data nossa de cada dia: Mulheres têm 3x mais chances de estarem em cargos de lançamento do que de se tornarem realmente CEOs

bizi | 17.06.25

As mulheres são minoria no cargo de CEO. Isso todo mundo (que está por dentro da desigualdade de cargos) já sabe.

Mas uma pesquisa da Women’s Power Gap revelou que isso não tem a ver com suas qualificações e, sim, com um problema estrutural.

De acordo com os resultados, mulheres CEO têm tanto, se não mais, qualificações que seus colegas homens na mesma posição.

O estudo é o “Barriers and Breakthroughs: A Data-Driven Look at Women CEOs at America’s Largest Corporations”.

Mas, embora o caminho para o cargo se mostre similar, independentemente do gênero, segundo o report, existem etapas a mais na trajetória feminina:

  • As mulheres têm 32% de chance a mais de passarem um tempo como presidentes, antes de ascenderem ao cargo de CEO;
  • Da mesma forma, 10% das CEOs mulheres passaram pelo cargo de diretora financeira antes da posição, em comparação com 6% dos homens.

Analisando a jornada profissional dos atuais CEOs do S&P 500 (as maiores empresas de capital aberto dos EUA), a Women’s Power Gap acabou com o argumento de que mulheres em cargos de CEO só chegaram lá com uma “ajudinha” das iniciativas de DE&I.

“DEI não é sobre contratar candidatos não qualificados; é sobre desmontar barreiras estruturais que historicamente limitaram o acesso a oportunidades. Essas iniciativas não garantem a promoção, apenas garantem uma oportunidade justa para que ela aconteça.”
— Andrea Silbert, presidente da Fundação Eos (administradora do Women’s Power Gap)

Para Silbert, mais do que reconhecer isso, “é preciso um esforço para ir além das redes tradicionais e reduzir os vieses nos processos de seleção” (Forbes).

Confira mais dados importantes do report:

Mulheres CEO: dados da pesquisa “Barriers and Breakthroughs: A Data-Driven Look at Women CEOs at America’s Largest Corporations”

De acordo com o relatório, o problema é sistêmico:

Primeiramente, as mulheres tendem a ficar estagnadas nos cargos de lançamento, uma posição antes do cargo de CEO. Segundo o estudo, elas têm 3x mais chances de estarem no penúltimo degrau da escada do que de alcançar o último.

Segundo que, além de precisarem de mais qualificações que os homens para ascenderem ao cargo de CEO, também não existe tanta urgência para promovê-las.

“Homens altamente qualificados são muitas vezes vistos como riscos de evasão, o que leva empresas a promovê-los rapidamente para não perdê-los. Em contrapartida, acredita-se que mulheres excepcionais permanecerão leais às empresas, por valorizarem os vínculos com colegas. Com isso, há menos senso de urgência para promovê-las.”
— Forbes

Por fim, o estudo também identificou que, ao contrário dos homens, geralmente, as mulheres vão para cargos menos ligados aos resultados da empresa, como RH, marketing e sustentabilidade. Consequentemente, cargos menos ligados ao CEO. 

“Não apoiamos a redução de padrões em nome da diversidade. Em vez disso, conclamamos as empresas a avaliarem suas culturas e sistemas, removerem barreiras e criarem ambientes onde o sucesso seja baseado apenas no mérito — e acessível a todos.”
— Andrea Silbert, presidente da Fundação Eos (administradora do Women’s Power Gap)

Segundo Silbert, os avanços das mulheres na liderança não foram concedidos, mas conquistados.

Agora que alcançamos o mínimo na igualdade de gêneros, não podemos nos contentar com o que já temos; é preciso ir além e sermos radicais: a equidade é urgente e não pede retrocessos, mas cada vez mais incentivos.

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