última news: Literatura em tempos de IA

bizi | 12.08.25

O mundo está cheio de contrastes, você já sabe — e o Bizi de hoje não está diferente. Nesta curadoria, reunimos só contradições surpreendentemente positivas: cultura de livros no TikTok, IA no atendimento aos clientes, GPT-5 chegando para provar que modelos antigos não são obsoletos, e um público que consome conteúdo o dia todo, mas gosta de comprar à noite. Vem conferir!


ESTA É NEW: O GPT-5 está aqui

Anunciado na última quinta-feira (07), o GPT-5, mais novo modelo da OpenAI, está aqui.

O lançamento chega promissor: respostas mais aprofundadas e precisas, capaz de responder perguntas científicas de nível de doutorado. Mas, ao mesmo tempo, de forma mais natural e humanizada.

O novo modelo

No anúncio oficial, Sam Altman falou de melhorias desde a escrita criativa e elaboração de relatórios até a qualidade do código. De forma geral, ele traz melhor experiência para o usuário.

Uma das principais novidades do GPT-5 é que ele representa o primeiro modelo unificado da OpenAI, capaz de deliberar quando precisa de mais ou menos capacidade. Isso por conta das 3 novas engrenagens:

  • gpt-5-main: respostas mais rápidas a perguntas mais simples;
  • gpt-5-thinking: análise mais profunda que entra em ação automaticamente com perguntas mais complexas;
  • roteador em tempo real: alternância entre as duas anteriores, conforme a interação do usuário.

Além dessa configuração, ele também se adapta ao contexto, nível de conhecimento e localização dos usuários para dar respostas mais relevantes.

“Uma coisa que deixamos claro é que o foco não está na tecnologia porque ela é interessante, mas porque ela nos permite fazer coisas que não podíamos fazer antes. E nossa missão é descobri-la. A IA tem novos desenvolvimentos todos os dias, mas há outras camadas para trabalhar em cada empresa: funcionalidades de negócios. Estamos em uma era incrível porque temos muito a descobrir.”
— Sofía Guidotti, Diretora Geral da Oracle para Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru

Superou expectativas

Segundo a OpenAI, esse é “o nosso melhor sistema de IA até agora” — e não esperamos nada menos de um lançamento, não é mesmo? 

Mas nos testes de benchmarking, o modelo realmente mostrou um bom desempenho:

  • No SWE-bench Verified, o GPT-5 teve 74,9% de acertos em testes reais, ficando em primeiro lugar, praticamente encostado no Claude 4.1, com 74,5%. 
  • Em outro bench, o Humanity’s Last Exam, o GPT-5 Pro aparece com pontuação de 42,0%, atrás do Grok 4 Heavy (versão with tools), com 44,4%.

O Snaq fez um compilado de outros benchs aqui.

Em comparação com os próprios antecessores, o GPT-5 apresentou 45% menos erros factuais que o 4o em perguntas e agora também admite quando não sabe algo.

Não gostei. Devolve? 

Mas, nem tudo são flores: assim que saiu e as pessoas começaram a testar, vieram as falhas e críticas. 

E elas foram motivadas principalmente por um detalhe: o modelo chegou substituindo todos os anteriores, em todos os planos, inclusive gratuito.

Porém, contrariando os testes de benchs que vimos aqui em cima, muitos usuários apontaram que o GPT-5 é, na verdade, mais burro e não mais inteligente que os anteriores. Sem a possibilidade de voltar, isso gerou muita frustração — mas só durante um fim de semana.

No domingo (10), em resposta a esses pedidos, a OpenAI decidiu liberar o acesso aos modelos anteriores e ampliar os limites de uso, mas somente nos planos pagos. Para resgatá-los é só ativar a opção “exibir modelos antigos”.

Ainda para defender seu lançamento, a big tech orientou os usuários a usarem comandos como “pense sobre isso” e “tome o tempo necessário” junto com seus prompts, para ativar o raciocínio aprofundado do chat. 

Mas, além disso, as reclamações também demonstraram que os usuários estavam sentindo falta de seu bot amigável e acolhedor.

“Com certeza, subestimamos quão importante para os usuários são algumas das coisas de que as pessoas gostam no GPT-4o, mesmo que o GPT-5 tenha um desempenho superior na maioria das tarefas.”
— Sam Altman, X

De acordo com a Revista Oeste, esse perfil “bajulador” foi retirado após recomendações de especialistas em saúde mental. É só ver a trend da benção para entender o porquê.

Mas e aí, você já testou o novo modelo? Aprovou ou também é do time que preferia antes? Conta pra gente! 

+ Continue no tema:

Para o chefe do ChatGPT na OpenAI, Nick Turley, conseguir construir soluções “do zero” é a habilidade mais importante para se destacar na empresa. Segundo ele, esse é o diferencial dos profissionais da big tech: criar algo original, diante de desafios inéditos, sem referências diretas e sem copiar modelos existentes.


DATA NOSSA DE CADA DIA: 81% dos brasileiros confiam em empresas que usam IA

Segundo a pesquisa “Global Happiness Index”, da NiCE, a IA não só faz parte do atendimento dos clientes, como melhora a percepção e satisfação do consumidor com o serviço.

O objetivo da pesquisa é mapear a experiência do consumidor no cenário de rápida evolução da tecnologia de IA e redes sociais. A partir disso, a NiCE chegou em 9 aprendizados-chave:

1. Mesmo que o bem-estar global esteja em queda (58% este ano, contra 66% em 2024), a satisfação com o atendimento ao consumidor aumentou (41% contra 36%).

2. A IA já faz tão parte do dia a dia dos consumidores que 72% deles relata que já experimentaram benefícios da IA e automação no atendimento ao consumidor.

3. A confiança na IA também está crescendo: 69% dos clientes globais confiam em empresas que usam IA tanto quanto, ou mais, do que as que não utilizam essa tecnologia. E mais: no Brasil, esse índice salta para 81%. 

4. Por sua vez, a confiança na tecnologia potencializa a satisfação com o atendimento. Consumidores que confiam mais em empresas que usam IA tendem a ser mais felizes com esse serviço (62%) e mais felizes, em geral (72%).

5. Tendências de redes sociais atraem realmente o engajamento dos consumidores. No último anos, quase dois terços dos pesquisados (64%) se sentiram motivados a engajar com uma marca após verem trends nas redes.

6. As expectativas e prioridades dos consumidores estão mudando. Em seu top 3 se preferências estão serviços sem estresse (41%), sem esforço (31%) e personalizados (28%). Aliás, eles estão dispostos a pagar mais por isso: na média, consumidores pagariam 53% a mais por um serviço sem estresse.

7. Embora os consumidores já tenham abraçado a IA, o C-Level ainda tem receio da implementação da ferramenta, o que a pesquisa chama de “desconexão do C-Suite”. 37% do C-Level teme que os consumidores não confiarão na IA, enquanto 6 em cada 10 deles confiam até mais em empresas que usam a tecnologia.

8. O C-Level também está dessintonizado das prioridades dos consumidores. Enquanto 74% da liderança considera mais importante um sistema disponível 24/7, o que os consumidores querem é velocidade, com 57% das respostas.

9. A IA é um diferencial competitivo, mas sua execução é crucial. Entre o C-Lvel pesquisado, 68% dizem que o atendimento ao cliente é o principal foco de investimentos da IA e 1 em cada 5 ainda esperam que melhorias na satisfação dos clientes levem a um crescimento de dois dígitos na receita. Mas só 37% se sente preparado o suficiente para passar por essa transição.

Quer saber mais detalhes? Acesse o link e baixe a pesquisa gratuitamente.


PREVISÃO DO MERCADO: Consumidor noturno, conectado e engajado com a IA 

Saímos do Fórum E-commerce Brasil, mas o tema não sai da news.

Na recente pesquisa “E-commerce Trends 2026”, da Octadesk em parceria com o Opinion Box, descobrimos que o consumidor atual está muito mais decidido e maduro no digital, o que significa que entendê-lo é ainda mais desafiador.

De acordo com a pesquisa, o consumidor atual:
  • Quer personalização, mas sem invasão;
  • Quer agilidade, mas não abre mão da confiança;
  • Compra por impulso, mas decide com base em provas sociais;
  • Exige liberdade, mas valoriza a segurança.

E seu perfil é majoritariamente composto por:

  • Mulheres (51%, contra 49% de homens)
  • Das classes CDE (85%, contra 15% de classes AB)
  • Na faixa dos 30–49 anos (48%, contra 29% de +50 e 23% na faixa 18–29 anos)

Agora os destaques são os comportamentos:

O canal mais escolhido para as compras online é o celular, com 78% das respostas, destacando a importância de focar no mobile-first.

E os horários preferidos para as compras são:

  • À noite (54%)
  • À tarde (30%)
  • De manhã (14%)
  • De madrugada (2%)

Isso destaca principalmente a necessidade de ter um atendimento 24/7 que consiga atender essa demanda, mesmo fora do famoso horário comercial — e não só na loja virtual:

  • 58% dos consumidores pesquisam nas redes sociais;
  • De fato, 71% deles já compraram produtos que viram anunciados nas redes sociais. 

Por falar em buscas, as redes não são o único canal em ascensão:

  • 74% dos consumidores usam o ChatGPT para pesquisar sobre produtos, 40% usam o Gemini;
  • 26% tem as compras em ferramentas de IA como hábito.
Por fim, o canal preferido para entrar em contato com a loja é o WhatsApp, com 37% das respostas. É a primeira vez no histórico da pesquisa que o app ultrapassa o chat online da própria empresa, que ficou com 34% da preferência.

Segundo a Octadesk, isso mostra que “o consumidor não quer mais ir até o atendimento. Ele quer que o atendimento vá até ele, no canal que já usa todos os dias. A informalidade, a velocidade e a personalização do WhatsApp o tornaram o novo balcão de vendas do digital.”

Por fim, a pesquisa deixou 5 passos para aplicar uma IA que vende agora:

1. Personalize com propósito. Foque em coisas que realmente agregam valor à experiência do usuário, como sugestões e vitrines personalizadas. O consumidor quer se sentir compreendido, não manipulado.

2. Use a IA como apoio, não fachada. Para lidar com a resistência de alguns consumidores, misture os dois mundos: use IA para automatizar e escalar e humanos para validar tudo.

3. Teste o que funciona para o seu público. Pense primeiro no que seu público gosta e crie de acordo com essas preferências. A dica extra é fazer testes A/B com e sem IA visível e diferentes tipos de personalização, para ver o que converte mais.

4. Crie regras de confiança para a IA. Estabeleça seus próprios padrões de qualidade para o que for produzido com a tecnologia e pense nesses padrões, principalmente de acordo com a jornada do usuário.

5. Meça o impacto com KPIs específicos. Acompanhe métricas que realmente mostram o valor dessas ações, como taxa de conversão nas vitrines personalizadas e rejeição de recomendações.

Para conferir mais insights dessa pesquisa (inclusive, muito rica para tirar insights para a Black Friday), baixe o material completo aqui.

+ Dados para ficar por dentro:

Segundo a pesquisa “Global Happiness Index”, da NiCE, a IA não só faz parte do atendimento a clientes, como melhora a percepção e satisfação do consumidor com o serviço. E o mais interessante: enquanto 69% dos clientes globais confiam em empresas que usam IA tanto quanto, ou mais, do que as que não utilizam essa tecnologia, no Brasil, esse índice salta para 81%. 

Confira quais são as 10 marcas mais mencionadas por influenciadores no Instagram, segundo levantamento do HypeAuditor. De acordo com o CEO e cofundador da empresa, Alex Frolov, os critérios analisados envolvem padrões em recorrência de postagens, tom de voz, coerência com o estilo do criador e qualidade do público.


NÃO É CINEMA, MAS É HYPE: Autores independentes, grandes editoras e o #BookTok

Nesta semana, o TikTok abriu as inscrições para o concurso “Livros do Futuro”, em parceria com as editoras Globo Livros, HarperCollins e Record para encontrar novos autores independentes.

A ação é uma continuidade da promoção ao #BookTok, que ganha cada vez mais adeptos e virou um movimento de grandes proporções na rede. De acordo com o Meio & Mensagem, a hashtag já chegou a mais de 60 milhões de publicações no TikTok!

Caso o termo não seja familiar para você, a hashtag surgiu em 2020 para destacar conteúdos que falam sobre livros, como dicas de leitura e resumo de obras.

Então, sim, por mais surpreendente que pareça, ler se tornou um verdadeiro fenômeno graças ao TikTok.

E isso é impressionante porque mostra como as redes refletem a realidade, claro, mas também como a realidade reflete de volta o que acontece online.

A ideia do concurso surgiu desse incentivo não só à leitura, mas à escrita criativa. Nas palavras da rede vizinha, “queremos que a comunidade BookTok faça parte do futuro literário do Brasil”.

São 3 categorias de participação:

  • Fantasia (Afrofuturismo, Romantasia, Alta fantasia)
  • Romance Jovem Adulto
  • Suspense (Thriller, Psicológico, Policial)

Para se inscrever, os autores devem submeter sinopses entre 1 mil e 1,5 mil palavras no site oficial do concurso, com um detalhe superimportante: o conteúdo não pode ter nenhum trecho gerado por inteligência artificial e, claro, precisa ser original e inédito.

Depois de uma seleção prévia, 3 livros, um em cada gênero, serão eleitos por votação popular e júri especializado. Então, as histórias escolhidas serão publicadas pelas editoras parceiras em fevereiro de 2026, além de chamativos prêmios para os novos autores publicados. 

“O TikTok tem uma capacidade enorme enquanto local de descoberta, não apenas de livros, como também de autores. Com o ‘Livros do Futuro’, eliminamos a fronteira entre plataforma e mercado editorial, levando a comunidade BookTok para dentro do setor. Assim, reconhecemos esse comportamento de revelar e impulsionar novos talentos, permitindo que esses autores encontrem seu público, cresçam e tenham a oportunidade de serem publicados, já com o reconhecimento e o engajamento da comunidade a seu favor.”
— Carol Baracat, diretora de Marketing do TikTok nas Américas

Viu como não é só sobre dancinhas?

Além do concurso, o TikTok também tem outras ações importantes de impulsionamento do BookTok, como o patrocínio master da Bienal do Livro Rio e a parceria oficial do projeto “Rio, Capital Mundial do Livro”, da UNESCO, ambos este ano.

Resta saber qual será o próximo projeto ou a próxima marca a firmar uma parceria transformadora com a plataforma.


📚 Enquanto o TikTok está cheio de perfis que amam uma boa leitura, nossos leitores estão cheios de conteúdos sobre as principais tendências e acontecimentos do mercado. E vai ser sempre assim. <3 Nos vemos na próxima edição!

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