bizi | 06.02.26

O relatório Global Entertainment, Media & Telecommunications Outlook 2025–2029, da PwC prevê um crescimento de 9,9% ao ano na publicidade digital até 2029, podendo chegar a US$ 12,5 bilhões.
E quem comanda essa evolução na América Latina é o Brasil. Em 2024, nosso país movimentou US$ 7,8 bilhões — e você provavelmente fez parte disso.
Surpreendendo um total de zero pessoas, o maior destaque é o vídeo, que deve crescer 11,9% ao ano até 2029. O formato vem seguido do display (9,7%) e search pago (8,8%).
Nesse contexto, as redes sociais e aplicativos de vídeos seguem como oportunidades para marcas que buscam rápido engajamento e alta visibilidade.
Apesar do número chamativo, a previsão da PwC identificou uma desaceleração nesse setor. Entre 2023 e 2024, por exemplo, o crescimento foi de 18,5%. Segundo a consultoria, os dois dígitos se mantêm até 2027, mas a partir de 2029, a expansão deve estabilizar em cerca de 6% ao ano.
Isso não reflete algo ruim, mas a maturidade do mercado que a partir de agora já equilibra outras frentes e considera a publicidade digital não como novidade, mas parte do ecossistema.
Por falar em previsões para o futuro, um tema que tende a crescer muito são os anúncios em ferramentas de IA.
A principal novidade desse novo cenário é a mudança de palavras-chave para contextos. Basicamente, enquanto os usuários buscavam por termos diretos e resumidos nos buscadores tradicionais, no ChatGPT, eles tendem a elaborar mais a conversa e explicar melhor suas intenções de busca, necessidades e desejos. Isso resulta em um contexto muito mais rico, que permite personalização real das ofertas, como nunca vimos antes.
De fato, a OpenAI já está indo atrás de anunciantes nos EUA e a estimativa de analistas internacionais é que os anúncios no ChatGPT movimentem US$ 25 bilhões por ano.
No lado oposto dessa história, a Anthropic criou um comercial — que, aliás, será transmitido no Super Bowl LV — para falar que não terá comerciais no seu chat, o Claude. O filme é uma paródia bem escrachada do comercial do ChatGPT do ano passado, com uma mensagem importante no final: “os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude”.
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