última news: O que fazer e não fazer

bizi | 09.01.26

Boas-vindas ao primeiro Bizi de 2026. Nesta edição, reunimos os movimentos que começam a desenhar 2026, entre mudanças estruturais, revisões de estratégia e sinais claros de que o mercado entrou em um novo momento.

Nesta edição, você vai conferir:

Boas-vindas ao primeiro Bizi de 2026. Nesta edição, reunimos os movimentos que começam a desenhar 2026, entre mudanças estruturais, revisões de estratégia e sinais claros de que o mercado entrou em um novo momento.

Nesta edição, você vai conferir:
🎁 As principais tendências que devem redesenhar marketing e vendas em 2026, segundo a pesquisa Panoramas da RD Station.
🎁 As contratendências que ajudam a entender o que o mercado precisa parar de fazer para evoluir.
🎁 O avanço da IA na jornada de compra e os sinais de fadiga digital que colocam a atenção do consumidor no centro das decisões para o próximo ano.
🎁A virada histórica da TV aberta brasileira com o desligamento do sinal analógico e os primeiros passos da TV 3.0.

ESTA É NEW: O que fazer

Como já é tradição, todo início de ano surgem novas pesquisas de tendências que ajudam a mapear os movimentos do mercado. A Panoramas de Marketing e Vendas 2025, da RD Station, não foge à regra e traz um retrato claro dos desafios que empresas devem enfrentar em 2026.

Os dados mostram que, mesmo com maior acesso a ferramentas e tecnologia, os resultados nem sempre acompanham as expectativas. 

Para se ter ideia, 71% das empresas não atingiram suas metas de marketing em 2024 e, embora 58% já utilizem inteligência artificial, a maioria ainda usa sem uma estratégia integrada ou madura.

Para ir na contramão disso, Gustavo Avelar, Vice-presidente da RD Station, elencou dez tendências que devem redesenhar marketing e vendas em 2026 para o Meio & Mensagem. Trouxemos cinco delas aqui:

1 – A IA como infraestrutura estratégica

A inteligência artificial deixa de ser acessório e passa a estruturar processos inteiros, do marketing às vendas. A vantagem competitiva não estará em “usar IA”, mas em quanto da operação passa a funcionar com ela, empoderando pessoas e decisões.

2 – SEO para IA e a era do zero-click 

Com respostas generativas resolvendo buscas sem cliques, surge o GEO (Generative Engine Optimization). O foco deixa de ser apenas ranqueamento e passa a ser relevância, clareza e autoridade para sistemas de IA.

3 – A perda de previsibilidade da mídia paga

Custos mais altos e segmentações limitadas reduzem a eficiência automática. Performance passa a exigir integração real entre criatividade, dados, CRM e estratégia de vendas.

4 – Conteúdos curtos convivendo com conteúdos profundos

O consumo de conteúdo está mais polarizado. Formatos curtos servem para chamar atenção e gerar descoberta, enquanto conteúdos longos e aprofundados ajudam a embasar decisões. Assim, materiais genéricos, feitos apenas para manter frequência, tendem a perder relevância.

5 – O amadurecimento do social selling

WhatsApp, creators internos e presença digital integrada passam a fazer parte da engrenagem comercial, aproximando marketing e vendas de forma mais orgânica.

As outras cinco tendências completam esse diagnóstico de ruptura e ajudam a desenhar caminhos possíveis para quem precisa crescer em um mercado menos previsível e com cada vez mais pontos de contato.

Para acessá-las no site do Meio & Mensagem, basta clicar aqui.

INSIDE: O que não fazer

Nem toda mudança relevante no marketing nasce de uma nova tendência. Em muitos casos, o avanço acontece quando o mercado começa a questionar práticas que se tornaram automáticas, pouco estratégicas ou simplesmente ineficazes. 

Nesse cenário, olhar para o que precisa ser abandonado passa a ser tão importante quanto acompanhar o que está surgindo. É nesse contexto que algumas contratendências ganham força e ajudam a orientar decisões mais conscientes para 2026.

Rodrigo Bidinoto, diretor global de vendas da ActiveCampaign, elencou 8 contratendências, publicada pelo PropMark. Trouxemos 4 delas para você conferir:

1 – Adoção de IA sem estratégia

A incorporação da inteligência artificial sem objetivos claros, governança ou integração com o negócio tende a gerar mais ruído do que resultado. Sem método, a tecnologia amplia erros e fragiliza processos em vez de criar vantagem competitiva.

2 – Visão simplista da omnicanalidade

Tratar todos os canais como se desempenhassem o mesmo papel ignora suas funções específicas ao longo da jornada. O resultado são experiências desconectadas, baixa eficiência operacional e desgaste no relacionamento com o consumidor.

3 – Manutenção de dados em silos

Quando marketing, vendas e atendimento operam com bases de dados isoladas, a leitura da jornada do cliente se fragmenta. Isso compromete a personalização, enfraquece a fidelização e limita o crescimento sustentável.

4. Foco em métricas de vaidade

Indicadores como curtidas, visualizações e número de seguidores podem inflar percepções de sucesso sem refletir impacto real no negócio. Sem conexão com conversão, retenção ou valor gerado, esses números pouco orientam decisões estratégicas.

A lista completa você pode acessar clicando aqui.

PREVISÃO DO MERCADO: As previsões para 2026

Uma tendência que já deixou de ser novidade é o uso da inteligência artificial na jornada de compra, mas os dados mais recentes mostram que ela começa a ocupar um papel mais ativo nas decisões de consumo.

Segundo o Consumer Sentiment Index, pesquisa global da Criteo, 59% dos consumidores já tiveram contato com IA agêntica ao longo da jornada, seja para comparar preços, encontrar produtos ou facilitar escolhas — e 29% dizem usar esse tipo de recurso com frequência.

A tecnologia vem sendo cada vez menos percebida como experimento e mais como ferramenta funcional. 

Parra se ter ideia, 56% dos entrevistados se sentem confortáveis em delegar a um agente de IA a busca pelos melhores preços, enquanto 62% acreditam que esses sistemas ajudam a economizar tempo ou dinheiro. Chatbots e assistentes também ganham relevância como apoio à compra online, com cerca de metade dos consumidores afirmando confiar em suas recomendações.

Para marcas, um dado chama atenção: 52% considerariam produtos sugeridos por IA mesmo quando a recomendação é patrocinada, desde que isso esteja claro.

Em 2026, fica ainda mais evidente que a IA deixou de ser apenas suporte e passou a influenciar, de fato, a tomada de decisão. Sua marca já tem investido em IA para impulsionar as vendas?

A fadiga digital entra na lista de resoluções para 2026

Ao passo que os consumidores passam a buscar cada vez mais apoio da IA para decisões práticas, cresce também o desejo de reduzir o tempo gasto nas telas, especialmente nas redes sociais. É o que mostra uma pesquisa da Toluna sobre as resoluções dos brasileiros para 2026.

O levantamento, realizado com cerca de 800 pessoas, indica que 27% dos entrevistados pretendem diminuir o uso de redes sociais no próximo ano.

Vale destacar que se o tempo de tela tende a diminuir, a atenção se torna ainda mais valiosa, e em um cenário de menos scroll e mais seletividade, relevância, utilidade e experiências que realmente façam sentido ganham protagonismo.

E aí, sua meta para 2026 também é diminuir o tempo de tela?

DATA NOSSA DE CADA DIA: Uma nova era para a TV aberta 

Após 75 anos no ar, o sinal analógico da TV aberta brasileira foi oficialmente desligado. O movimento encerra uma transição longa, iniciada em 2007 com a chegada da TV digital, e abre caminho para a chamada TV 3.0, também conhecida como DTV+.

Inclusive, falamos sobre isso nesta edição do Bizi aqui.

Mais do que uma mudança técnica, o fim do analógico marca uma virada simbólica para a televisão aberta.

Em 30 de junho do ano passado, o sinal de transmissão de TV analógica foi descontinuado em todo o Brasil, com exceção de 74 cidades do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, devido às enchentes de maio de 2024, o desligamento foi adiado para 30 de dezembro de 2025 — data em que o processo foi, enfim, concluído.

Essa mudança não é à toa, a DTV+ propõe uma experiência mais próxima do que já vivemos no streaming: conteúdo interativo, integração com a internet, imagem e som de alta qualidade e recursos avançados de acessibilidade.

A promessa é colocar o telespectador no centro da experiência, com mais controle, personalização e possibilidades de interação.

Porém, a implementação do novo padrão será gradual e começará pelas grandes capitais, com convivência entre os sistemas durante o período de adaptação. A lógica é semelhante à transição anterior: garantir acesso amplo, sem rupturas, enquanto a tecnologia avança.

👋🏼Agora é com você: boa leitura, boas reflexões e até a próxima edição do Bizi, com mais análises para acompanhar o que realmente importa no mercado.

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