bizi | 04.07.25

Aqui no Bizi, a gente sabe que boas notícias são como café forte: melhoram o dia, mantêm a esperança acesa e dão aquele gás a mais. E nessa edição, trouxemos uma dose caprichada. Tem estudo novo sobre diversidade nas empresas brasileiras, o impacto do marketing regional, flexibilidade como motor de crescimento, a geração Alpha desafiando o CRM… e muito mais. Vem conferir essa curadoria com gosto de futuro.

Sim, a geração que ainda nem chegou ao mercado de trabalho virou pauta do Bizi. Apesar de ainda estar longe da maioridade, ela já vem mudando como as marcas vão precisar tratar os dados e os consumidores.
Crescendo num mundo onde IA, assistentes de voz e dispositivos always-on fazem parte do dia a dia, essa geração não apenas consome tecnologia: ela interage com ela de forma natural, quase orgânica.
Mas, mais do que um novo perfil de consumo, estamos falando de uma nova visão sobre dados, privacidade e experiência. O CRM, como conhecemos, terá que se transformar (e rápido).
Quem trouxe esses insights foi Denys Fehr, CEO da Just a Little Data, empresa especializada em consultoria e serviços de tecnologia da informação, em uma matéria publicada pelo Meio & Mensagem.
Aqui, abordaremos 3 desses insights.
Privacidade passa a ser inegociável
Se a Geração Z já pede mais cuidado com os dados, a Alpha vai exigir. Literalmente.
Essa geração nasce com uma consciência herdada: entende os riscos da exposição online e espera controle total sobre o que é compartilhado, como e por quê.
A partir disso, o CRM terá que operar sob novas regras de consentimento, com mais clareza, granularidade e empoderamento do usuário.
Personalização real e com propósito
A Alpha não quer clusters ou personas genéricas. Ela quer experiências sob medida, em tempo real e com propósito.
Isso significa que o CRM do futuro precisa ser vivo, empático e preditivo. Sempre entendendo o que o usuário precisa antes mesmo que ele formule a pergunta.
O dado invisível é o novo clique
A Geração Alpha não vai preencher formulário nem clicar em banner. Bem assustador, né?
A ideia é que a até lá sua interação com a tecnologia seja fluida e quase intuitiva. O que exige que as marcas deixem de pensar em rastros óbvios e comecem a interpretar sinais mais sutis, e altamente contextuais.
A lição que fica é: se as marcas quiserem continuar sendo relevantes nos próximos anos, vão ter que reaprender a ouvir. E, mais importante, vão precisar merecer os dados que recebem.
Para conferir todos os insights compartilhados por Fehr, clique aqui.

Campanhas com influenciadores locais não são mais experimentos de alcance limitado. Na verdade, elas são, cada vez mais, estratégias centrais para marcas que desejam criar conexões reais com seus públicos.
Dados recentes da pesquisa “Marketing de Influência e Regionalismo”, da Influency.me com a Opinion Box, reforçam essa virada de chave: 57% dos brasileiros avaliam positivamente campanhas com criadores regionais. Entre a Geração Z, a sensação de representatividade dispara para 76%.
No Nordeste, onde 25% da amostra da pesquisa foi concentrada, 73% dos entrevistados afirmam seguir influenciadores da própria região — o maior índice entre todas as regiões do país.
Essa preferência se traduz em impacto direto no consumo: 69% já compraram ou sentiram vontade de comprar produtos indicados por esses criadores, e 43% se sentem mais inclinados a consumir marcas que os utilizam em suas campanhas.
A relevância é o novo critério de escolha. Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o regionalismo não é mais uma tendência passageira, mas uma via estratégica para gerar identificação, confiança e resultados de verdade.
Não se trata apenas de dar visibilidade a sotaques e tradições, mas de permitir que esses criadores se expressem com autenticidade. Quando isso acontece, os efeitos aparecem rápido: mais engajamento, mais afinidade e mais vendas.

Stories ainda são o modelo favorito para 58% dos respondentes, mas entre os mais jovens, os vídeos curtos como Reels e TikToks lideram. Isso reforça a importância de adaptar não só a mensagem, mas também a linguagem e o canal ao perfil do público. Não à toa, o Instagram segue como a rede social mais usada, com 87% de preferência.
Em um mercado saturado de campanhas genéricas e promessas vazias, os influenciadores regionais trazem algo que as marcas estão constantemente tentando conquistar: legitimidade.
A proximidade cultural, quando usada com respeito e estratégia, deixa de ser detalhe e passa a ser diferencial competitivo.
Marcas que ainda tratam o regionalismo como um aceno pontual ou como recurso estético correm o risco de parecer desconectadas. E, como mostram os dados, 47% dos consumidores já estariam dispostos a deixar de consumir produtos de empresas que ignoram ou desrespeitam a cultura local.
O recado está dado: em vez de procurar grandes nomes com milhões de seguidores, talvez o melhor caminho seja escutar quem já tem voz ativa dentro das comunidades.
E aí, sua marca já está conectada com essa realidade?

Em meio a tantas notícias ruins, ainda há aquelas que aquecem o coração. Segundo a pesquisa Panorama da diversidade nas organizações, realizada pela to.gather, startup especializada em dados sobre diversidade, a maioria das empresas brasileiras manteve suas políticas de diversidade.
Mesmo com o retrocesso observado em grandes mercados globais, como os Estados Unidos, 52,8% das companhias no Brasil seguiram com suas ações de DEI sem alterações.
Apenas 10,2% relataram cortes ou redução de iniciativas, enquanto 15,7% afirmaram que houve especulações, mas sem impacto real. E mais: 6,6% das empresas foram na contramão e ampliaram seus investimentos em diversidade, reforçando ainda mais o compromisso com o tema.

Nem tudo são flores. Engajar a alta liderança (48,5%) e sensibilizar a média liderança (47,5%) seguem como os principais obstáculos para a consolidação da agenda. A mudança cultural, a comprovação de valor e a contratação de grupos minorizados também aparecem no radar das empresas como desafios estratégicos.
Apesar disso, o cenário é promissor: 42,6% acreditam que a liderança executiva estará mais engajada até 2026, e 93,1% das empresas já realizaram ações de aculturamento em 2024, com foco em letramento, treinamentos, comunicação interna e criação de grupos de afinidade.
Ações afirmativas e desenvolvimento de talentos diversos
Segundo a pesquisa:
E tem mais: 56,1% das empresas acreditam que a cobrança por resultados concretos em DEI vai aumentar a partir de 2026, especialmente vinda da alta liderança e stakeholders estratégicos.
A mensagem do estudo é clara: a diversidade não pode ser só discurso. Ela precisa ser gestão, métrica e entrega. Concorda?

Para a surpresa de quase ninguém, o modelo híbrido deixa de ser tendência e se firma como estratégia real para produtividade, economia e crescimento das empresas.
Mesmo com a economia global ainda sendo incerta, tem um grupo de empresas que segue otimista, e não é por acaso.
Segundo um estudo do International Workplace Group (IWG), feito com mais de mil líderes nos EUA e Reino Unido, 75% das organizações que adotaram o trabalho flexível estão confiantes no crescimento em 2025. Entre as empresas que seguem no regime 100% presencial, esse número cai para 58%.
Coincidência? Acho que não. Mais do que comodidade, essa é, na verdade, uma estratégia de negócio.
Das empresas entrevistadas, 79% relataram economia significativa ao reduzir espaços físicos e investir em soluções mais flexíveis.
72% perceberam ganho em produtividade, e 71% apontaram melhorias na atração e retenção de talentos. Ou seja: mais eficiência, menos custos e trabalhadores querendo fazer parte do time.
A confiança dessas empresas vai além do desempenho interno: 63% das organizações com modelo híbrido estão mais otimistas com a economia como um todo do que há um ano. Já entre as que seguem 100% presenciais, só 44% compartilham dessa visão.
É o tipo de dado que reforça o óbvio: modelos mais adaptáveis tendem a acompanhar melhor as mudanças (e incertezas) do mercado.
67% das empresas híbridas esperam crescer em 2025, e quase metade (48%) está confiante na expansão das equipes. O modelo flexível deixa de ser só sobre “qualidade de vida” para os colaboradores e se consolida como diferencial competitivo em um mercado cada vez mais exigente.
No Brasil, o movimento segue na mesma direção. Cada vez mais empresas relatam ganhos claros de eficiência, engajamento e retenção ao adotar o modelo híbrido.
🧠 Depois de tantos insights, fica claro: o marketing que move pessoas é aquele que entende o agora e se prepara para o depois. Esperamos que você termine essa leitura com mais ideias na cabeça do que café na xícara. Até a próxima edição!
Confira nossos outros conteúdos