bizi | 19.08.25

Em um mercado cercado por tecnologia, os consumidores estão sentindo falta de um fator extremamente humano: a alegria de comprar. Mas se apresentamos o problema, também trazemos as soluções. No Bizi de hoje você vai ver como incluir mais diversão nas suas estratégias, previsões para a Black Friday 2025, novo modelo de mensuração do marketing digital, a sobrecarga mental dos brasileiros e muito mais!

“Comprar online é efetivo, mas será que é divertido?”.
É assim que a Criteo, empresa global de media commerce começa sua provocação sobre o atual cenário do e-commerce.
Segundo a empresa, frequentemente, a conveniência se sobrepõe à excitação na hora de comprar e os consumidores sentem falta disso, da “emoção de encontrarem algo que nem sabiam que estavam precisando”.
Para o estudo “The Spark of Discovery”, a Criteo entrevistou 6.000 consumidores e 600 líderes de marca, e descobriu que 54% dos consumidores querem sentir alegria ao fazer suas compras online. Mas existem alguns obstáculos:
Do lado dos líderes de marca, 84% deles dizem que priorizam essas experiências positivas na interação com os consumidores, mas muitos ainda não conseguem fazer isso de forma prática.
A partir desse ponto, o portal UOL para Marcas cruzou esses dados com tendências da WGSN e trouxe 4 formas de incluir a diversão nas estratégias:
A ideia não é só evocar sentimentos positivos, mas envolver todos os sentidos nessa descoberta.
Faça anúncios interativos, crie experiências imersivas e exclusivas, aposte nos mimos e nos canais alternativos para despertar os sentidos e envolver seus consumidores.
Ainda nas experiências imersivas, vá além e promova diversão com aprendizado real.
Os consumidores querem ter interações significativas com as marcas. Essa é uma tendência que ganha força principalmente com o crescimento da busca pelo offline e analógico.
O bom-humor e até mesmo o absurdo são ótimos elementos para se conectar com o público e diferenciar sua marca da mensagem séria das demais.
Dica bônus: sabe quem é fã e domina essa linguagem? A nossa tão falada geração Z. Nossa dica é que você não somente faça conteúdos assim pensando neles, mas chame essa geração para cocriar e adaptar os discursos.
Se é de diversão que estamos falando, nada como um bom jogo para ativar os sentidos do público e engajá-los com a sua proposta.
A palavra-passe aqui são as experiências, tanto online quanto offline. O importante é que sejam imersivas, interessantes e instiguem o consumidor a avançar fases e buscas recompensas.
Segundo a WGSN, “em meio à crise do tédio, os consumidores estão buscando experiências emocionalmente envolventes que evoquem uma sensação de admiração”.
Já de acordo com Marc Fischli, Diretor Executivo EMEA (Europa, Oriente Médio e África) da Criteo, “marcas que não ‘reinjetarem’ a alegria na jornada de compra correm o risco de desaparecerem por trás de uma experiência transacional e esquecível”.
E, convenhamos, ninguém quer isso, não é mesmo?
Isso tudo tem muito a ver com a cultura kidult, que já falamos aqui no Bizi. Caso queira saber mais, é só acessar esse link.
Na palestra de Spark, no Fórum E-commerce Brasil 2025, a diretora do Pinterest falou justamente sobre a alegria de comprar e de como a plataforma está empenhada em trazer esse sentimento de volta. Para conferir, é só acessar a cobertura do evento aqui.

Como está sua expectativa para a Black Friday 2025?
Uma pesquisa da Globo mostrou o que o consumidor espera da data neste ano e, talvez, o primeiro dado não anime tanto: 43% dos brasileiros têm uma expectativa nem alta, nem baixa para a Black Friday dessa vez.
Mas, ao mesmo tempo, 43% também afirmam que vão aproveitar a data para fazer compras, um bom aumento em relação ao ano passado, com 39%.
E o mais interessante para quem está preparando suas ofertas: somente 17% disseram que não vão comprar, o que significa que 40% ainda estão indecisos — e o que pode convencê-los é uma boa oferta, é claro.

Quando perguntados sobre o que é um desconto satisfatório:
Mais da metade dos pesquisados começam essas buscas com antecedência:
Por fim, sobre os anúncios, o live commerce se destaca na data também.
Para eles, o que mais desperta a atenção nesses momentos é:
E aí, depois desses dados, sua expectativa para a Black Friday 2025 mudou?
A pesquisa ainda conta com insights sobre os produtos mais buscados, antecipação de compras e relação com a publicidade na TV. Se quiser conferir, é só baixar o material nesse link.
Na última edição, falamos sobre o comportamento de consumo no e-commerce, segundo a pesquisa “E-commerce Trends 2026”. Como sabemos que a Black Friday acontece de forma bem intensa no online, vale a pena conferir, caso você não tenha visto ainda.

Como você mede o impacto das suas campanhas? O TikTok, em parceria com a Accenture, quer rever esse processo.
Em um relatório lançado em conjunto e divulgado na Propmark, as empresas partiram de uma pergunta que todo mundo já se fez:
O novo cenário digital apresenta orçamentos mais restritos, jornadas mais fragmentadas, múltiplos pontos de contato e canais descentralizados.
Além disso, plataformas como o TikTok já interferem desde a descoberta de produtos até a decisão de compra. Por isso, é necessário um modelo de mensuração que capte a complexidade dessa jornada.
“O relatório propõe uma metodologia integrada e agnóstica, combinando estudos de incrementalidade, modelos de atribuição e marketing mix modeling (MMM).”
— Propmark
Os principais pontos do novo modelo são:
Métricas como cliques não são suficientes para entender o real impacto do marketing. No TikTok, por exemplo, onde o entretenimento incentiva a descoberta e até compra na plataforma, é necessário focar em causalidade.
Segundo o relatório, assim é possível identificar o ganho que cada ação traz para o negócio.
A incrementalidade é um elemento crucial, segundo o relatório. Ao isolar o efeito das campanhas é possível medir o impacto real sobre faturamento e lucro, por exemplo.
Modelos de atribuição que mapeiam a jornada de consumo e análises macro com o MMM complementam essa abordagem.
Dados de desempenho incremental podem ajudar a redistribuir os investimentos, priorizando os canais e estratégias que estão gerando mais resultados.
Mensurar uma vez não resolve. Por isso, o relatório também sugere um framework de cinco pilares para fazer da mensuração uma ação contínua e transformar insights em ação.
De acordo com o material, essa agenda deve envolver áreas como Marketing, Finanças, Growth e Analytics, começando com ciclos curtos e conectando os dados a decisões estratégicas.
Faz sentido para você? Depois conta pra gente o que achou dessas novas formas de mensuração e se você já faz isso nas suas estratégias.

Recentemente, a Fast Company Brasil reuniu alguns dados impactantes sobre como a sobrecarga mental vem impactando hábitos e até as relações dos brasileiros.
Além dos resultados de campanhas online, o que também se tornou facilmente mensurável hoje é o esgotamento coletivo.
Segundo a Fast Company, isso é incentivado por uma sobreposição de fatores, como jornadas extensas, acúmulo de tarefas e excesso de estímulos, principalmente no digital.
O resultado: uma sobrecarga mental que gera um isolamento quase silencioso, mas progressivo: as pessoas estão buscando por mais silêncio e menos ambientes lotados — e isso inclui as redes sociais.
Como falamos bastante sobre esse tema aqui, achamos relevante trazer essa reflexão também, principalmente depois da curadoria de hoje.
Afinal, para que as marcas performem bem e o marketing seja saudável, quem está por trás delas também merece atenção e cuidados.
Quem também sofre com essa sobrecarga mental são os líderes. Junte a isso uma rotina cheia de cobranças e você tem impactos diretos na saúde física: segundo a pesquisa “CEO Health Wellness Survey”, da Echelon Health, 58% dos CEOs e altos executivos têm maior risco de ter problemas cardiovasculares”. Nesse outro artigo, a Fast Company Brasil falou sobre isso e trouxe mais alertas importantes.
👌 Menos pressão, mais diversão e mensuração na dose certa. Essa receitinha simples pode trazer resultados imensos — não só para as marcas, mas para quem está por trás delas. A eficácia é garantida com o selo Bizi de curadoria e confiança. Até a próxima news!
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