última news: Sua marca diverte ou só vende?

bizi | 19.08.25

Em um mercado cercado por tecnologia, os consumidores estão sentindo falta de um fator extremamente humano: a alegria de comprar. Mas se apresentamos o problema, também trazemos as soluções. No Bizi de hoje você vai ver como incluir mais diversão nas suas estratégias, previsões para a Black Friday 2025, novo modelo de mensuração do marketing digital, a sobrecarga mental dos brasileiros e muito mais!


HOW TO: Incluir mais diversão nas compras online

“Comprar online é efetivo, mas será que é divertido?”.

É assim que a Criteo, empresa global de media commerce começa sua provocação sobre o atual cenário do e-commerce.

Segundo a empresa, frequentemente, a conveniência se sobrepõe à excitação na hora de comprar e os consumidores sentem falta disso, da “emoção de encontrarem algo que nem sabiam que estavam precisando”.

Para o estudo “The Spark of Discovery”, a Criteo entrevistou 6.000 consumidores e 600 líderes de marca, e descobriu que 54% dos consumidores querem sentir alegria ao fazer suas compras online. Mas existem alguns obstáculos:

  • Três quartos dos consumidores (76%) dizem que falta excitação/entusiasmo nas compras online, com quase um terço deles (29%) descrevendo as compras como uma tarefa;
  • Ainda 61% dos consumidores recorrem às compras online somente por conveniência. 36% deles lamentam a falta de “descobertas inesperadas” na jornada online, que é o que traz a alegria das compras;
  • 79% acham o ato de fazer compras online solitário e somente 50% acham essa atividade relaxante ou prazerosa.

Do lado dos líderes de marca, 84% deles dizem que priorizam essas experiências positivas na interação com os consumidores, mas muitos ainda não conseguem fazer isso de forma prática.

A partir desse ponto, o portal UOL para Marcas cruzou esses dados com tendências da WGSN e trouxe 4 formas de incluir a diversão nas estratégias:

1. Invista em experiências multissensoriais

A ideia não é só evocar sentimentos positivos, mas envolver todos os sentidos nessa descoberta.

Faça anúncios interativos, crie experiências imersivas e exclusivas, aposte nos mimos e nos canais alternativos para despertar os sentidos e envolver seus consumidores.

2. Crie mundos lúdicos com compromisso social

Ainda nas experiências imersivas, vá além e promova diversão com aprendizado real.

Os consumidores querem ter interações significativas com as marcas. Essa é uma tendência que ganha força principalmente com o crescimento da busca pelo offline e analógico.

3. Use humor para despertar a alegria estratégica

O bom-humor e até mesmo o absurdo são ótimos elementos para se conectar com o público e diferenciar sua marca da mensagem séria das demais.

Dica bônus: sabe quem é fã e domina essa linguagem? A nossa tão falada geração Z. Nossa dica é que você não somente faça conteúdos assim pensando neles, mas chame essa geração para cocriar e adaptar os discursos.

4. Gamifique os pontos de contato da marca

Se é de diversão que estamos falando, nada como um bom jogo para ativar os sentidos do público e engajá-los com a sua proposta.

A palavra-passe aqui são as experiências, tanto online quanto offline. O importante é que sejam imersivas, interessantes e instiguem o consumidor a avançar fases e buscas recompensas.

Segundo a WGSN, “em meio à crise do tédio, os consumidores estão buscando experiências emocionalmente envolventes que evoquem uma sensação de admiração”.

Já de acordo com Marc Fischli, Diretor Executivo EMEA (Europa, Oriente Médio e África) da Criteo, “marcas que não ‘reinjetarem’ a alegria na jornada de compra correm o risco de desaparecerem por trás de uma experiência transacional e esquecível”.

E, convenhamos, ninguém quer isso, não é mesmo?

+ Continue no tema:

Isso tudo tem muito a ver com a cultura kidult, que já falamos aqui no Bizi. Caso queira saber mais, é só acessar esse link.

Na palestra de Spark, no Fórum E-commerce Brasil 2025, a diretora do Pinterest falou justamente sobre a alegria de comprar e de como a plataforma está empenhada em trazer esse sentimento de volta. Para conferir, é só acessar a cobertura do evento aqui.


PREVISÃO DO MERCADO: Esquenta Black Friday 2025 

Como está sua expectativa para a Black Friday 2025?

Uma pesquisa da Globo mostrou o que o consumidor espera da data neste ano e, talvez, o primeiro dado não anime tanto: 43% dos brasileiros têm uma expectativa nem alta, nem baixa para a Black Friday dessa vez.

Mas, ao mesmo tempo, 43% também afirmam que vão aproveitar a data para fazer compras, um bom aumento em relação ao ano passado, com 39%.

E o mais interessante para quem está preparando suas ofertas: somente 17% disseram que não vão comprar, o que significa que 40% ainda estão indecisos — e o que pode convencê-los é uma boa oferta, é claro.

Quando perguntados sobre o que é um desconto satisfatório

  • 57% dizem que se contentam com descontos de até 50%.
  • Mas a porcentagem de pessoas que buscam descontos maiores que 50% cresceu desde o ano passado: de 39% para 43%.
8 em cada 10 consumidores dizem que, para encontrar um bom preço, é preciso pesquisar muito. O top 3 meios de fazer isso são:
  • 29% — Em sites de buscas (como Google, Bing, etc.)
  • 26,2% — Direto no aplicativo da loja
  • 26,1% — Nas redes sociais

Mais da metade dos pesquisados começam essas buscas com antecedência:

  • 22% começam as buscas 1 mês antes
  • 31% começam as buscas 3 meses antes, ou seja, agora

Por fim, sobre os anúncios, o live commerce se destaca na data também.

44% dizem que tem interesse em conferir conteúdos de live commerce ou programas de TV com descontos da Black Friday este ano. 51% já fizeram isso em anos anteriores.

Para eles, o que mais desperta a atenção nesses momentos é:

  • Preço e condições de pagamento (53%)
  • Conhecer novos produtos e serviços (35%)
  • Entender mais sobre os produtos (32%)
  • Tirar dúvidas sobre o que pretendo comprar (29%)
  • Recomendação do apresentador ou especialista (18%)

E aí, depois desses dados, sua expectativa para a Black Friday 2025 mudou?

A pesquisa ainda conta com insights sobre os produtos mais buscados, antecipação de compras e relação com a publicidade na TV. Se quiser conferir, é só baixar o material nesse link.

+ Previsões e dados do mercado:

Na última edição, falamos sobre o comportamento de consumo no e-commerce, segundo a pesquisa “E-commerce Trends 2026”. Como sabemos que a Black Friday acontece de forma bem intensa no online, vale a pena conferir, caso você não tenha visto ainda.


VIEW E REVIEW: Novas formas de mensurar o ROI, segundo o TikTok e Accenture

Como você mede o impacto das suas campanhas? O TikTok, em parceria com a Accenture, quer rever esse processo.

Em um relatório lançado em conjunto e divulgado na Propmark, as empresas partiram de uma pergunta que todo mundo já se fez:

Se a forma de descobrir novos produtos e comprar online não é mais a mesma, será que a forma de mensurar deve mudar também?

O novo cenário digital apresenta orçamentos mais restritos, jornadas mais fragmentadas, múltiplos pontos de contato e canais descentralizados.

Além disso, plataformas como o TikTok já interferem desde a descoberta de produtos até a decisão de compra. Por isso, é necessário um modelo de mensuração que capte a complexidade dessa jornada.

“O relatório propõe uma metodologia integrada e agnóstica, combinando estudos de incrementalidade, modelos de atribuição e marketing mix modeling (MMM).”
— Propmark

Os principais pontos do novo modelo são:

Modelos tradicionais não funcionam mais

Métricas como cliques não são suficientes para entender o real impacto do marketing. No TikTok, por exemplo, onde o entretenimento incentiva a descoberta e até compra na plataforma, é necessário focar em causalidade

Segundo o relatório, assim é possível identificar o ganho que cada ação traz para o negócio.

Incrementalidade e experimentação

A incrementalidade é um elemento crucial, segundo o relatório. Ao isolar o efeito das campanhas é possível medir o impacto real sobre faturamento e lucro, por exemplo.

Modelos de atribuição que mapeiam a jornada de consumo e análises macro com o MMM complementam essa abordagem.

Otimização inteligente da alocação de recursos

Dados de desempenho incremental podem ajudar a redistribuir os investimentos, priorizando os canais e estratégias que estão gerando mais resultados.

Mindset contínuo e colaborativo

Mensurar uma vez não resolve. Por isso, o relatório também sugere um framework de cinco pilares para fazer da mensuração uma ação contínua e transformar insights em ação. 

De acordo com o material, essa agenda deve envolver áreas como Marketing, Finanças, Growth e Analytics, começando com ciclos curtos e conectando os dados a decisões estratégicas.

“A era do marketing baseado em suposições acabou. Precisamos de uma abordagem que nos permita testar, aprender e otimizar continuamente, garantindo que cada dólar investido em marketing esteja gerando o máximo valor.”
— Carolina Amaral, marketing managing director na Accenture Song

Faz sentido para você? Depois conta pra gente o que achou dessas novas formas de mensuração e se você já faz isso nas suas estratégias.


FRAMEWORK: Os brasileiros e a sobrecarga mental

Recentemente, a Fast Company Brasil reuniu alguns dados impactantes sobre como a sobrecarga mental vem impactando hábitos e até as relações dos brasileiros.

Além dos resultados de campanhas online, o que também se tornou facilmente mensurável hoje é o esgotamento coletivo.

De acordo com pesquisas da BALT Consultoria e do Instituto Locomotiva, esse é um fenômeno que “já está reconfigurando consumo, sociabilidade e até o significado de bem-estar”.
  • 65% dos brasileiros dizem não ter nenhum momento de ócio na semana (Instituto Locomotiva, 2024);
  • 72% sentem que o tempo corre rápido demais (BALT, 2025). 

Segundo a Fast Company, isso é incentivado por uma sobreposição de fatores, como jornadas extensas, acúmulo de tarefas e excesso de estímulos, principalmente no digital.

  • De acordo com o Locomotiva, 79% das pessoas usam redes sociais todos os dias e apenas 14% disseram que têm um momento para “não fazer nada”.

O resultado: uma sobrecarga mental que gera um isolamento quase silencioso, mas progressivo: as pessoas estão buscando por mais silêncio e menos ambientes lotados — e isso inclui as redes sociais.

  • A BALT mostrou que 64% estão saindo das redes por exaustão e 58% evitam aglomerações.
“Se antes descanso e tédio eram vistos como improdutivos, agora são compreendidos como necessários para manter a saúde mental. Essa mudança também redefine o que é aspiracional. O status do acúmulo cede lugar ao valor do espaço mental, físico e na agenda. O que antes era ‘tempo perdido’ hoje é algo raro. Como resume Lucas Fraga, cofundador da BALT, o novo luxo é ter tempo.”
— Fast Company Brasil

Como falamos bastante sobre esse tema aqui, achamos relevante trazer essa reflexão também, principalmente depois da curadoria de hoje.

Afinal, para que as marcas performem bem e o marketing seja saudável, quem está por trás delas também merece atenção e cuidados.

+ Cuidado para quem precisa:

Quem também sofre com essa sobrecarga mental são os líderes. Junte a isso uma rotina cheia de cobranças e você tem impactos diretos na saúde física: segundo a pesquisa “CEO Health Wellness Survey”, da Echelon Health, 58% dos CEOs e altos executivos têm maior risco de ter problemas cardiovasculares”. Nesse outro artigo, a Fast Company Brasil falou sobre isso e trouxe mais alertas importantes.


👌 Menos pressão, mais diversão e mensuração na dose certa. Essa receitinha simples pode trazer resultados imensos — não só para as marcas, mas para quem está por trás delas. A eficácia é garantida com o selo Bizi de curadoria e confiança. Até a próxima news!

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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