bizi | 16.09.25

No Bizi de hoje propomos um acordo: você assina a nossa news e a gente cuida do restante — e se funcionasse assim no mundo dos negócios, talvez nem teríamos notícias pra contar.
Mas, enquanto temos, reunimos os principais insights da semana, desde o acordo entre EUA e China sobre o TikTok, destaques de marcas no The Town 2025, percepção sobre diversidade e progressão de carreira, até novos recursos para anúncios na Meta e muito mais. Vem ver!

Depois de muito tempo em que não trazíamos esse assunto para o Bizi, a discussão entre Estados Unidos e China envolvendo o TikTok ganhou um novo capítulo: ao que tudo indica, a plataforma vai finalmente mudar de dono.
Foram dois dias de negociações em Madri para os países chegarem a um acordo — e ainda nem é o fim da conversa.
Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que participou do encontro, “o objetivo é transferir o controle da plataforma para os norte-americanos” (UOL).
De acordo com Bessent as empresas envolvidas já aceitaram os termos do acordo. Agora, para que ele seja concretizado, só falta a aprovação da ByteDance (dona do TikTok), e dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que deve acontecer ainda nesta semana.
Tudo começou ainda no governo de Joe Biden, em 2024. De lá para cá, os EUA decidiram estabelecer e estender o prazo algumas vezes, mas não mudaram o discurso ou a intenção de encontrar um novo dono para a plataforma. Falamos mais sobre isso nessa edição.
Desde o início, a legislação afirma que busca impedir autoridades chinesas de acessarem dados de usuários norte-americanos ou até mesmo influenciar a opinião pública por meio do algoritmo da rede social. Vale lembrar também que isso nunca foi comprovado.
A proposta é a venda de pelo menos 80% do TikTok a uma empresa de fora da China e, claro, preferencialmente USA.
O prazo da vez acabaria amanhã, dia 17 de setembro, mas, pelo visto, vai ser estendido, de novo.
Segundo Bessent, mesmo que isso aconteça, o governo norte-americano pode (mais uma vez) estender por mais 90 dias a data limite, já que o tempo não é mais um problema, diante da possibilidade de resolução.
Caso você não tenha morado em uma caverna nos últimos meses, sabe que o clima entre EUA e China está quase tão abalado quanto entre EUA e Brasil.
O famoso tarifaço de Trump também mira o país asiático e segue alterando as relações comerciais entre os países. A última atualização sobre essa questão aconteceu no mês passado, quando EUA e China decidiram estender a trégua das novas tarifas até 10 de novembro.
Para Bessent, a resposta é a ameaça do banimento. Mas para completar esse quadro, é importante saber que o TikTok tem mais de 170 milhões de usuários no país — e ninguém iria querer abrir mão desse público, não é mesmo?
Por hora, não sabemos quem vai ficar com o TikTok, mas vamos continuar acompanhando essa história cheia de reviravoltas por aqui.

No último final de semana, o The Town 2025 encerrou sua maratona de cinco dias de shows e, claro, muitas ativações de marca.
Sobre as performances dos artistas você pode conferir em outros portais e newsletters. Aqui, trouxemos os destaques das marcas que brilharam na segunda edição do The Town.
A Promoview esteve entre as parceiras do festival e, ao lado da Eletromidia, foi a única media partner do The Town Learning Journey, um evento dentro do evento para compartilhar a expertise de negócios da Rock World.
Observando de pertinho, com uma equipe em campo, o portal criou um reconhecimento das melhores ativações, para “valorizar o trabalho de marcas e agências que oferecem experiências no festival”, que combina a avaliação da equipe com votação popular.
Dessa forma, o ranking ficou assim:
Quem também estava de olho no The Town 2025 foi a Stilingue by Blip, que monitorou 137.993 publicações durante o festival e descobriu que 34.516 delas foram sobre as marcas presentes.
As conversas aconteceram principalmente nas redes:
De acordo com a análise, as marcas mais citadas foram:
E aí, ainda tem dúvidas que um patrocínio estratégico pode destacar sua marca da concorrência?

Você acha que a diversidade ajuda ou atrapalha nos processos seletivos e na progressão de carreira dos profissionais? Mais da metade dos brasileiros acredita que atrapalha.
Uma pesquisa mundial da Gi Group Holding apontou que, no recorte Brasil, “54% dos profissionais brasileiros percebem que fatores ligados à diversidade, origem ou identidade influenciam negativamente os processos de contratação e as oportunidades de carreira” (Propmark).
Nosso país é o terceiro na percepção desse viés, atrás somente da Índia (74%) e China (56%). No restante do mundo, a média fica em 43%.
De acordo com Felipe Iotti, diretor de Gente & Gestão da Gi Group Holding, o fato do discurso da diversidade estar em alta, isso não significa que as empresas conseguem trazê-lo para a prática.
Confira mais dados sobre esse viés negativo:

Apesar do alto índice de profissionais que percebem um viés negativo por aqui, o Brasil também está entre os países com melhor avaliação dos esforços de DEI nas empresas — e a porcentagem é até maior: 59% dos profissionais reconhecem esse comprometimento.
Para Iotti, o desafio não é ampliar essa iniciativa só nos processos seletivos, mas em todo o ciclo de vida do colaborador.
Enfim, é seguro dizer que a diversidade faz realmente a diferença na trajetória dos candidatos. Mas cabe às empresas tornar isso em algo positivo.
E por aí? Você sente que esse processo está redondinho na sua operação ou ainda tem uma quebra entre expectativa e realidade?

Durante o Meta Brand Building Summit, na semana passada, a Meta anunciou novos recursos para os anunciantes em suas plataformas.
O objetivo é deixar as marcas mais próximas e cientes de seus consumidores, ajudando-os a se conectar com a cultura que acontece nas redes.
E essa seria só mais uma das muitas atualizações da big tech, se não fosse um ponto: cada vez mais, a Meta está incentivando que as empresas usem e abusem do Meta AI, seu assistente de inteligência artificial.
Para a empresa, a IA está no centro dessa conexão cultural.
Assim, sem mais delongas, vamos às atualizações:
A primeira das 3 novas ferramentas consiste em colocar anúncios entre os Reels que estão se destacando nas redes.
Testes recentes mostraram que o novo recurso pode aumentar em até 20% o reconhecimento espontâneo da marca.
Outro recurso, dessa vez dentro do Gerenciador de Anúncios, também utiliza IA para orientar a entrega de anúncios aos públicos que mais importam.
Chamadas de regras de valor, a novidade permite sinalizar quais públicos são prioridades, tanto em campanhas de vendas, como para objetivos de reconhecimento e engajamento.
Por fim, a Meta também aprimorou a otimização da visualização das páginas de destino, que segundo a empresa, é uma maneira de melhorar o tráfego que o site recebe a partir dos anúncios.
Agora, os anunciantes também podem otimizar seus anúncios para serem exibidos para pessoas com maior probabilidade de clicar neles.
De acordo com a Meta, quem testou a novidade viu um custo 31% menor por visualização em comparação com cliques em links, redução da taxa de rejeição e aumento do tráfego qualificado para o site. Só coisa boa!
O que achou das novidades?
🤝 Com tudo acordado e resolvido entre nós, encerramos nossa edição por aqui. Mas te esperamos na próxima para mais atualizações e insights quentinhos sobre o mercado.
Confira nossos outros conteúdos