bizi | 09.09.25

Se você não for produtivo o suficiente, você está fora — pelo menos para o Itaú. No Bizi de hoje, você confere detalhes da parceria entre Amazon e Rappi, o potencial (e perigo) do Nano Banana, a demissão em massa no Itaú, a chegada do Google Modo IA em português e muito mais.

A Amazon acaba de investir US$ 25 milhões na Rappi, gigante colombiana de entregas, com a possibilidade de chegar a até 12% de participação na empresa caso metas específicas sejam cumpridas.
O movimento reforça a estratégia da companhia norte-americana de ampliar sua presença na América Latina, especialmente no Brasil, onde a disputa já é intensa com concorrentes como Mercado Livre, iFood e 99Food.
Para a Amazon, a Rappi representa um atalho valioso. A empresa, presente em nove países e mais de 350 cidades, já conquistou espaço no cotidiano urbano, indo muito além do delivery de comida.
A oferta de serviços como compras de supermercado e produtos de farmácia dá à Rappi uma presença abrangente que pode ajudar a Amazon a tornar o Prime mais relevante na rotina dos consumidores latino-americanos.
Do outro lado, a parceria significa acesso a capital, tecnologia e logística de uma das maiores empresas do mundo.
E, convenhamos, em um momento em que a Rappi investe R$ 1,4 bilhão apenas no Brasil e levanta US$ 100 milhões adicionais para sustentar sua expansão, o reforço da Amazon é ser decisivo para manter competitividade em um mercado cada vez mais exigente.
O desafio, no entanto, é grande. O iFood segue na liderança do delivery de comida no Brasil e anunciou investimentos de R$ 17 bilhões para consolidar sua posição. Ao mesmo tempo, novos players movimentam o setor: o Meituan, com a marca Keeta, e o relançado 99Food prometem aumentar a concorrência.
As movimentações e parcerias do mercado de delivery provam quem muito mais do que rapidez na entrega, a disputa agora é por relevância no dia a dia dos consumidores.
Será que a Amazon e a Rappi se tornarão empresas queridinhas dos brasileiros? Vamos aguardar os próximos desdobramentos dessa parceria — e trazer todos os detalhes para você.

Bem recentemente, o Google lançou o Nano Banana, uma ferramenta de edição de imagens por inteligência artificial que chamou a atenção justamente pela precisão.
O nome curioso nasceu de um experimento interno, no qual engenheiros testaram se a IA seria capaz de manipular até os menores detalhes de uma foto — como transformar uma banana comum em uma versão em miniatura, mas perfeitamente realista.
Mas mais do que uma brincadeira, o Nano Banana levanta um ponto importante: a linha entre o que é real e o que é criado pela máquina nunca esteve tão tênue.
Desde o lançamento em 26 de agosto, o impacto foi imediato. Em duas semanas, mais de 200 milhões de imagens já foram editadas com o recurso, e o aplicativo Gemini, onde ele está integrado, ganhou 10 milhões de novos usuários.
A viralização veio com usos divertidos: transformar pets em super-heróis, criar versões alternativas de si mesmo ou brincar com bonecos de ação em cenários fictícios. Tudo isso com poucos cliques e prompts de texto.
Embora ainda não seja comparável ao nível profissional de ferramentas como Photoshop, o Nano Banana já desafia esse mercado. Afinal, com acesso gratuito, simples e resultados quase perfeitos, ele inaugura uma nova era da manipulação digital, acessível a qualquer usuário comum.
O que essa ferramenta faz é permitir edições ultradetalhadas, que não deixam marcas nem distorções visíveis. É possível alterar cores, apagar elementos, preencher falhas e até recriar cenários inteiros sem que o olho humano perceba a diferença.
Na prática, isso abre novas oportunidades criativas para publicidade, design e produção de conteúdo. Mas também traz uma preocupação urgente: se até o detalhe mais insignificante pode ser manipulado de forma imperceptível, como acreditar em uma imagem que circula online?
O Google, ciente dos riscos, incluiu algumas camadas de proteção: toda imagem gerada pelo Nano Banana traz uma marca d’água visível, que pode ser facilmente removida, e também uma digital invisível chamada SynthID, inserida nos próprios pixels.
Essa assinatura pode ser identificada por softwares e permite rastrear a origem até o usuário do Gemini que produziu a edição.
Ainda assim, a história mostra que, quando uma tecnologia transformadora surge, outros players correm atrás (como aconteceu recentemente com a IA generativa) e nem sempre tem o mesmo cuidado em relação à segurança e à rastreabilidade.
Veja também a matéria produzida pelo jornalista Thomas Smith e publicada na Fast Company, que traz usos reais do Nano Banana e suas possíveis consequências não tão positivas, para dizer o mínimo. Acesse aqui.

O home office vs. a produtividade ganhou mais um capítulo. Dessa vez, não é sobre as velhas discussões entre benefícios do remoto e a dificuldade das empresas aceitarem essa realidade. É sobre demissão em massa, e sobre como dados de monitoramento digital entraram na equação.
Ontem, o Itaú desligou cerca de mil funcionários e a justificativa foi a inconsistência entre as horas registradas no ponto eletrônico e os cliques, acessos e movimentações dentro dos sistemas internos do banco.
Em outras palavras, o banco cruzou dados digitais para medir quem estaria realmente trabalhando durante a jornada.
O Sindicato dos Bancários argumenta que critérios assim ignoram fatores humanos, falhas técnicas e até questões de saúde. Também critica a falta de aviso prévio e diálogo em um processo que, segundo eles, aconteceu de forma abrupta, sem uma advertência prévia.
Enquanto isso, o Itaú reforça que confiança é “inegociável” e que os desligamentos foram feitos após seis meses de monitoramento.
Na prática, o episódio reacende uma pergunta maior: até onde vai o limite entre gestão de performance e vigilância?
Mais do que um caso isolado, o episódio mostra como o futuro do trabalho remoto está sendo moldado não apenas por políticas internas, mas por métricas invisíveis que nem sempre levam em conta o que acontece fora da tela.
Vale lembrar que outras gigantes do mercado já se posicionaram contra o modelo de trabalho à distância, como a Amazon, que acabou com o home office no início do ano.
A Dell, outra big tech, não descartou totalmente o home office, mas determinou que empregados em trabalho remoto não seriam considerados para promoções nem poderiam se candidatar a novas posições na fabricante de computadores — o que dá no mesmo.
Claro que as medidas, adotadas no início deste ano, foram uma forma de forçar a volta ao presencial.
E por aí, o trabalho segue à distância, passou a ser híbrido ou você já está de volta ao escritório? Compartilha com a gente!

O Google acaba de lançar o Modo IA em português no Brasil, uma atualização que promete transformar a forma como buscamos informações. Anteriormente disponível apenas em inglês, essa ferramenta agora está acessível para usuários brasileiros, tanto na versão web quanto nos aplicativos para Android e iOS.
Essa é uma evolução da Visão Geral com IA (AI Overview), que já gerava resumos automáticos nas buscas. Agora, com o Modo IA, o Google incorpora o modelo Gemini 2.5, permitindo respostas mais detalhadas e personalizadas.
A principal novidade é a capacidade de realizar buscas multimodais. Ou seja, você pode interagir por texto, voz, imagem e até som, ampliando as formas de obter informações.
As respostas geradas pelo Modo IA incluem links inseridos no texto e na lateral da tela, que permitem que o usuário explore as fontes originais para obter mais informações. E caso não seja possível garantir a alta confiabilidade da resposta, a busca tradicional é exibida.
Vale destacar que essa atualização não substitui os resultados tradicionais da busca, mas oferece uma camada adicional de inteligência.
Agora, ao pesquisar por algo como “melhores restaurantes italianos em São Paulo”, o Modo IA pode fornecer uma lista personalizada, com comparações, avaliações e links úteis, tudo em uma única resposta.
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