bizi | 25.07.25

Vai por nós: se você quer estar por dentro das novidades do mercado e receber insights quentinhos na sua caixa de entrada, você sempre vai querer clicar nas nossas news. Não podemos dizer o mesmo dos cliques no Google, mas o Bizi está aqui para te atualizar. Nesta edição, você confere a queda dos cliques, megatendências do mercado corporativo, metas financeiras para os brasileiros, mulheres nos conselhos estatais e muito mais.

A chegada da inteligência artificial ajudou ou atrapalhou a busca online? Será que depende de quem pergunta? Ou depende de qual jornada estamos falando: das empresas ou dos usuários?
Dois estudos, da Authoritas e do Pew Research, divulgados pelo jornal The Guardian, contradizem o que diversos veículos mostraram recentemente. Segundo o editorial, os resultados de IA, na verdade, atrapalham o desempenho das empresas online e interrompem os cliques que seriam destinados para seus sites.
Do lado dos estudos
Tão polêmico quanto parece, o primeiro estudo, da Authoritas, foi realizado com sites do Reino Unido, e apontou uma queda de até 80% de cliques em sites. Detalhe: antes esses sites estavam ranqueados nas primeiras posições.
De acordo com a Authoritas, também houve queda de tráfego nos resultados que aparecem logo abaixo de um resumo feito por IA.
Já segundo a Pew Research, que analisou 69 mil buscas, a cada 100 links, os usuários clicaram em somente 1, localizado abaixo de um resumo feito por IA.
“Isso mostra que as pessoas têm menos propensão a clicar quando aparece uma síntese do assunto no resultado.”
— Terra
Outros estudos também mostram a queda nos cliques:
Do lado do Google
Segundo o Google, tudo isso é intriga da oposição. A declaração oficial da big tech por meio de um porta-voz foi que “os estudos são imprecisos e baseados em premissas falsas”.
O Google ainda afirmou que os resumos de IA representam uma oportunidade para que as pessoas descubram novos sites — bem parecido com o que vimos na última edição do Bizi, sobre os anúncios na IA. E ainda afirmou que, de fato, envia bilhões de cliques para sites, todos os dias.
Segundo a empresa, não há queda no tráfego direcionado por eles.
Faça o que eu falo…
Porém, a própria criação do Modo IA é uma forma de mostrar que a busca com inteligência artificial altera, sim, o comportamento online e todos os desdobramentos a partir dele.
Falamos mais sobre esse lançamento nessa edição, mas o fator principal é que o novo recurso é uma forma do Google não perder sua audiência, justamente por saber que os usuários estão pesquisando cada vez mais nas ferramentas de IA.
De acordo com os dados desses estudos sobre a queda de cliques, o Google não é mais o meio do caminho, mas está se tornando a parada final das buscas online. E isso é impactante porque, segundo o Terra:
Ainda é muito cedo para tirar conclusões, mas conta pra gente, você já tem uma opinião sobre isso? Será que o Google está errado? Ou será que essa é a nova forma de pesquisar e todos terão que se adaptar a ela?
+ Mais notícias da IA:
O novo recurso do YouTube Shorts consegue transformar fotos em vídeos por meio do modelo generativo Veo 2. A novidade é restrita aos usuários dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia por enquanto, mas deve chegar a mais regiões ao longo do ano.

Hoje, trouxemos mais do que tendências para o Bizi, trouxemos megatendências do mundo corporativo, identificadas pela Aon, empresa global de soluções em riscos, previdência e saúde.
No estudo Client Trends Report, a empresa traz dados e insights sobre o que impacta a tomada de decisões empresarias. A edição deste ano contém 9 indicadores, mas 4 deles são os mais relevantes: comércio, tecnologia, clima e força de trabalho.
De acordo com o CEO da Aon para a América Latina, Alejandro Galizia, essas 4 megatendências já estavam presentes no Client Trends Report de 2024, o primeiro da Aon, e se repetem no ciclo atual.
Segundo ele, elas continuam “dominando a agenda corporativa e estão cada vez mais interconectadas, o que as torna ainda mais complexas”. E é claro que trouxemos um resuminho para você:
1. A integração da IA nos recursos humanos
Galizia começa com um dado do Relatório sobre o Futuro do Emprego 2025, do Fórum Econômico Mundial:
Nunca foi tão importante garantir que equipes e profissionais consigam acompanhar essa transformação e isso inclui o RH. Desde a atração e recrutamento até a retenção de talentos, a inteligência artificial irá impactar totalmente essa área.
2. As mudanças climáticas impactam fortemente a força de trabalho
Pode parecer não ter relação, mas nossa saúde e produtividade são diretamente impactadas pelos eventos climáticos extremos.
De acordo com Galizia, as empresas precisam se preparar proativamente para mitigar esses impactos e dar suporte aos colaboradores em meio a essas crises.
3. A volatilidade climática afeta rotas comerciais
Desastres climáticos definitivamente não são bons para os negócios.
Para o executivo, agora é crucial integrar avaliações de risco climático ao planejamento estratégico e desenvolver negócios e cadeias de suprimento capazes de suportar esses momentos.
4. Avanços tecnológicos estão impulsionando o comércio global
Contrariando todas as piores previsões de alguns anos atrás, a chegada da IA, na verdade, potencializou o comércio global.
Porém, nem tudo são flores. Com o avanço da tecnologia, também vem os prejuízos que ela pode trazer.
A Pesquisa Global de Gestão de Riscos, também da Aon, destacou que ataques cibernéticos/violação de dados e mudanças regulatórias/legislativas estão entre os 5 principais riscos de curto prazo para empresas brasileiras.
“Os exemplos analisados refletem um presente no qual os desafios enfrentados pelas empresas passam por compreender essas interações, lidar com a complexidade e identificar oportunidades.”
— Alejandro Galizia, CEO da Aon para a América Latina
Já estava por dentro dessas megatendências? Sua empresa está preparada para elas?

Você já estabeleceu metas financeiras e não conseguiu cumprir? Saiba que você não está só. Na verdade, você está junto da maioria dos brasileiros.
Uma pesquisa da Serasa, órgão de análise e proteção de crédito, realizada em junho, identificou que somente 4 em cada 10 brasileiros ainda conseguem manter as metas financeiras que traçaram no início de 2025.
No total, 1.015 brasileiros participaram da pesquisa e quase metade deles (49%) disseram gastar mais no primeiro semestre deste ano do que em 2024.
E a pesquisa tem mais insights importantes sobre finanças:

E você, está otimista ou pessimista com as metas que traçou para este ano?
Para conferir mais dados da pesquisa, acesse o artigo no site do Serasa.
+ Dados para conferir:
O relatório “Global Insights: LATAM Report”, da DoubleVerify, mostrou que estamos avançando em pontos importantes para a publicidade digital: brand suitability, que é a adequação dos anúncios com conteúdo coerente com a marca, combate e prevenção a fraudes e viewability, métrica que indica se o anúncio foi realmente visto pelo público.
E, por falar em comportamento dos brasileiros, a Layer Up tem um e-book gratuito e muito interessante sobre o tema: o Mapa do Consumo no Brasil, com um overview sobre os hábitos de consumo mais frequentes e característicos do nosso país. Vale a pena a leitura!

Notícia boa para quem gosta de igualdade de oportunidades: na quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que estabelece o mínimo de 30% das vagas nos conselhos de administração de empresas estatais para as mulheres.
A lei 15.177, de 2025, parte do Projeto de Lei (PL) 1.246/2021, criado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), e inclui dentro desse percentual uma reserva específica para mulheres negras ou com deficiência.
“A lei abrange empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, e também outras companhias em que União, estados, municípios ou o Distrito Federal detenham a maioria do capital social com direito a voto.”
— Agência Senado
De acordo com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, atualmente, essas empresas contam com uma média de 25% de mulheres em seus conselhos, mas com a nova medida, isso vai aumentar.
A mudança será implementada gradualmente nos próximos 3 anos: as mulheres ocuparão 10% desses cargos no primeiro ano, 20% no segundo e 30% no terceiro. Vale lembrar que essa é a quantidade mínima, os conselhos podem (e devem) contar com a participação das mulheres sem reservas.
E para a tristeza dos haters, os dados mostram que isso só tem a somar para as empresas:
Resta esperar os bons resultados que virão dessa mudança.
O que achou da nova lei? Para conferir mais detalhes sobre ela, confira a matéria do Senado Notícias.
E aí, valeu a pena o clique nesta edição? Antes de finalizar a news de hoje, um recadinho importante: na próxima terça-feira, 29 e dia de Bizi, estaremos com a Layer Up no Fórum E-commerce Brasil 2025. Então, já sabe: para conferir a cobertura, fique de olho no perfil da @layerupbr, e para conferir os principais insights, veja o Bizi de sexta-feira, 1º de agosto.
Enquanto isso, aproveite o final de semana!
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