esta é new!: 6 verdades difíceis para os CEOs

bizi | 18.02.25

“A IA generativa é o seu sonho mais louco ou seu pior pesadelo? Depende de como a sua organização reage a ela hoje e se prepara para o amanhã.”
— IBM

Essa é uma das questões que abrem um estudo superinteressante da IBM sobre verdades que os CEOs precisam enfrentar para avançar na era da inteligência artificial generativa.

Que a IA generativa é uma realidade, não tem como negar. Segundo o estudo (e a maioria das previsões), ela vai abalar as estruturas de todas as organizações. O que ainda não é certo é o que vai sobrar depois dessa transformação:

  • 59% dos entrevistados concordam que quem tem a IA mais avançada também detém maior vantagem competitiva. Entre os CEOs de melhor desempenho, esse número sobe para 72%;
  • Para 62%, explorar seus pontos fortes não serão suficientes — eles precisarão reescrever seus manuais de negócio para vencer no futuro;
  • Outros 72% encaram a disrupção do setor mais como um risco do que uma oportunidade.

De acordo com a IBM, definitivamente não dá para liderar os negócios do futuro com a mentalidade de hoje. Por isso, aqui estão as 6 verdades difíceis para os CEOs, de desafios humanos a limitações externas:

1. Sua equipe não é tão forte quanto você pensa

Não importa o quanto uma equipe seja boa, isso ainda não é suficiente para vencer o futuro. Os CEOs sabem que sua maior dificuldade na corrida da IA são profissionais realmente preparados. Mas, mesmo que parte deles já esteja contratando pessoas para funções que nem existiam no ano passado, isso não é necessariamente positivo.

“Mais da metade dos CEOs diz que já está lutando para preencher funções-chave de tecnologia — e é improvável que essa tarefa fique mais fácil tão cedo.”
— IBM

35% dos entrevistados já prevê que suas equipes precisarão de retreinamento e requalificação nos próximos 3 anos — em 2021, apenas 6% pensavam assim.

2. O cliente nem sempre tem razão

Chocante, não é? Mas, de acordo com o estudo, essa é uma verdade porque amanhã pode surgir uma novidade que mude tudo, inclusive o desejo e as decisões dos consumidores.

É por isso que a maioria dos CEOs estão investindo mais em IA para o desenvolvimento de produtos e serviços

“A IA generativa pode ajudar as empresas a explorar vastos estoques de dados de clientes, desde pesquisas de mercado aprofundadas até métricas de dispositivos individuais, para criar ideias de produtos que quebram paradigmas. Ela pode até mesmo validar conceitos distantes em relação a critérios comerciais do mundo real, permitindo que os funcionários se concentrem no trabalho criativo necessário para dar vida às melhores ideias.”
— IBM

De fato, a inovação de produtos e serviços é prioridade para os CEOs atualmente. Em 2023, esse item ficou em 6º lugar.

3. O sentimentalismo é uma fraqueza quando a expertise está em escassez

As relações dos CEOs são pautadas em confiança. Porém, valorizar essas conexões em vez das competências pode ser como “kriptonita” para os negócios, segundo a IBM.

Para esse momento, os executivos estão trabalhando com a seletividade:

  • Quase dois terços dizem que sua estratégia é se concentrar em menos parceiros de alta qualidade;
  • E 60% deles esperam que a expertise e as capacidades críticas sejam cada vez mais concentradas em um pequeno grupo de organizações.

4. Parceiros de treino são os melhores líderes

Por falar em parcerias no C-Level, a quarta verdade mostra que uma visão estratégica nunca é composta de uma visão só.

“Assim como o treino fortalece as habilidades de luta, a discussão enfática leva a melhores decisões, especialmente em tempos de incerteza.”
— IBM

O segredo é estabelecer regras claras para poder concordar em discordar e fazer dessas discussões, momentos produtivos para a organização.

5. As pessoas odeiam o progresso

Apesar de todas as promessas incríveis da IA generativa, um fator ainda segura seu avanço: a desconfiança das pessoas sobre seus rumos.

Sobre isso, o estudo traz uma frase muito interessante:

“Ir além dos ganhos de produtividade para a inovação do modelo de negócios exigirá adesão em todos os níveis da organização — e muitos funcionários veem a IA generativa como algo que está acontecendo COM eles, não uma ferramenta que trabalha PARA eles.”
— IBM

Para vencer essa barreira, muitos CEOs reconhecem que estão pressionando suas equipes além do que deveriam.

  • 64% dizem que a tecnologia está mudando mais rápido do que os funcionários podem se adaptar;
  • 61% sabem que estão pressionando a adoção da IA generativa mais rapidamente do que algumas pessoas se sentem confortáveis.

6. Atalhos tecnológicos são um beco sem saída

Esse é um momento decisivo para os CEOs, de escolherem em quais tecnologias vão apostar suas fichas. De acordo com a IBM, “fazer os investimentos certos em tecnologia é um dos principais fatores que diferenciam os CEOs de alto desempenho”.

Apesar de ser um tiro no escuro, esse é o movimento que muitos estão percorrendo em suas companhias:

  • 90% dos CEOs de alto desempenho contam com uma infraestrutura digital que permite que novos investimentos sejam dimensionados e entreguem valor de forma eficiente.

Por fim, o estudo mostra que é preciso pensar e priorizar agora o que trará valor no longo prazo. Não quer dizer que seja fácil, mas é o que vai funcionar.

“Para tornar realidade seus sonhos mais loucos de IA generativa, os CEOs precisam deixar de lado ‘o que sempre funcionou’ e começar a lidar com as duras verdades que os seguram. Para que a tecnologia transforme o negócio, primeiro o negócio precisa evoluir.”
— IBM

O que achou dessas verdades? Difíceis demais de engolir ou com um golinho de café e Bizi vai bem?

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