bizi | 21.11.23
A onda de calor chegou ao Bizi. Não só na sensação térmica do home office da redação, mas também da notícia que mais impactou o Brasil neste final de semana, a crise climática é real. Retomando o ritmo pós-feriado, portanto, vem conferir essa news sobre a The Eras Tour, marcas fortes e cases surpreendentes.
Todos os anos, o levantamento The Best Global Brands elege as 100 maiores marcas ao redor do globo e é um dos rankings mais aguardados pelas empresas.
O estudo, que é feito pela Interbrand, avalia diversos critérios para classificar as marcas.
Alguns deles são a taxa de crescimento no mercado, o valor de marca e sua consistência. Mas também valores mais subjetivos como o posicionamento e a inovação.
De acordo com Manfredi Ricca, diretor global de estratégia da Interbrand, a marca da maçã já não é mais apenas uma marca de tecnologia.
“A incursão da Apple em diferentes arenas permitiu que ela ocupasse o topo da tabela pelo 11º ano, ultrapassando a Coca-Cola em 2013.″
— Manfredi Ricca, Forbes
Neste último ciclo, a marca foi avaliada em US$ 502,6 bilhões e tem um valor de mercado de US$ 3 trilhões.
Confira as 10 marcas mais fortes do planeta:
A Interbrand ainda identificou que a taxa de crescimento das indicadas diminuiu esse ano. Foi um aumento de 5,7% em 2023, comparado com a elevação de 16% em 2022.
Para Gonzalo Brujó, CEO global da Interbrand, este é um período de estagnação depois de um grande crescimento. Um movimento normal da economia.
Mesmo assim, o valor total na soma das marcas este ano alcançou US$ 3,3 trilhões! De fato, são marcas muito valiosas.
Entre as empresas que se destacaram no crescimento, Brujó acredita que o segredo foi o relacionamento com seu público.
“Empresas que testemunharam um aumento, incluindo Airbnb, Lego e Nike, transcenderam as normas estabelecidas em suas categorias e desempenham um papel mais significativo na sociedade e na vida do consumidor.”
— Gonzalo Brujó, Forbes
Você também está investindo além do seu mercado para crescer mais no próximo ano? Então depois não vá dizer que não avisamos.
Desde que a turnê “The Eras Tour”, da cantora Taylor Swift, começou a quebrar recordes e ganhar destaque pelo mundo, estamos tomando notas para compartilhar quando ela chegasse aqui no Brasil, neste fatídico novembro.
Até sexta-feira passada, tínhamos certo exatamente o que íamos falar, mas de repente, o rumo das notícias mudou.
O climão está oficialmente instalado em tudo o que a redação viu sobre a “The Eras Tour” nos últimos dias, literalmente.
Mas, antes de mais nada, caso você não tenha visto nada sobre esse assunto até agora, a gente te atualiza em 1 parágrafo:
Taylor Swift é uma das maiores cantoras pop da atualidade — em números, prêmios e fãs. A loirinha, como foi apelidada pelos brasileiros, já transitou por vários gêneros e teve suas diversas fases (“the eras”), todas com algo em comum: o amor incondicional dos swifties, seus fãs. Após cerca de 10 anos sem fazer shows no Brasil, inclusive com um adiamento no meio da pandemia, Taylor anunciou que a The Eras Tour, sua turnê mais recente, viria para cá em novembro deste ano. E veio. E tem sido uma montanha-russa desde então.
Caso você nunca tenha ouvido falar sobre ela (o que, sinceramente, achamos um pouco difícil), Taylor Swift é uma cantora norte-americana, com 33 anos de idade e mais de 15 anos de carreira, que se tornou uma das maiores potências musicais da história.
A cantora e compositora já ganhou diversos prêmios do setor, como Grammys e VMAs. No Billboard Music Awards 2023, por exemplo, Taylor teve o maior número de indicações e já havia se consagrado como a maior ganhadora feminina de todos os tempos da premiação.
E nada disso é por acaso. Além de talento e uma clara visão estratégica do próprio negócio, Taylor soube se impor nessa indústria tão competitiva, desafiar grandes nomes e subverter o sistema a seu favor, como é o caso dos recentes álbuns “Taylor’s Version”.
Basicamente, a cantora está regravando uma por uma de suas canções (foram 4 álbuns até agora) para recuperar a posse e direitos pela reprodução de sua música.
Além das canções emocionantes, Taylor também é conhecida por performances impecáveis e não foi diferente na The Eras Tour. Aliás, isso se intensificou.
Como o próprio nome já diz, a turnê, que começou em março nos Estados Unidos, celebra as diferentes fases da cantora, que tem mais de 10 álbuns em seu repertório.
E a grandiosidade da turnê já começa pelo tempo de duração dos shows: para apresentar todas as eras, o espetáculo conta com uma setlist de 44 músicas e tem mais de 3h!
Dados da turnê até outubro já a apontavam como a mais lucrativa do ano: com 56 shows, a turnê alcançou uma receita bruta de US$ 780 milhões e lucro líquido de US$ 305 milhões, segundo a Forbes.
Mas o peso da turnê não foi benéfico só para a cantora. A The Eras Tour teve um grande impacto na economia das cidades pelas quais passou.
“Na Filadélfia, Estados Unidos, a compositora foi responsável pelo aumento de hospedagens, como cita o próprio Banco Central norte-americano em relatório. Também em solo americano, a cidade de Cincinnati faturou mais de US$ 2,6 milhões só em hotéis durante a passagem da cantora por lá. Já em Chicago, houve recorde de quartos ocupados, mesmo com uma lenta recuperação do setor turístico pós-pandemia.”
— SBT News
E também não é só com os shows em si. A The Eras Tour se tornou um filme documentário, lançado em outubro deste ano. O longa bateu recorde de bilheteria nos EUA e Canadá e já gerou uma receita de US$ 97 milhões.
Tudo isso fez com que alguns países inclusive pedissem pela presença da The Eras Tour. Esse foi o caso bem-sucedido do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, mas também do pedido que ficou no vácuo, feito pelo presidente Gabriel Boric, do Chile.
Por aqui, dados da SPTuris, divulgados na Revista Veja, mostram que a turnê — que começou no dia 17 de novembro no Rio de Janeiro (RJ) e vai até o dia 26 de novembro em São Paulo (SP) — deve movimentar R$ 400 milhões na nossa economia. Ou, pelo menos, era essa a estimativa até o dia 18.
Anunciada em junho deste ano, a famigerada turnê foi trazida ao Brasil pela empresa T4F, a mesma empresa do show cancelado na pandemia.
Em meio à homenagem no Cristo Redentor, a alegria dos fãs e, claro, a movimentação na economia, a The Eras Tour chegou por aqui junto com uma das maiores ondas de calor da história do nosso país. E isso mudou completamente o rumo das coisas.
Já no primeiro show da passagem pelo Brasil, mais de 1.000 pessoas passaram mal em decorrência das condições climáticas e algumas até relataram queimaduras pelo contato com superfícies de metal.
Mas o ápice do desastre foi a morte da jovem Ana Clara Benevides, depois de uma parada cardiorrespiratória.
Durante a redação desta news, inúmeras matérias e comentários sobre isso estão surgindo e a crise enfrentada pela turnê cresce. Mas um personagem está em destaque: a T4F.
Relatos dos show destacaram várias medidas que contribuíram para a fatalidade:
Na nota oficial a empresa não demonstrou sensibilidade pelo caso, como era esperado. Também não prestou assistência financeira à família de Ana (que morava no Mato Grosso do Sul) e ainda demorou para tomar medidas que evitassem novas ocorrências.
O show do dia 18 foi adiado, mas com apenas 2 horas de antecedência, e a liberação da entrada de garrafas de água só aconteceu depois da pressão da prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério da Justiça.
E esse foi apenas o gatilho para várias outras críticas à organização do evento, preço dos ingressos, falta de segurança na região do estádio Nilton Santos (onde aconteceram os shows) e outros problemas estruturais.
Junto com a T4F, a equipe de Taylor e a própria cantora — que, até o momento, não se manifestou — têm uma grande crise para enfrentar pela frente.
Até o Procon-RJ iniciou uma investigação à T4F por possível violação de direitos durante o show em questão.
Independentemente dos protestos, a The Eras Tour segue e chegará em São Paulo nesta sexta-feira para as últimas apresentações no Brasil. Mas algo nos diz que essa história não vai acabar aí.
Além de notícias conturbadas, neste fim de semana também vimos o que acontece quando uma marca cumpre sua promessa, de verdade.
A Stanley, fabricante de copos térmicos que viraram hype nos últimos meses, passou por uma situação inusitada.
A consumidora Danielle compartilhou em seu perfil no TikTok o momento em que retirou seu copo Stanley de dentro do carro, ainda com gelo dentro. Até aí, ok, um bom copo térmico. A questão é que seu carro pegou fogo! E esse era o dia seguinte ao incêndio!
Nem precisamos dizer que as reações na internet foram à loucura, não é?
A Stanley, que não é boba nem nada, prontamente respondeu. O presidente da marca, Terence Reilly, reagiu ao vídeo de uma forma muito positiva.
Além de agradecer pela publicidade gratuita à marca e comemorar o fato de Danielle estar bem, Reilly anunciou que a empresa vai substituir o carro da consumidora. WOW!
“O produto Quencher teve aumento de 275% nas vendas entre consumidores da faixa etária.”
— B9
Antes que mais fãs submetam seus veículos ao fogo da provação da qualidade dos produtos da Stanley, o presidente garantiu no vídeo que eles nunca fizeram uma ação assim antes e, provavelmente, também não farão novamente.
De acordo com a análise da B9, a ação foi super espontânea, mas ao mesmo tempo, é totalmente coerente com a estratégia da marca, que quer alcançar os públicos mais jovens, como a geração Z e Alfa.
E aí, o que achou desse case-incrivelmente-não-planejado da Stanley?
Lembra de mais marcas que se deram bem com marketing espontâneo positivo assim? Compartilhe com a gente!
⛅ Para encerrar a news de hoje, temos um só pedido: desejamos que esse calor e as crises, de todos os tipos, passem para bem longe. Até o próximo Bizi!
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