ano passado, demonstra que a mudança no comportamento de buscas talvez reflita muito mais no topo do que no fundo do funil.

“Isso indica que plataformas de IA podem filtrar os consumidores menos prováveis de comprar com determinada marca, e direcionar outros consumidores que provavelmente vão realizar alguma compra no site.”
— Ad Age

Inclusive, a head de SEO na Dentsu, Rachael Murdoch, traz essa provocação: o tráfego anterior era realmente bom e qualificado ou ele só parecia ser vantajoso, mas não servia de nada? 

Ela ainda acrescenta que as taxas de impressão e conversão continuam boas. Então, será que o problema não está na análise superficial? — e a gente ainda acrescenta que isso se aplica a várias outras métricas por aí. 👀

  • De acordo com uma pesquisa da Similarweb, em parceria com a Semrush, alguns varejistas tiveram até um aumento de tráfego depois das buscas por IA, como Zara e Macy’s.
  • Já de acordo com Linda Cronin, vice-presidente executiva da Monks, os setores que mais declinaram em taxa de cliques são da categoria B2B, justamente porque a jornada de compra é maior.

Diferentemente das ferramentas de buscas tradicionais, em que a resposta exibe um pedaço do conteúdo ou conteúdos complementares ao produto e o restante fica por conta do clique, nas buscas com IA, a resposta teoricamente já traz tudo o que o usuário precisa. Ou seja, nesse caso, o consumidor realmente só entra no site se tem a intenção de compra.

Segundo Linda, é como se a busca por IA filtrasse esses consumidores e direcionasse para o site das marcas só quem realmente está aquecido e preparado para a conversão. Fala sério, quando foi que você pensou que a IA iria quase que organicamente qualificar seus leads?!

“Sim, nós perdemos 15% de tráfego para esses clientes, e poderia ser 30% ou 40%. Mas estamos colocando as coisas no devido lugar e garantindo que vamos aparecer e alcançar os consumidores com alta intenção de compra.”
— Linda Cronin, vice-presidente executiva da Monks

O que achou dessa análise? Você está sentindo essa mudança por aí também?


DATA NOSSA DE CADA DIA: ROI & Influência: 52% dos profissionais enxergam o marketing de influência como parte central da estratégia

Como você mede suas estratégias de marketing de influência?

O estudo ROI & Influência, realizado pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, chegou à sua 6ª edição, com o objetivo de mapear a profissionalização do ecossistema de influência no Brasil e, claro, seus resultados.

Na edição de 2024, algumas das principais descobertas foram:

  • A influência já é vista majoritariamente como importante, mas a dificuldade é mensurar e integrar a estratégia;
  • Para 57% dos profissionais, comprovar o ROI é a principal barreira para investir mais;
  • Por outro lado, empresas com lideranças engajadas fazem até 10x mais ações de influência por ano.

Neste ano, a pesquisa qualitativa foi conduzida com 83 profissionais anunciantes e 104 profissionais de agências. E aqui estão alguns dos principais insights:

De acordo com a pesquisa, “o maior asset do influenciador é colocar o produto em diferentes contextos”.

Trazendo dados do estudo Influência&Consumo, também feito em parceria com a Nielsen, a YOUPIX mostra que 54% dos consumidores adoram saber os produtos e marcas que os influenciadores usam e 80% já adquiriram um produto a partir dessa indicação.

Segundo a YOUPIX, os 3 canais mais estratégicos para trabalhar com influenciadores são:

  • Instagram (98%)
  • TikTok (71%)
  • YouTube (37%)
Mas, apesar do marketing de influência estar crescendo e ganhando porcentagem dentro dos investimentos, a estratégia ainda enfrenta desafios.

Um dos principais problemas é que 15% dos líderes ainda são céticos com relação à influência. E o principal desafio está na mensuração:

  • 50% dos céticos não avalia as campanhas e olha para as ações de forma isolada.
  • Ainda 33% deles nem define métricas e KPIs para avaliar o desempenho do marketing de influência.

De acordo com a pesquisa, as principais barreiras para aumentar os investimentos são:

  1. Quantificar o ROI (53%)
  2. Provar a efetividade do influenciador (48%)
  3. Ter maior transparência nas métricas e resultados (43%)
  4. Planejar estrategicamente as ações (19%)
  5. A liderança da empresa não acredita em marketing de influência (19%)
Segundo a pesquisa, isso se tornou um paradoxo porque, enquanto 2 em cada 5 profissionais sentem falta de dados além de impressões e engajamento, o mercado continua trabalhando com métricas superficiais, como views e engajamento.
  • Alcance e engajamento de posts feitos por creators é a principal métrica utilizada, tanto por anunciantes (90%) quanto por agências (54% alcance e impressões; 80% engajamento).

Para a YOUPIX, a mensuração real é a chave para aumentar os investimentos e incentivar mais marcas a buscarem creators. De acordo com a consultoria, dá para medir:

  • Taxas como share of voice, share of market e share of mind;
  • Mudança no sentimento das menções à marca e no que as pessoas buscam sobre ela;
  • Número de cadastros no site ou e-mail;
  • Número de pessoas diferentes falando sobre a marca;
  • Mudança na base de seguidores em redes sociais e muito mais!

O estudo completo tem 85 páginas e muitos outros insights interessantes para entender esse mercado, comprovar seu potencial e passar a acreditar, finalmente, no poder da influência — mas aí teríamos que ser menos Bizi para trazer tudo isso para a news.

Se quiser conferir outros dados e descobertas sobre marketing de influência, é só fazer o download da pesquisa no site da YOUPIX.


FRAMEWORK: Kantar: 75% do impacto da marca vem de experiências e não de mídia paga 

Em uma análise recente, a Kantar comprovou o que muita gente já suspeitava: a experiência de marca é o que realmente causa impacto nos consumidores.

Depois de analisar mais de 10 mil marcas, a consultoria descobriu que 75% do impacto no branding é moldado por “interações diretas com a marca, boca a boca e experiências cotidianas”. Somente 25% dessa construção é resultado de mídia paga.
  • De acordo com Juliana Honda, diretora de CX e inovação da Kantar Brasil, marcas percebidas como “diferentes”, como a Netflix, têm 4x mais chances de crescer.
  • Essa diferenciação permite atrair novos consumidores e até cobrar mais.
  • Em apenas dois anos, marcas que melhoram sua experiência têm 2,5x mais chance de aumentar sua participação de mercado.

Segundo a Kantar, marcas fortes são um resultado de diferenciação com relevância, experiência do cliente e compreensão de cada ponto de contato.

Para isso, a consultoria sugere um framework com 6 passos em 2 frentes: significado e diferença. 

1. Para gerar significado:

  • Cumpra as promessas de marca de forma consistente;
  • Torne a experiência fluida e agradável;
  • Crie conexão emocional com o público.

2. Para gerar diferença:

  • Seja autêntico e fiel aos valores da sua marca
  • Ofereça exclusividade de verdade: o que só você oferece?
  • Crie momentos memoráveis e inspire seu público.

Para Juliana, se a marca não oferece experiência, ela compete só por preço e conveniência. E vimos na edição anterior que depender só dessa motivação pode afastar os consumidores.

E então, você já está cumprindo as etapas desse framework?


🤔 Quando o Bizi chega na sua caixa de entrada no fim da semana, com insights para te deixar 1) em dia com o que rolou e 2) refletindo sobre o que ainda pode acontecer a partir daqui, também é estratégico. Nos vemos na próxima semana, com mais Bizi e, com certeza, mais boas estratégias.

não é cinema, mas é hype:
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Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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