última news: Como conquistar alguém

bizi | 30.09.25

Bizi 267: empatia nas marcas, plataforma própria de anúncios do ChatGPT, as empresas mais inovadoras do Brasil, relação entre creators e seguidores e muito mais

Mais do que um tutorial romântico, o Bizi de hoje está cheio de insights para conquistar: da empatia no atendimento à autenticidade nos conteúdos, vem aprender a conquistar um cliente (ou muitos) para sempre. <3 Nesta edição, você confere detalhes do gap da empatia, a nova plataforma de anúncios própria do ChatGPT, as empresas mais inovadoras do Brasil, a relação entre creators e seus seguidores e muito mais.


HOW TO: Como conquistar os brasileiros 

Algumas pessoas preferem qualidade, outras, confiança, mas para a maioria dos brasileiros, o atributo mais importante de uma marca é se preocupar de verdade com seus clientes.

Aliás, o estudo global Addressing the Empathy Gap, feito pela Zurich Insurance Group em parceria o YouGov, mostrou que o Brasil é um dos países que mais leva essa empatia em consideração:

86% dos brasileiros consideram importante ou muito importante que as empresas demonstrem preocupação genuína com as necessidades dos consumidores.

Nessa preferência, nosso país fica atrás apenas do Chile (89%), empatado com Portugal (86%).

Confira mais dados sobre o que conquista os brasileiros:

Pode até passar despercebido, mas o estudo aponta que pequenos atos de gentileza e empatia tem um grande impacto na experiência de consumo.

No entanto, a parte mais importante desse relatório está no próprio nome: segundo a Zurich, existe uma lacuna entre o que os consumidores querem e o que recebem.
  • Mundialmente falando, 60% dos consumidores dizem que só interagem com empresas que demonstram cuidado genuíno;
  • 72% deles acreditam que as empresas se tornam automaticamente menos empáticas depois que eles assinam o contrato;
  • Por fim, 78% acreditam que a maioria das empresas se preocupa somente em ganhar dinheiro e não com as necessidades genuínas dos consumidores.

De acordo com a empresa, em um mundo que gira cada vez mais em torno da IA, nossa necessidade de conexão humana aumentou e as empresas que entenderem isso terão uma vantagem competitiva importante.

“Marcas que incorporam a empatia em seus sistemas, a treinam em seus funcionários e a avaliam como um importante impulsionador de receita não apenas sobreviverão, mas também terão mais chances de liderar o caminho em direção a um novo tipo de sucesso, que centraliza a humanidade.”
— Jamil Zaki, PhD e Diretor do Laboratório de Neurociência Social de Stanford

E por aí, a empatia já faz parte das suas estratégias?


VIEW E REVIEW: O ChatGPT vai criar sua própria plataforma de anúncios 

Recentemente, falamos aqui no Bizi sobre a chegada dos anúncios nas ferramentas de IA — algo que, sinceramente, não achamos que ia demorar tanto.

Na época, julho deste ano, quem liderava esse movimento era a Perplexity AI, mas com a chegada desse player, tudo pode mudar.

Nada mais, nada menos que a principal ferramenta de IA atual, o ChatGPT, se prepara para criar uma plataforma de anúncios dentro da operação.

Como descobriram isso? Além dos indícios do mercado, basicamente, a OpenAI divulgou uma vaga no Glassdoor: Growth Paid Marketing Platform Engineer, algo como um “engenheiro de growth (crescimento) e mídia paga para plataformas de marketing”.

Um dos trechos do anúncio fala:

“Como estamos nos estágios iniciais da construção desta plataforma, contaremos com você para projetar e implementar a infraestrutura básica de MarTech que tornará nossos investimentos em marketing mais eficazes, mensuráveis ​​e automatizados.”
— OpenAI

E, ao que parece, eles já encontraram esse profissional, pois a vaga agora aparece como expirada.

Vale lembrar que já faz algum tempo que a big tech vem explorando essa área, principalmente depois da criação do ChatGPT Growth Team. O novo time é dedicado às iniciativas de marketing e crescimento, tanto da ferramenta quanto da companhia.

Por enquanto, o plano vai bem. Depois da contratação de executivos com experiência em publicidade, testes de integrações e parceria com a Apple, o número de usuários cresceu 4x mais que em 2024.

Vale lembra também que, se finalizar esse arco, o ChatGPT deixa de terceirizar suas campanhas para gigantes como Google e Meta. Assim, ele passa a ser uma opção de mídia interessantíssima para anunciantes: atualmente, o chat conta com mais de 700 milhões de usuários ativos semanais.

De acordo com o AdWeek, essa possibilidade marca a transição de uma empresa que começou como um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos para uma atuação focada na geração de receita para a OpenAI.

O que acha dessa virada de chave?

+ Novidades do chat queridinho:

E por falar em anúncios, a OpenAI iniciou uma campanha global para o ChatGPT (talvez uma das últimas “fora de casa”), veiculada nas redes sociais, streamings e em horário nobre na TV norte-americana.

O objetivo é mostrar o uso do chat em situações cotidianas, como cozinhar um prato especial, montar uma rotina de exercícios, ou planejar uma viagem especial. Dois pontos interessantes são: 1) a produção foi feita por humanos, com mínimo uso da IA, e 2) a campanha conta com mídia tradicional offline, como outdoors.

Nesta semana também, a empresa lançou novas ferramentas de controle parental para adolescentes, incluindo bloqueio de conteúdos gráficos, interações com cunho sexual ou de violência e até notificações sobre conversas contendo temas sensíveis como automutilação ou suicídio. 

Vale lembrar que o último tópico se tornou uma preocupação recente, após casos onde bots parecem ter incentivado esses atos, como a Fast Company detalhou aqui. (Antes de conferir, atenção: esse conteúdo pode ser sensível ⚠️)

Segundo a Exame, para que os novos recursos sejam ativados, tanto pais quanto adolescentes precisam aceitar o vínculo de contas.

Por fim, em uma entrevista à Axel Springer Global Reporters Network na semana passada, o chefão da OpenAI, Sam Altman, disse que a IA vai substituir de 30% a 40% das tarefas ao nível global “em um futuro não muito distante”. Segundo ele, alguns empregos mudarão radicalmente, alguns novos surgirão e alguns deixarão de existir.

O que acha disso?


DATA NOSSA DE CADA DIA: As 20 empresas mais inovadoras do Brasil

Nesta semana, o MIT Technology Review Brasil revelou as empresas mais inovadoras do país, também chamadas de Innovative Workplaces 2025, que tem a inovação como parte de sua cultura, processos e resultados.

A metodologia da plataforma considera o porte e o setor de cada empresa inscrita e faz análises quantitativas e qualitativas com executivos de gestão, marketing, processos e produtos.

Para escolher quem fará parte da lista, o MIT Technology Review usa alguns critérios, divididos em duas frentes principais:

  • Capacidade de inovação, como exploração e experimentação
  • Capacidade de execução, como resultados financeiros e não-financeiros e as novidades deste ano: ESG e IA

Nesta quarta edição da lista, confira quem são as selecionadas:

Agora, alguns dados sobre essa seleção:

  • Algumas empresas já são recorrentes na lista: Renner S.A e Claro (presentes em 2 edições); Ambev, Bradesco Seguros e Grupo Boticário (presentes em 3 edições); e iFood, Generali, Petrobrás e Vivo/Telefônica (presentes desde a primeira edição, em 2022);
  • Em 2025, os setores mais representados são: Tecnologia e Telecom, Serviços, Finanças & Seguros e Varejo & Consumo;
  • E as capacidades que mais evoluíram são: crescimento interno, resultados financeiros, produtos, experimentação e IA.

Segundo André Miceli, CEO da MIT Technology Review Brasil e coordenador da pesquisa, as empresas inovadoras vem crescendo no Brasil, representando um amadurecimento do mercado.

“Houve crescimento no número de inscritos até 2024, seguido de estabilização em 2025. Esse processo trouxe maior diversidade setorial e inclusão de novos indicadores, como inovação aberta, uso de dados e diversidade. A partir desta edição, dimensões como exploração e experimentação também se tornaram decisivas para reputação e impacto não financeiro.”
— André Miceli, MIT Technology Review Brasil

Curtiu a lista? Concorda com as selecionadas? Compartilhe com a redação suas impressões.


FRAMEWORK: A relação entre creators e seus seguidores

Já falamos nesta edição sobre o que conquista os brasileiros nas marcas. Mas e nos creators?

Um levantamento da Orbit Data Science mostrou que o que mais atrai e engaja o público é a autenticidade

  • Em primeiro lugar, 45,7% das entrevistas apontaram a identificação como elemento-chave;
  • Logo em seguida, vem a abordagem de temas de relevância social, como diversidade, inclusão e causas coletivas, com 20,7% das respostas.
“Juntos, esses dois fatores respondem por 66% das associações positivas, consolidando a autenticidade e a relevância social como motores da creator economy.”
— Orbit Data Science

Da mesma forma, os pontos que mais afastam o público são:

  • Quando um creator “não me representa” (14,5%);
  • Banalização de pautas importantes (13,7%);
  • Parceria com casas de apostas (10,3%);
  • Falta de talento (7,9%);
  • Posicionamentos políticos (5,7%);
  • Conteúdos superficiais (4,9%)

Segundo o estudo, todos comprovam que a confiança pode se romper rapidamente. Isso acontece quando, na percepção do público, um creator não entrega substância, não respeita sua inteligência ou parece agir por autopromoção.

Vale lembrar que não só os influenciadores correm riscos, mas também as marcas e agências envolvidas.

“Para a imprensa, esse embate mostra a transformação do influenciador em figura pública sujeita ao mesmo escrutínio ético de políticos, jornalistas e celebridades.”
— Orbit Data Science

A Orbit Data Science analisou mais de 1.200 conversas no X e Bluesky entre agosto de 2024 e agosto de 2025.

Segundo o Censo Criadores de Conteúdo do Brasil (Wake, 2025), o Brasil conta com cerca de 14 milhões de influenciadores. A previsão é de que esse mercado global deve movimentar US$480 bilhões até 2027.

Para a empresa, os creators são muito mais que números, mas “protagonistas de um fenômeno cultural”.

E a melhor forma de explorar esse fenômeno é a construção de comunidades, com proximidade real e representação genuína, ao invés do alcance massivo.

Enfim, as conclusões da pesquisa foram:

  • Autenticidade constrói credibilidade. A coerência entre discurso e prática é o verdadeiro filtro da relevância.
  • Influência se mede em capital cultural. Mais que audiência, é a solidez do vínculo que sustenta relevância no longo prazo.

(Fonte: A creator economy e o futuro dos influencers, Orbit Data Science)

E aí, concorda com esses dados? Depois conta pra gente o que mais gera conexão com os creators na sua opinião.


👍 Como influenciadores oficiais do seu consumo de notícias, esperamos que você tenha gostado e aprovado essa curadoria. Voltamos na próxima sexta-feira com muito mais!

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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