bizi | 30.10.26

Se você piscou, perdeu: o iFood levou o ritmo das lives para o intervalo da TV, o Ibope começou a monitorar os anúncios nos sites da Amazon, do Mercado Livre e do Magalu, e o Pinterest ficou mais fácil de entrar no plano de mídia.
No meio disso tudo, a semana mostrou que os formatos estão trocando de lugar: a live foi parar na TV aberta, o Instagram quer chegar ao sofá, o anúncio entrou no game e até as compras já podem ficar por conta da IA.
No Bizi de hoje, tem IA, games, vídeo e Black Friday para você conferir sem pular nenhuma fase.
🤖 Como a sua marca pode ser a escolhida quando a IA faz as compras.
🎮 Por que anúncio dentro do game rende o dobro de lembrança entre jogadores.
🎁 Como transformar Black Friday e Natal em uma conversa só com o cliente.
🎬 Por que o Instagram está testando vídeos de até 90 minutos na sua TV.

🍔 O iFood levou o ritmo das lives para o intervalo da TV. Na campanha de Black Friday, a plataforma reúne pela primeira vez Fernanda Gentil, Luisinho e Defante para apresentar as ofertas com a espontaneidade das transmissões ao vivo, com direito a comercial no Jornal Nacional. A programação vai até 30 de novembro, com descontos de até 80% em mercado, farmácia e restaurantes. Já dá para ir separando o carrinho?
🔴 Anunciou em transmissões ao vivo, ganhou pontos com o público. Uma pesquisa encomendada pela Magnite, empresa de tecnologia de publicidade, ouviu 828 brasileiros que assistem lives por streaming: 79% confiam mais nas marcas que anunciam nesse ambiente, e 83% as consideram mais premium. E tem mais: em média, cada pessoa assiste acompanhada de outras três. Conteúdo bom fica ainda melhor em grupo, né?
🛒 O retail media ganhou um termômetro. O Ibope ampliou o AdInsights, sua ferramenta de monitoramento publicitário, para acompanhar os anúncios nos sites da Amazon Brasil, do Mercado Livre e do Magalu, com estimativas de impressões e investimentos. O movimento acompanha o crescimento do retail media (a publicidade dentro das plataformas de varejo), que, segundo o estudo Digital Ad Spend, cresceu três vezes mais que os demais canais digitais em 2025. Agora dá para saber quem está brilhando na vitrine.
📌 O Pinterest ficou mais fácil de entrar no plano de mídia. A plataforma ampliou os Programmatic Deals, que permitem incluir seus anúncios em vídeo e display nas campanhas que as marcas já compram de forma automatizada, a chamada mídia programática. Com 640 milhões de usuários ativos por mês e mais de 80 bilhões de buscas mensais, mais da metade com intenção de compra, a rede quer encontrar o consumidor ainda na fase da inspiração. Do pin salvo ao carrinho cheio.

Na última edição, mostramos que muita gente já pede ajuda à IA antes de chegar ao site da marca. Pois o próximo passo já tem nome: comércio agêntico, quando agentes de IA (assistentes que pesquisam, comparam e finalizam a compra) fazem tudo isso em nome do consumidor.
O relatório global Designing Brands to Win in Agentic Commerce, feito pelo núcleo de inteligência estratégica da agência R/GA com mais de 3 mil consumidores, mostra que 64% usaram IA para pesquisar um produto ou serviço nos últimos três meses. E 58% acham que a IA deveria recomendar melhor do que amigos e familiares, contra 47% no ano anterior. Por enquanto, só 7% deixaram a IA comprar por eles, mas 49% já se sentem confortáveis com a ideia.
E por que delegar? Segundo o estudo, depende da compra: às vezes a IA parece entender mais do assunto (como em viagens e investimentos); em outras, a tarefa é só chata mesmo, como repor itens da rotina.
+ Três movimentos para a sua marca:
Pelo jeito, o novo desafio do marketing é conquistar um cliente que lê tudo, compara tudo e não se distrai com o feed.

Anúncio dentro do game pode render bem mais do que um “pular”. O Ipsos GameTrack, levantamento do instituto de pesquisa Ipsos para a Video Games Europe, associação que representa a indústria de games no continente, ouviu 37 mil jogadores em 16 países europeus no primeiro trimestre de 2026.
Para medir o efeito, o estudo comparou dois grupos: quem jogou títulos com anúncios de determinadas marcas e quem não jogou esses mesmos títulos. Nas nove campanhas analisadas, 25% dos jogadores expostos aos anúncios disseram que as marcas eram “para pessoas como eu”, contra 19% do outro grupo.
Os anúncios também ficaram mais na memória: a lembrança estimulada foi de 14% entre quem jogou, o dobro dos 7% registrados entre quem não teve contato com esses títulos.
Segundo a Ipsos, o segredo está na participação ativa: nos games, a publicidade pode fazer parte do cenário e das atividades do jogador sem interromper a experiência.
Pelo visto, a marca que entra no jogo sem pedir pause ganha uma vida extra.

Dia das Crianças, Black Friday, Natal… O último trimestre do ano é uma maratona de datas comerciais. Mas e se, em vez de começar uma campanha do zero a cada data, a marca contasse uma história só?
É o que defende Heloísa Santana, presidente executiva da Ampro, a Associação de Marketing Promocional. Para ela, é aí que o marketing de experiência ganha protagonismo, integrando promoções, ativações, eventos, programas de fidelidade, trade marketing (as ações nos pontos de venda) e campanhas de incentivo (voltadas a equipes de vendas e parceiros).
Ela traz dois dados que ajudam a entender o raciocínio. Segundo a CNDL/SPC Brasil, 70% dos consumidores que pretendem comprar presentes de Natal aproveitam a Black Friday para antecipar as compras. E uma pesquisa da Globo Ads mostra que 50% de quem pretende comprar na Black Friday reconhece a influência da publicidade nas suas decisões.
Para a Heloísa, a criatividade precisa andar junto com indicadores de vendas, conversão e fidelização, e o trimestre pode render relações que vão além do calendário comercial.
Afinal, tem muito presente de Natal que já sai da Black Friday embrulhado.

Prepara a pipoca: o Instagram começou a testar vídeos de até 90 minutos e trabalha em recursos para que os usuários assistam a Reels e outros conteúdos direto na Apple TV. Por enquanto, os testes estão liberados para um grupo selecionado de usuários ao redor do mundo.
A ideia é permitir vídeos horizontais mais longos e usar os Reels como vitrine para levar o público até esse conteúdo estendido. A plataforma também quer mostrar transmissões ao vivo na aba Reels, para além dos seguidores de cada criador, e está desenvolvendo um recurso que transforma o celular em controle remoto para assistir na TV.
O anúncio veio em vídeo de Adam Mosseri, Head do Instagram, ao lado de Tessa Lyons, vice-presidente de produto da plataforma. Mosseri contou que, por muito tempo, foi contra investir em vídeos longos, mas o comportamento dos usuários mudou a conversa. Sobre a remuneração dos criadores nesse formato, a empresa diz que ainda estuda caminhos, como parcerias com marcas, contribuições de fãs e incentivos por desempenho.
O Instagram nasceu na palma da mão e agora quer um lugar no sofá.
Por hoje, é isso! Agora pode dar uma pausa nas telas e aproveitar o feriadão. 💚
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