bizi | 26.09.25

Futurologistas, videntes ou até mesmo leigos concordam: se tem uma coisa no horizonte do mercado, é mais inteligência artificial vindo aí. No Bizi de hoje, trouxemos insights sobre a nova versão ChatGPT Pulse, expectativa de investimento em IA para o próximo ano, novidades nos anúncios do Pinterest e muito mais. Vem dar uma espiadinha no futuro e conferir tudo isso!

Nesta semana, a OpenAI lançou uma atualização inédita no ChatGPT e em todas as IAs (pelo menos, até onde a gente conhece): o ChatGPT Pulse, uma versão da ferramenta que entrega proativamente atualizações diárias e personalizadas, de acordo com o perfil e comportamento do usuário.
Basicamente, o assistente faz pesquisas durante a noite, se baseando em conversas, feedbacks e interações com outros aplicativos, e entrega um resumo logo pela manhã. Será um concorrente à altura do Bizi?
Segundo o comunicado oficial da OpenAI, “este é o primeiro passo em direção a um ChatGPT mais útil que proativamente traz o que você precisa, ajudando você a progredir mais”.
O ChatGPT Pulse ainda está em fase de testes, em dispositivos móveis de usuários do modo Pro (US$ 200/mês), mas pode expandir para outros planos em breve. De acordo com o executivo da big tech, Fidji Simo, a intenção é tornar essa novidade acessível.
Até onde descobrimos, o usuário pode pedir ao chat conteúdos específicos que gostariam de ver, além de reagir positiva ou negativamente às interações, ajudando o assistente a entender o que mostrar.
O ChatGPT Pulse ainda pode ter integração com o Gmail e o Google Calendar para oferecer contexto, recomendações e rascunhos sobre compromissos.
Agora, se você está se perguntando se ele fala “insights quentinhos”, tem infográficos personalizados e trocadilhos amigáveis, aí é só o Bizi mesmo.
Você já calculou quanto custaria assinar todas as IAs? O Canaltech já e chegou à conclusão de que, com as versões mais avançadas de todos os assistentes, a assinatura poderia ultrapassar os R$ 5 mil por mês.
Em outro lançamento da semana, os óculos inteligentes da Meta, em parceria com a Ray-Ban e a Oakley, falharam nas demonstrações ao vivo no evento Meta Connect. O próprio CEO, Mark Zuckerberg, brincou com a situação e disse que “esses óculos são inteligentes, mas ainda não sabem lidar com a vida real”.
Ainda sobre lançamentos controversos, a Apple se posicionou e negou o “scratchgate”, apelido sarcástico dado à imprensa aos relatos de arranhões na família de aparelhos iPhone 17. Segundo a big tech, não são arranhões, mas resíduos deixados pelos mecanismos de fixação MagSafe, das bancadas de exposição nas lojas da marca.

Se temos uma certeza sobre o mercado é que a inteligência artificial vai ganhar cada vez mais força nos próximos anos. Mas será que o investimento na tecnologia está acompanhando esse impulso?
Aparentemente, não tanto quanto deveria.
A pesquisa “Panorama 2026”, da Amcham com a Humanizadas, apontou que a IA não é mais tendência, mas prioridade para os executivos — inclusive, na primeira posição para 3 dos 5 setores analisados (Serviços, Agronegócio e Tecnologia).
Porém, 77% das empresas investem nada ou até 2% de seus orçamentos nessa frente. Consequentemente, 61% dos executivos não percebem impacto relevante nos resultados, dizendo que, até agora, a inteligência artificial entregou pouco ou nenhum resultado.
A Amcham chamou o fenômeno de “paradoxo da IA”:
Confira mais dados da pesquisa:

Para os respondentes, os principais limitadores do uso de IA nas organizações são:
1º. Falta de profissionais qualificados (43%)
2º. Falta de integração entre áreas e sistemas (41%)
3º. Preocupações com riscos legais e éticos (28%)
De acordo com a pesquisa, as principais tendências a partir desses dados são:
52% dos respondentes acreditam que esse é o elo fraco para implementação da IA. Segundo o material, para superar essa barreira é preciso disciplina na gestão, clareza de métricas e adaptação às mudanças do mercado.
Na pesquisa, essa prioridade aparece logo abaixo do uso de IA. Para 53% dos entrevistados, o foco deve ser a formação de líderes capazes de conduzir mudanças, inspirar equipes e tomar decisões baseadas em dados.
Segundo o estudo, o desafio atual não é adotar, mas integrar a IA aos processos-chave do negócio, ampliando ganhos estruturais e possibilitando impacto estratégico a longo-prazo.
Concorda com essas descobertas? Como anda o uso e integração de IA por aí: um paradoxo, ou uma prioridade, de fato?
Para conferir mais insights do Panorama 2026 da Amcham e Humanizadas é só acessar a página do estudo.
Diante desse cenário, a Amcham lançou o Hub de Inteligência Artificial para oferecer às empresas um espaço de experimentação, aprendizado e implementação da tecnologia. Segundo Marcelo Rodrigues, diretor-executivo de Inovação e Novos Negócios da Amcham Brasil, “com o Hub de IA, queremos acelerar essa jornada, ajudando as companhias a sair de experimentos pontuais e chegar a resultados concretos, escaláveis e sustentáveis”.

Para fechar a edição de hoje, mais novidades: durante o Pinterest Presents, evento global anual para anunciantes, a empresa apresentou (com o perdão da redundância) novas modalidades de anúncio na plataforma.
Todas se baseiam em duas coisas: dados de comportamento e o diferencial do Pinterest, a busca visual.
Já falamos sobre ela nessa edição, quando trouxemos os insights da palestra de Susan Spark Park no Fórum E-commerce Brasil. Caso não tenha visto ainda, vale muito a pena para contextualizar.
Para cada dado, uma nova funcionalidade:
Começando com o mais importante: segundo o Pinterest, 39% do público da plataforma inicia suas buscas de compra já no Pinterest. Eles são atraídos pelo formato que “transforma inspiração em ação” (Mundo do Marketing).
45% dos cliques acontecem nos 10 primeiros resultados de pesquisa.
A partir disso, o Pinterest colocou os anúncios no topo, colocando mais publicidade nos primeiros resultados e pins relacionados.
A taxa média de cliques é 29% maior no Pinterest, comparando com campanhas comuns, e tem 32% mais chances de gerar novos cliques.
Na edição do Bizi que compartilhamos, a Diretora de Produto Internacional da plataforma explica que isso acontece porque no Pinterest, os usuários só encontram positividade.
Por isso, a plataforma também lançou blocos de anúncios exclusivos para catálogos de anunciantes.
O Pinterest também falou sobre os Anúncios de Estoque Local, que exibem o preço e a disponibilidade atualizada de produtos mais próximos do usuário.
A Canadian Tire Company, por exemplo, que já testou a funcionalidade, teve 48% mais eficiência na conquista de novos consumidores e +16,5% nas visitas às lojas físicas.
Por fim, o Pinterest também apresentou uma ferramenta para integrar e compartilhar dados de públicos, catálogos e conversão com parceiros publicitários, que permite criar e gerenciar campanhas em um só lugar.
Além disso, a Conexão com Redes de Mídia dá acesso ao Pinterest Performance+, solução da plataforma (que também citamos na outra edição), que combina IA e automação.
E aí, o que achou das novidades?
Um relatório da Warc apontou que os investimentos globais em publicidade devem chegar a US$ 1,17 trilhão este ano — um aumento de 7,4% em relação a 2024. E as grandes responsáveis são as redes sociais: 9 em cada 10 dólares no mercado publicitário global têm essas plataformas como destino.
Pelo visto, o sucesso do Pinterest está sendo notado: o Google anunciou o Mixboard, uma ferramenta que organiza imagens criadas com IA em quadros ou mood boards — te lembra alguma coisa? A novidade é alimentada pelo Nano Banana, que falamos nesse Bizi.
✨ Depois dessa curadoria (insubstituível) de notícias e insights quentinhos, podemos partir para o merecido final de semana. Nos vemos na próxima edição!
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