última news: O que os consumidores querem?

bizi | 28.08.26

No Bizi de hoje, nos propomos a responder essa pergunta ousada e cheia de camadas com as notícias da semana, novidades nas big techs e novo relatório sobre consumo, confiança e relevância. Vem conferir!

Nesta edição, você vai conferir:

  • Um resumo da semana, com direito à multa para o TikTok, despedida da Häagen-Dazs, processo da Folha de S.Paulo contra a Perplexity AI, futebol feminino crescendo nas pesquisas e muito mais.
  • A chegada da OpenAI no Brasil e como essa decisão superestratégica promete impactar a big tech e o nosso país.
  • As campanhas da semana, com Samsung, Coca-Cola e BIS, mostrando como entrar na conversa cultural, no timing e do jeito certo.
  • O novo relatório do Edelman Trust Barometer sobre construção de relevância e confiança no mercado atual e o que os consumidores esperam das marcas.

VIEW E REVIEW: Tudo o que rolou na semana enquanto você estava muito bizi para acompanhar…

A falta de privacidade cobrou

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance, por irregularidades no tratamento de dados de crianças e adolescentes no TikTok. A decisão é resultado de um processo iniciado em 2024 por falhas no bloqueio de menores de 13 anos e coleta sem amparo legal. A big tech deverá cumprir um plano de conformidade com regras mais rígidas de privacidade e restrições na experiência sem login. 

Do outro lado da IA

Enquanto isso, o Google anunciou a chegada de novos recursos de privacidade ao Android 17, e um deles é o padrão de privacidade Encrypted ClientHello (ECH), que criptografa nomes de domínios e metadados logo no início da conexão, dificultando a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos.

O novo recurso oculta a página de destino e exige suporte dos sites, mas aplicará a extensão ECH GREASE por padrão para padronizar e proteger as conexões. Segundo o comunicado oficial, “privacidade e segurança nunca devem ser comprometidas com a evolução da tecnologia”.

Cursos de IA para todo mundo

Nesta semana, a Anthropic lançou a Claude Academy, uma plataforma gratuita com cursos, tutoriais e materiais para o público geral, desenvolvedores e pequenas empresas. O espaço ensina sobre os fundamentos da IA e a utilização de ferramentas como o Claude.ai e o Claude Code. A ideia é focar no desenvolvimento responsável e capacitação contínua para diferentes níveis de público.

Bye, bye, ice cream

A Häagen-Dazs está encerrando suas operações e a comercialização de seus sorvetes no Brasil, depois de 29 anos, por uma reorganização estratégica do seu portfólio local da General Mills. Reconhecida no segmento superpremium, a marca norte-americana vai deixar gostinho de saudades. O Terra separou algumas curiosidades da marca aqui.

Quebra de paywall não autorizada

A Folha de S. Paulo acionou a Justiça contra a Perplexity AI por uso não autorizado de reportagens, concorrência desleal e violação de paywall. Segundo o jornal, a plataforma burlou barreiras para capturar matérias de assinantes e entregar resumos aos usuários. A ação pede a interrupção dos acessos, a destruição dos modelos treinados com seu conteúdo e indenização, reforçando o debate global sobre direitos autorais no ecossistema de inteligência artificial.

Vale mencionar que a Folha tem parcerias de licenciamento de conteúdo tanto com a OpenAI quanto com o Google e, segundo eles, também tentaram um acordo com a Perplexity antes do processo, mas sem sucesso.

Time travel

Nesta semana, um estudo divulgado pelo Business Insider mostrou que profissionais estão editando retroativamente seus cargos passados no LinkedIn para incluir termos ligados à inteligência artificial, como IA, GPT e LLM. O movimento, chamado de “time travel” cresceu mais de 6x desde 2022, impulsionado pela busca por recolocação e pela exigência de competências digitais.

50 anos de Brasil

A C&A comemora 50 anos de atuação no Brasil em 2026, e a campanha passa por todos os momentos memoráveis da marca: coleções exclusivas, collabs com supermodelos brasileiras, um desfile para celebrar o jeans do Brasil e o resgate de Sebastian Soul, garoto-propaganda que se tornou um dos maiores ícones da publicidade brasileira. O propmark fez uma matéria especial sobre a comemoração.

Futebol feminino em alta

Um estudo da FSports em parceria com o Google Trends, Horizm e Ibope Repucom, mostrou que o interesse pelo futebol feminino cresceu expressivamente no ecossistema digital brasileiro nos últimos cinco anos: as buscas no YouTube avançaram 200%, no Google foi 130%. 

Nesse período, a seleção brasileira feminina se consolidou como a mais seguida do mundo no Instagram, com 3,17 milhões de seguidores. Mas, além do crescimento de audiência, a pesquisa apontou um impacto direto para as marcas apoiadoras: o patrocínio à modalidade eleva em até 26% a intenção de compra e em 23% a preferência do consumidor frente aos concorrentes.

Um acordo bilionário

A Meta firmou um acordo judicial nos EUA que pode chegar a até US$ 17 bilhões para encerrar processos movidos por 29 estados sobre os impactos do Facebook e Instagram na saúde mental de jovens. O pacto exige restrições como bloqueio noturno e escolar, remoção da contagem de curtidas e veto a filtros de estética, além de tentar pressionar uma mudança unificada no setor ao condicionar cerca de US$ 5,3 bilhões à adoção de medidas equivalentes por concorrentes como TikTok e YouTube.


ESTA É NEW: OpenAI no Brasil 

É oficial: a OpenAI está abrindo seu primeiro escritório no Brasil, em São Paulo, para iniciar de vez as operações comerciais no país.

Não é por acaso: o Brasil é um dos países mais engajados com a empresa e seus produtos:

  • A maior taxa de uso de imagens do ChatGPT no mundo
  • Segundo maior mercado do mundo em uso de API
  • Terceiro em número de usuários ativos semanais no chat. Segundo a OpenAI, esse indicador praticamente dobrou no último ano
  • Entre os cinco maiores mercados no uso de aplicações de voz e ditado
Abrir uma sede aqui é o próximo passo estratégico da empresa para converter essa adoção em impacto econômico, principalmente no B2B.

De acordo com um estudo do RegLab, financiado pela OpenAI, a expectativa é que a IA acrescente quase R$ 1 trilhão à economia brasileira até 2030.

“O Brasil tem uma comunidade extraordinária de empreendedores e desenvolvedores que estão criando no Brasil para o Brasil. Esse é um compromisso de longo prazo.”
— Sam Altman, CEO da OpenAI

E prova disso são as parcerias já anunciadas pela big tech: desde acordos educacionais, como a concessão do ChatGPT Edu aos estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), até a atuação no setor público, como a parceria com a Prefeitura de São Paulo para uso de IA na gestão pública.

+ Novidades da OpenAI:

Nesta semana, o Grupo Boticário começou a testar os anúncios no ChatGPT com a marca Make B. Segundo a empresa, o projeto nasceu depois de um estudo com a W3haus, sobre os novos hábitos de busca e experiências conversacionais.

Big techs unidas! Ontem (27), gigantes da tecnologia como Adobe, Accenture, Anthropic, Google, IBM e OpenAI se uniram em uma carta aberta pedindo uma resposta coletiva contra ataques cibernéticos impulsionados por IA. Com o avanço das ferramentas generativas, o grupo alerta para a sofisticação das invasões e cobra normas globais de cibersegurança para mitigar os riscos ao mercado.


PUT@ CASE, MEO: As campanhas da semana 

🫰 A Samsung lançou o K-Connection, uma série itinerante sobre a cultura coreana que vai se passar em um país da América Latina a cada episódio, começando pelo Brasil. A ideia do projeto é mostrar como cada país interage com diferentes manifestações da Hallyu, a onda coreana que falamos mais nesse bizi

🥤 Recentemente, a Coca-Cola apresentou a nova identidade da marca — que nem é tão diferente assim. A campanha levou criadores de vários lugares do mundo, inclusive brasileiros, à Cidade do México para apresentar a novidade com uma experiência envolvendo arte, música, gastronomia, fotografia e produção de conteúdo. Quanto à identidade, foi só uma atualização nos elementos já proprietários: o tom de vermelho, a Dynamic Ribbon e a assinatura Spencerian.

🕳️ Depois que o jogador do Coritiba, Jacy, caiu no túnel de acesso que leva ao vestiário durante a comemoração de um gol no dia 8 de agosto, o BIS criou uma placa especial no estádio do Coxa, para que mais ninguém caia no aBISmo. E a campanha só precisou disso para ser um sucesso: uma placa de sinalização, uma boa ideia e um timing perfeito. 


HOW TO: Como construir relevância e confiança no mercado atual

Já parou para pensar o que de fato convence o consumidor a se relacionar com as marcas em um mercado competitivo, desconfiado e polarizado, como o que vivemos atualmente?

O “Relatório Especial Edelman Trust Barometer 2026: Crescimento das marcas em meio à insularidade” apresentou como essa mentalidade influencia nossas escolhas de consumo e, portanto, a forma como nos relacionamos com as marcas.

A mentalidade insular é o “receio ou resistência em confiar em pessoas que tenham valores, fontes de informação, formas de lidar com problemas sociais ou origens culturais diferentes das suas” (Meio & Mensagem).

Segundo o estudo, está presente em 72% dos brasileiros. 38% deles não estão dispostos a consumir marcas que pessoas diferentes deles consomem.

Muito mais do que uma simples compra, para os consumidores, escolher uma marca é um ato social:

  • 60% dos entrevistados afirmam sentir conexão com pessoas que usam as mesmas marcas;
  • 68% dizem que as marcas que escolhem dizem muito sobre seus valores e prioridades;
  • 75% consideram importante ou decisivo que as marcas que escolhem tenham sede no Brasil.

A opinião de terceiros é tão importante que aparece à frente da comunicação da própria empresa em impacto.

“Entre os brasileiros com mentalidade insular, 53% dizem que o que pessoas não remuneradas pelas marcas falam sobre elas é o fator que mais influencia sua disposição para confiar, enquanto 22% atribuem essa influência ao que a própria marca diz sobre si.”
— Meio & Mensagem

A maioria das pessoas (71%) que confiam nas marcas e as consideram relevantes continuariam consumindo, mesmo que a marca passasse a vender para pessoas diferentes delas.

Por fim, o estudo trouxe os 10 pontos principais sobre relevância e consumo:

  1. A insularidade está em toda parte, com cerca de dois terços dos consumidores receosos em confiar em alguém diferente deles.
  2. Consumidores priorizam marcas nacionais nas decisões de compra.
  3. A confiança impulsiona compras tanto quanto qualidade e valor.
  4. Consumidores definem relevância para além da cultura.
  5. Marcas precisam se encaixar na vida das pessoas para conquistar a compra.
  6. Experiências são o principal caminho para construir relevância.
  7. Quando confiança e relevância estão integradas, expandir o público se torna menos arriscado.
  8. Mídia conquistada tem mais peso do que a publicidade.
  9. O engajamento é maior quando as marcas são confiáveis e relevantes.
  10. Criadores de conteúdo influenciam o que as pessoas compram, experimentam e passam a confiar.

Quer conferir mais insights e se aprofundar nesses princípios? É só conferir o relatório completo aqui.


☝️ Depois de uma news sobre preferências e escolhas, queremos saber: a curadoria de hoje te convenceu? Deixe sua avaliação aqui embaixo e até a próxima edição!

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Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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